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Histórico de novembro de 2015

nov
26

Destaques do Soterópolis de hoje

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nov
24

Destaques do próximo Soterópolis

Postado por soteropolis
nov
20

Os 10 anos de pós-graduação em estudos culturais da UFBA é assunto no Soterópolis

Postado por soteropolis

Por Vania Dias

Quando um curso que promove a pesquisa e a discussão em torno da cultura completa 10 anos, toda sociedade sai ganhando. É com esta motivação que nós do Soterópolis fomos ao encontro de professores e estudantes do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (http://www.ihac.ufba.br/) para entender não só o universo acadêmico de estudos culturais, mas também a relação desses estudos com os valores e hábitos cotidianos em sociedade.

Na reportagem ouvimos as experiências de estudantes que possuem pesquisas com enfoques bem distintos um do outro. O estudo sobre a fundação da TV Brasil, as representações de personagens brasileiros em games digitais estrangeiros e a trajetória de cancioneiros que no passado realizavam suas apresentações em “Pés de Parede” e que, nos dias de hoje, foram se atualizando até chegar no atual Festival de Cancioneiros.

Apesar de acessarem a cultura de lugares bem distintos, todos esses estudos dão conta de entender e de mergulhar em valores culturais que garantem a afirmação de identidade, representações ou políticas de desenvolvimento que têm a cultura como a grande protagonista de suas narrativas.

O Pós-Cultura, como é mais conhecido, aprofunda a formação de estudantes já graduados, qualificando-os nos graus de especialista, mestre e doutor. Com três linhas diversas que segmentam esses projetos, o Programa faz um saldo avaliativo dos anos que passaram e reflete sobre os desafios que ainda se colocam para o futuro.

O Soterópolis, sintonizado sempre com a cultura nas mais diferentes esferas e frentes, fala disso tudo na reportagem que vai ao ar logo mais na telinha da TVE. Sintonize com a gente. O nosso encontro é às 21h (quinta-feira) e 17h, na sessão de bis (domingo).

nov
19

Isto não é um mulata?

Postado por soteropolis

No mês de outubro a atriz Thais Araújo foi vítima de racismo nas redes sociais. Ler uma informação como esta em pleno século XXI deveria ser obra de ficção, uma espécie de narrativa fantástica onde homens e mulheres estariam imersos em uma realidade paralela. Mas não,  isto não foi uma obra da literatura. O fato não só aconteceu como gerou muita repercussão.

Em salvador, capital mais negra do Brasil, a atriz Mônica Santana, leva para o palco do Teatro Gamboa uma discussão que mistura experiência pessoal e referências do cotidiano para falar sobre racismo, machismo e os estereótipos até hoje direcionados à mulher negra, no espetáculo Isto não é uma mulata.

Usando o recurso da multi linguagem, a atriz  mistura desenho, performance e poesia na mesma obra. A inspiração vem de mulheres negras que usaram a arte como arma política, entre elas Billy Holiday, Nina Simone e Elza Soares, explica a atriz e diretora do espetáculo. Mas a narrativa se inspira também em ícones da cultura pop como Beyoncé e as divas do carnaval.

Todas as referências são articuladas de forma arrojada para desconstruir as representações estigmatizadas sobre a mulher negra. É um espetáculo que “tem ironia, humor, não tem palestra, reflete, Mônica.

Serviço:

Isto não é uma mulata

Teatro Gamboa

Até 21 de novembro

https://www.youtube.com/watch?v=waY9jOjumgg

Por Carol Vieira

nov
19

Balada para celebrar os divergentes, os periféricos

Postado por soteropolis

A Balada Literária, evento criado há dez anos pelo escritor e agitador cultural Marcelino Freire, já é

cativa no calendário cultural de São Paulo. Por ele já passaram grandes autores, que se encontram

aos milhares de “desconhecidos” que movimentam a cena literária do país. Este ano, em

comemoração aos dez anos, o evento ganhou uma “pŕevia” em Salvador, organizada pelo poeta

Nelson Maca, fundador do Coletivo Blacktude, e pela professora Milena Brito. O evento mistura

performances, shows, feira e lançamentos de livros.

O formato tem como principal objetivo oferecer um panorama alternativo aos eventos de literatura e

também de trazer à tona a produção alternativa, os autores que se vinculam à ideia de literatura

divergente e/ou periférica. Mostrar a literatura que acontece nos bairros periféricos, nos saraus fora

das universidade, nos lançamentos fora de grandes bienais.

Entre os autores que circularam pelo evento, periférica e divergente são termos que se ajudam, mas

ao mesmo tempo se diferenciam.

