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GANHADEIRAS DE ITAPUÃ

Por Ticiana Schindler

“Muita areia sob os pés
roupas pra lavar
Balaio pesado na cabeça
Pedidos pro sol não cessar
Comidas pra fazer
E muita história pra contar”

Assim viveram, por anos, as mulheres de Itapuã, chamadas de Ganhadeiras.
No século XIX, mulheres negras escravizadas, mulheres livres ou libertas lutavam nas ruas pela garantia do sustento próprio e da sua família. As atividades eram diversas, mas o objetivo era o mesmo. Essas atividades foram passando de geração pra geração. Já no séc XX, em Itapuã, antiga vila de pescadores, a atividade do ganho era muito comum entre as mulheres dos pescadores que tratavam os peixes, empalhavam e saiam, a pé, com seus balaios na cabeça até o centro da cidade para vender. Além delas também tinham as lavadeiras, quitandeiras, costureiras, e muitas outras. Para acompanhar esse fardo diário as mulheres cantavam cantigas, sambas de roda e musicalizavam o seu cotidiano.

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Em homenagem a essas mulheres o grupo, batizado com o nome As Ganhadeiras de Itapuã, busca fortalecer a cultura popular da região e reviver as tradições e memórias locais. O Soterópolis foi até o terreiro de dona Mariinha, onde tudo começou, e entrou na roda. Lá, encontramos histórias, sorrisos, lembranças, saudades, riqueza cultural, vontade e muito dendê!

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