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Ponto G – Mercado de Trabalho para Homossexuais Assumidos

Eugenio Affonso entrevistou um monte de gente bacana

Se você é gay, lésbica assumid@, travesti ou transgênero, com certeza se passa pela sua cabeça se as oportunidades de mercado de trabalho estão disponíveis para você como para o resto da população. A maioria esmagadora de homossexuais prefere omitir sua natureza no ambiente de trabalho, visto que em boa parte dos casos a opressão preconceituosa naturalmente impregna os locais. O quadro Ponto G conversou com algumas pessoas que souberam conduzir da melhor forma a inclusão da sua realidade na dos colegas e no dia a dia da labuta.

O advogado Everaldo Asevedo e seu companheiro, o analista de sistemas Carlos Henrique Costa contam que, cada um em seu escritório, são naturalmente assumidos e bem aceitos entre os colegas. Everaldo por exemplo, aponta que o fato de ser gay felizmente não é visto pelos colegas e superiores como algo que o diferencie profissionalmente, o que o nunca o colocou à margem das possibilidades de progresso na carreira. O mesmo diz Carlos Henrique, embora ele compreenda que nem todos os colegas aceitem bem a ideia – a exemplo de uma ocasião em que um almoço de confraternização do pessoal do trabalho (e suas famílias) aconteceu na casa de uma das pessoas do escritório, e Carlos Henrique que naturalmente iria com Everaldo, acabou desistindo: uma coisa são os colegas, outra é um ambiente com as famílias dos colegas e os olhares inibidores, infelizmente, ainda uma etapa a ser vencida.

O controller de empresa multinacional Vital Carvalho é outro exemplo de que o fato de ser homossexual assumido em nada impede o seu crescimento profissional. Aliás, o fato de o gay se assumir para ele mesmo, só torna tudo mais fácil. A autoconfiança é fator determinante para a evolução pessoal e proativa dentro de qualquer contexto, e aos olhos de uma corporação gente com esse perfil é muito interessante. Quanto ao possível contrangimento que possa vir de piadas machistas ou do comportamento de certos colegas, segundo Vital, o gay assumido reverte o constrangimento. Deixa com que o autor do disparo seja o atingido, já que a alguém assumido, as chances de aborrecimento são ínfimas.

Paulete Furacão, transexual, é Coordenadora do Núcleo de Proteção aos Direitos LGBT na Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia. Respeitada no local de trabalho, Paulete luta junto ao núcleo pela implantação de projetos que  dêem aos homossexuais mais dignidade, a exemplo da implantação de um curso de auxiliar administrativo oferecido exclusivamente a travestis e transexuais, como maneira de oferecer a este público um pontapé inicial no mercado de trabalho, abrir as possibilidades e tirar esse pessoal do estigma de profissionais do sexo, ou de profissiões afeminadas como cabeleireiro e manicure.

 

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