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A CÂMERA COMO UM LÁPIS, O LÁPIS COMO UMA CÂMERA

Por Vânia Dias

Que desenho se pode formatar com uma câmera que se vale de pincel para uma tela em movimento? O Soterópolis aproveitou a edição de 2015 do Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual – Cinefuturo para conversar com artistas, cineastas e pesquisadores sobre a relação entre o cinema e a pintura. Onde essas duas expressões artísticas se encontram? Quais realizadores “pintaram” os seus filmes a partir de telas que revolucionaram os seus olhares?

Lech Majewsk, cineasta polonês, é uma pessoa que teve a sua vida artística totalmente impactada por uma tela. Uma pintura de Giorgione chamada “La Tempesta”,  o remeteu a um filme do Michelangelo Antonioni, Blow Up.  Para Majewsk, as pinturas podem inspirar muitos realizadores. Segundo ele, um dos filmes mais importantes da história do cinema, “Rublev”, de Tarkovsky, é totalmente baseado em pinturas de Andrei Rublev, que pintava ícones na Rússia.

Para a professora de Cinema e Design da PUC/RJ, Denise Lopes, o nascimento da arte como pintura expressa um desejo antiquíssimo do homem de fazer a imagem em movimento. E é graças ao cinema e às propriedades psicológicas da tela, que o signo elaborado e abstrato das artes visuais reganha outras dimensões. Um filme de pintura se utiliza de uma obra já constituída e esteticamente elaborada e lança sobre a tela uma nova luz.

Para conhecer mais dessa perspectiva audiovisual que se apropria da pintura, assista ao Soterópolis desta semana que ilustra, escuta e caminha por obras raras do cinema pictórico. O nosso encontro é quinta-feira, às 22h! Até lá!!!

 

Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação

 

 

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