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Posts marcados com ‘Dandara Pinho’

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Por Jamile Sodré

texto jamile 01Quando se fala em estilo pode ser referente a vestuário, a estilo de vida, de arte, e ainda pode ser conjunto de dispositivos visuais ou linguagem estética de certos grupos. Qual o seu estilo? Já pensou como sua indumentária é formada? Com essas e outras perguntas fui entrevistar a determinada, brilhante e doce Dandara Pinho. Ela é advogada e tem um estilo bem pessoal e exclusivo de se vestir, que difere dos demais colegas de profissão. Por questões religiosas utiliza o branco como cor predominante no seu look. Tem em seu nome o nome de uma Deusa guerreira, Dandara; não por consciência que nos faz lembrar do Nkisse Dandalunda, da religião de matriz africana, o Candomblé de Angola. É Dandalunda que a protege. Confira aqui o estilo DANDARA PINHO!

Jamille Sodré​– Qual sua origem e formação?

Dandara Pinho​- Sou nascida no Candeal, no berço da cultura e influências do Candomblé Angola. E de uma família diferente, no que se refere o relacionamento inter racial dos meus pais, ele negro e ela proveniente de uma mistura de um português com uma índia. Trago referências da ancestralidade ao qual o largo onde morei durante logos anos tem, o Nkossi do Candeal.

 JS – Quais suas referências de estilo?

DP​- Eu tenho uma referência de estilo inusitada e completamente misturada por conta da ​minha profissão e de minha religião. A cor preta não está em meu guarda roupa, divergindo assim do comum aos advogados. Resolvi filtrar e fazer minhas próprias roupas, através de costureiras. Sempre deixando bem claro o meu gosto por cassa e linho de cor branca. Vestidos soltinhos e rodados acompanhados por blazer para acompanhar a seriedade que a profissão traz. Respeitando assim a minha ancestralidade algumas vezes precisa usar o branco e tons não tão escuros. Então assim vou montando as minhas peças de roupas de trabalho, sem deixar distantes as minhas vontades pessoais e mais a vontade da energia a qual me sustenta. Sou apaixonada por cassa bordada e tecidos bem leves e assim faço o uso destes no cotidiano.

JS​-O que está lendo no momento?

DP​- Estou lendo “A verdade seduzida” de Muniz Sodré.

 JS​- Quais são os profissionais na sua área, que são suas influencias?

DP​- Minhas influências no direito o defensor publico Dr. Gilmar Bittencourt ao qual fui estagiaria na DPE/BA e tem um trabalho extremamente bonito, também, na área de direitos aos quilombolas e direitos humanos, o criminólogo Belga Dr. Riccardo Cappi, foi meu professor no período de graduação e tem atuação no âmbito dos direitos humanos e que sempre dedicou diversas reflexões e criticas a respeito dos conceitos no âmbito jurídico.

JS​- Você faz parte do Afoxé Filhas de Gandhy. Como é ser integrante de um Afoxé?

DP​- Fazer parte do Afoxé me fez perceber o quanto se é necessário o fortalecimento da mulher. E o auxílio que a teia do Afoxé tem texto jamile 02realizado com as mulheres participantes. A atividade lúdica e de fortalecimento de laços, de empoderamento, de conhecimento da cultura Yorubá, dos toques aos quais são ecoados, das cantigas cantadas e da dedicação da Egbome Glicelia na direção das Filhas de Gandhy junto com Nágila e Fran, me fazem cada dia mais querer enriquecer de fortalecimento e multiplicar o que foi apreendido naquele espaço.

JS ​– Deixe uma mensagem para os leitores da Coluna Moda no Mundo Afro.

DP​– Nós mulheres negras, precisamos cada dia mais no munir de informações, de empoderamento e multiplicar isso em nosso cotidiano, seja no ambiente de trabalho, na rua ao qual moramos, ou seja, nos ambientes aos quais estamos inseridas, para que cada dia mais mulheres se empoderem e por conseguinte menos direitos destas e dos seus sejam violados.

 

 

 

 

*Jamille Sodré é designer com especialização em pesquisa e projeto de moda pelo Senai Cetiqt do RJ. Pesquisadora de moda afro.

Na trilha sonora, aperte o play : Ilê Aiyê ​Canto Sideral

http://letras.mus.br/ile-aiye/1512503/

Afoxé Filhas de Gandhy

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