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Um resgate da história do Candomblé da Barroquinha

Arquivo Fundação Gregório de Mattos

O bairro da Barroquinha é muito importante para o candomblé no Brasil. Foi onde surgiu um dos primeiros terreiros da Bahia, conhecido como Ilê Axé Airá Intilê, no período da escravidão no Brasil.

O antropólogo Renato da Silveira pesquisou durante anos este assunto e escreveu o livro O Candomblé da Barroquinha: processo de constituição do primeiro terreiro baiano de Keto. O apresentador do Soterópolis Ricardo Castro conversou com ele.

Sabe-se que esta comunidade fora fundada por três negras africanas cujos nomes são: Adetá ou Iyá Detá, Iyá Kalá, Iyá Nassô e Babá Assiká, Bangboshê Obitikô.

No século XIX, os negros que ocupavam a Barroquinha foram deslocados para outros bairros de Salvador, devido uma iniciativa de reurbanização do Visconde de São Lourenço, Francisco Gonçalves Martins.

Arquivo Fundação Gregório de Mattos

De acordo com pesquisadores, o Candomblé da Barroquinha deu origem a três outros terreiros: Casa Branca do Engenho Velho, Gantois e Ilê Axé Opô Afonjá. Atualmente não há nem vestígios do antigo Candomblé da Barroquinha, ainda assim ele é um exemplo de resistência da religião africana.

Ele funcionava numa região central de Salvador, atrás da Igreja Nossa Senhora da Barroquinha, que foi reformada e hoje abriga o Espaço Cultural Barroquinha, uma iniciativa para interromper o processo de degradação de mais um patrimônio arquitetônico da capital baiana.

O Candomblé da Barroquinha é citado no documentário A Cidade das Mulheres, dirigido por Lázaro Faria.

 

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