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SOTEATRO DRAMATURGOS II – CLÁUDIO SIMÕES

Por Edinilson Motta Pará

O SOTEATRO deste semana exibe a segunda parte da série sobre os dramaturgos baianos com a trajetória artística de Claudio Simões.

Ator, diretor e, principalmente, escritor teve sua estreia no teatro em 1988, no espetáculo SIM – O universo de Arrabal, resultado do III Curso Livre da Escola de Teatro da UFBA, com direção de Luiz Marfuz. Em 1990, já como aluno regular do curso de Interpretação da Escola de Teatro, Simões escreveu suas primeiras peças: a Trilogia Shirley e Dias, conseguindo um reconhecimento como autor de teatro, mesmo que ainda restrito à classe artística, principalmente no meio acadêmico.

Em 1994, ano que formou-se em Direção pela Escola de Teatro, veio o reconhecimento da crítica jornalística e do público com estreia da inquietante DIAS 94, uma releitura da Dias,em que se debruça sobre o tema da vida com hiv/aids e a manutenção da dignidade na convivência com o vírus. A montagem chamou a atenção da mídia jornalística para o novo autor. No mesmo ano, estreou também a comédia policial Quem Matou Maria Helena?, com o ator Franklin Menezes, conquistando, desta vez, o reconhecimento do público.

Segundo ele, desde a estreia de Quem Matou Maria Helena? até hoje, esteve sempre, a cada ano, com pelo menos um espetáculo em cartaz, estabelecendo-se como um dos mais produtivos dramaturgos do teatro soteropolitano contemporâneo. Sua obra tem procurado registrar uma Salvador urbana, contemporânea e bem humorada, com um foco sutilmente crítico na nossa classe média.

Nos mais de 20 anos de carreira, o artista foi contemplado com o Troféu Bahia Aplaude nas categorias Destaque (por DIAS 94, em 1994), Melhor Diretor (por Puxa Vida!, dirigida em parceria com Celso Jr. e Teresa Costalima em 1994), Melhor Espetáculo Infantil (por O Mistério do Chiclete Grudado, peça que dirigiu em 1995) e Melhor Autor (por Abismo de Rosas, de 1997), e com o Prêmio Copene de Teatro na categoria Melhor Autor por Como Raul Já Dizia (2001).

Recebeu ainda indicações como Melhor Autor por Quem Matou Maria Helena? (1994), Jingobel (1998). Em 2000, dirigiu, com Fernanda Paquelet, o espetáculo Vingança, Vingança, Vingança!!!, que lhe rendeu indicações ao Prêmio Braskem de Teatro nas categorias Melhor Autor, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Espetáculo Adulto.

Recentemente, trabalhado em parceria: escreveu Vixe Maria! Deus e o Diabo na Bahia, em parceria com Cacilda Povoas e Gil Vicente Tavares (2004), e O Indignado, ao lado de Djaman Barbosa (2008) e Caso Sério, com Margareth Boury, recebendo indicação de Melhor Texto no Prêmio Braskem de Teatro 2010. O SOTEATRO apresenta o dramaturgo relatando sua trajetória com imagens de arquivo de dezenas de espetáculo que foram escritos, e alguns, dirigidos pelo artista baiano.

O Soterópolis vai ao ar quinta-feira às 21h e tem horário alternativo no domingo, às 16h. Você também pode assistir pelo portal: www.irdeb.ba.gov.br

 

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