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XI Caminhada dos Povos Tradicionais de Terreiro do Subúrbio

IMG-20191127-WA0583A RREMAS – Rede Religiosa de Matriz Africana do Subúrbio, realiza no próximo dia 1ª de dezembro, domingo, a XI Caminhada dos Povos Tradicionais de Terreiro que traz como tema “Ancestralidade, Poder Político e direito à vida”. A concentração acontecerá a partir das 7h com café da manhã solidário, na Escola de Menor, em Paripe. Representando as diversidades e em uma homenagem a todos as nossas energias ancestrais (Voduns, Minkices e Orixás) venham com todas as cores!

O ato político tem como objetivo promover reflexões junto à sociedade e instituições que combatem o racismo e a intolerância religiosa para com os Povos de Terreiro, chamando a atenção das autoridades públicas sobre o aumento dos crimes de ódio religioso como invasões e agressões a religiosos de matriz africana.  Segundo a presidenta da RREMAS e Yalorixá Mãe Jacira de Yansã, do Ilê Axé Ibá Lugan, localizado em Paripe as ações de ódio religioso vem crescendo principalmente na atual conjuntura política de retrocessos de direitos e ataques raciais, “é importante ressaltar que há 11 anos atrás ressurgimos de uma violência a um sacerdote e seus filhos e que vem crescendo com o passar do tempo. De lá pra cá tivemos casas sendo invadidas, assassinatos e perseguições aos adeptos do Candomblé.  Devemos estar de pé e em unidade para preservar a nossa ancestralidade manifestada pelo nosso sagrado, nossa fé e religiosidade.”, afirma.

A RREMAS é uma associação religiosa sem fins lucrativos e vínculos partidários que atua na região do Subúrbio Ferroviário de Salvador há 10 anos, buscando “de terreiro em Terreiro a unidade pela paz e o fortalecimento da religiosidade. A RREMAS agrega mais de 300 terreiros do território e adjacências promovendo ações de combate ao ódio religioso e pela garantia de direitos constitucionais como a liberdade de culto e o respeito ao patrimônio material e imaterial dos Ilês, Unzós, Egbés, assim como buscar preservar as vidas de sacerdotes e lideranças religiosas, que tem sido violentamente perdidas.

Para a ekedi e presidente da Rede De Mulheres Negras da Bahia Lindinalva de Paula  esta XI edição da caminhada também tem como proposta de  “unificar as diversas pautas trazendo para o centro de discussão do racismo religioso outras pautas como o enfrentamento ao fascismo e as violências contra as mulheres, a comunidade LGBTQIA+, assim como denunciar o genocídio que acomete todos os dias a Juventude Negra.”, pontua a ekedi Lindinalva.

Um ponto importantíssimo colocado pela XI edição da Caminhada é a questão do poder político trazido à tona este ano na caminhada. Na Roma Negra que nunca teve uma representatividade negra eletiva no topo do parlamento, a busca pelo poder político se faz mais que necessário em um contexto de retrocessos de direitos e de avanços de violência e o Povo de Axé traz à tona a importância da disputa política por candidaturas palpáveis em de 2020.

Um outro fator é o clamor pelo direito às vidas da juventude negra ceifadas pela violência cotidiana e institucional que não é somente religiosa, mas também racial e territorial. Os dados do Atlas da violência deste ano, 2019, são impressionantes e afirmam que ser negro ou negra no Brasil é correr riscos. Segundo o documento, 75,5% das vítimas de homicídios no Brasil são negras. Um dado estarrecedor!

Venham caminhar com a gente, tragam seu Axé, seu colorido representando a diversidade cultural e de povos. Em uma homenagem a todos as nossas energias ancestrais (Voduns, Minkices e Orixás) pedimos que venham com todas as cores!

SERVIÇO:
O QUÊ: XI Caminhada Religiosa do Subúrbio Ferroviário e adjacências – “Ancestralidade, Poder Político e o Direito à vida”
QUANDO: 1 de dezembro, domingo, a partir das;
ONDE: no fim de linha da Escola De Menor, Paripe;

Contato: (71)99119 – 9130
email: rremas2010@gmail.com

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