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Mulheres Musicistas em atuação na Bahia

por Denise Dias


O que há em comum entre as seguintes mulheres: Mariana Tudor, Patrícia Teles, Suzana Kato e Lívia Mattos? Todas são musicistas bastante talentosas. O Soterópolis conversou com as quatro para saber quais são as dores e delícias de se fazer música.

 

Mariana Tudor – Harpa

A romena Mariana Tudor escolheu se dedicar à harpa a partir dos 12 anos de idade. Foi instigada por uma professora de Bucareste, capital da Romênia, a ter contato com o instrumento, que anteriormente conhecia apenas das histórias infantis. Quando viu a harpa pela primeira vez, foi amor à primeira vista e passou a encarar profissionalmente o trabalho como harpista. Como no Brasil, principalmente no Nordeste, temos poucas harpistas, Mariana foi convidada a trabalhar em Aracaju e depois veio para Salvador, onde atua na Orquestra Sinfônica da Bahia.

 

 

Patrícia Teles – Bateria

Aos 11 anos de idade, a baiana Patrícia Teles começou a fazer capoeira e teve o contato inicial com instrumentos de percussão. Na memória dela, partiu daí o interesse pela bateria que hoje é seu material de trabalho. É como baterista que Patrícia faz apresentações, workshops e prepara um disco solo.

Quando chega para uma apresentação, quase sempre, as pessoas se surpreendem ao saber que a bateria vai ser tocada por uma mulher. Mas ela não se queixa de preconceito e reconhece também que sempre há uma forcinha dos amigos para carregar o instrumento.

 

Suzana Kato – Violoncelo

A paulista Suzana Kato acha que nós não escolhemos os instrumentos e, sim, os instrumentos nos escolhem. Foi assim no caso da relação dela com o violoncelo, identificado como o instrumento cujo timbre mais se aproxima da voz humana. Suzana lembra que antigamente era raro encontrar mulheres tocando violoncelo por vários motivos: não havia espigão, que serve para apoiar o instrumento; a moda exigia saias abundantes; e era preciso adotar uma postura, digamos, deselegante no contato com o cello. Hoje, a realidade é bem outra. E Suzana tem cada vez mais certeza de que o instrumento escolheu a pessoa certa.

 

 

 

Lívia Mattos – Acordeon

Lívia Mattos é a prova de que não existe idade máxima para aprender a tocar um instrumento musical. Foi só com 16, 17 anos de idade que ela começou a ter contato com o acordeon. Na época, ela era artista circense do Circo Picolino e passou a utilizar o instrumento como recurso cênico. Deu tão certo a relação de Lívia com a música que depois ela decidiu se dedicar integralmente à carreira musical. Lívia já fez show pelo Brasil afora e até no exterior. E ressalta que é preciso ter disciplina, mas não resta dúvida de que vale a pena se jogar nessa experiência.

 

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