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Afropunk, Afrofuturismo, um novo olhar sobre o continente e a arte africana.

O imaginário em torno do continente africano criado, desenha, pintado, escrito e propagado pelo homem ocidental gira em torno de uma África mítica, selvagem, tradicional. Mas a realidade vivida pelos habitantes na África é bem diferente e diversa. Basta olhar a produção artística que vem sendo desenvolvida. Os termos são múltiplos e revela o hibridismo cultural sofrido pelos que nasceram e cruzaram o Atlântico.

O fluxo contínuo das ideias como defendeu os teóricos do multiculturalismo – Stuart Hall, Paul Gilroy e Edouart Glissant – aparecem nos cortes elegantes e coloridos dos Sapés, movimento empreendido  pela moda dos dândis africanos. Ou nas vestimentas dos jovens que emulam os rappers americanos, no melhor estilo hip hop – bermudas e bonés.

Essa estética contemporânea apresenta para o ocidente uma nova África, que flerta com a música do movimento punk, iniciado na Inglaterra na década de 1970, criando um novo movimento o Afropunk. Mas também está no cinema. A sétima arte produzida na África pelos realizadores africanos não deseja apenas documentar as diversas tribos e seus conflitos culturais, mas criar e inventar o mundo a partir do gênero da ficção científica, é o Afrofutursimo.

Nesta reportagem, a gente ouviu pesquisadores interessados no tema e artistas baianos que contam como usam os elementos de matrizes africanas em seus trabalhos e as novas mensagens que estes signos assumem em contato com a cultura baiana.

Caroline Vieira

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