Cada um com sua reivindicação, mas com um propósito comum: tensionar o mainstream. “Estamos

falando de literaturas que divergem por exemplo de um canone masculino, heterossexual, branco,

cristao. Tem uma serie de textos que quebram esse paradigma, mas ainda estão na academia, ainda

os espaços oficiais, que ainda valorizam essa visão eurocêntrica”, explica Nelson Maca. Para

Marcelino Freire, é o espaço dos que querem tirar a literatura do “casulo” e do rótulo do tédio. “A

literatura é de-ver-gente, de se encontrar e ver um bando de teimosos”.

Veja mais sobre a Balada Literária no site: www.baladaliteraria.com.br

 

Por Carol Garcia

nov
19

Furúnculos

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Cantor e ator Amós Heber investe em trabalho literário e mexe em feridas sociais

 

Mexer nas feridas da sociedade é o que busca o cantor e ator Amós Heber ao inaugurar sua carreira no campo da literatura com o livro de contos Furúnculos, pela Editora Kawo-Kabiyesile.

A obra, que conta com patrocínio da Fundação Cultural do Estado, foi lançada no Palacete das Artes, no bairro da Graça, em Salvador, neste mês de novembro. Amós Heber é bacharel em artes cênicas pela Ufba e selecionou os contos de seu arquivo pessoal. São mais de 100 textos escritos falando de violência, sexualidade, vida, morte, etc.

O livro Furúnculos tem gravuras de Mayana Borges Cunha, prefácio de Adelice Souza e orelha de Marlon Marcos. O autor já prepara o segundo livro, contemplado com o Prêmio Literário 2015 da Biblioteca Nacional.

 

Por Denise Dias

 

nov
18

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nov
18

Lendas Infantis

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Por: Edinaldo Júnior

Os mistérios dos orixás para crianças
Coleção da Editora Solisluna conta em texto e imagem lendas dos deuses africanos

A baiana Edsoleda Santos começou sua trajetória como artista plástica em 1965, quando desenvolveu as técnicas de bico de pena e da aquarela, especializando-se na pintura e no desenho. Salvador e sua arquitetura sempre foram suas fontes de inspiração. Titulou-se mestra pela Escola de Belas Artes da UFBA, aprendeu a trabalhar com acrílica, a lidar com objetos e trabalhar com instalações. Hoje, com 50 anos de carreira, a artista plástica tem saído dos seus próprios desenhos para mergulhar no mundo da contação de histórias. Histórias que aprendeu também vivendo Salvador, mais exatamente sua relação com as lendas dos orixás.

O interesse pelas religiões de matrizes africanas apareceu ainda na faculdade, mas, a partir de 2012, ganhou outro rumo através dos quatro livros que completam a coleção “Lendas Africanas dos Orixás”, publicado este ano pela Editora Solisluna. Em 2010, Edsoleda ilustrou o livro Oxalufã, escrito pelo professor Renato da Silveira. Escreveu e ilustrou os livros Oxum e Ibejis em 2012 e, em 2015, publicou os contos de Obaluaê, Nanã, Iemanjá e Xangô.

O universo dos orixás, seus mitos e lendas, agora em contato com as crianças, é uma ponte para as memórias de Edsoleda. Quando criança, ela conheceu todas estas lendas pela bisavó, filha de africanos e adepta do candomblé. Era no Dique do Tororó que a artista plástica ouvia as lendas de Oxum, a deusa das águas doces, e se encantava com os cenários criados na imaginação.

Com base no livro Lendas Africanas dos Orixás, de Pierre Fatumbi Verger , publicado pela Editora Corrupio (você pode encontrá-lo para venda no site da Editora Corrupio – www.editoracorrupio.com.br), Edsoleda começa o trabalho de criação desses livros transpondo a mitologia para as telas. Os desenhos ganham forma e deles parte para escrita. “Um acaba influenciando o outro e ocorre um processo paralelo. O meu processo também está na memória”, conta Edsoleda.

Para a artista, os últimos livros da coleção lançados recentemente trabalham com quatro energias diferentes: “São quatro orixás, quatro energias diferentes. Quando trabalho com Xangô, é o elemento fogo que está em jogo. Já com Yemanjá, estou trabalhando com água. E faço tudo muito colorido para chamar atenção das crianças”. E conquistar este leitor infantil tem um papel importante para a identidade das crianças que ainda sofrem preconceito religioso nas escolas:

“Quando eu vou fazer palestras nas escolas, as crianças ficam muito interessadas, fazem muitas perguntas de acordo com o funcionamento das suas casas, dos terreiros que frequentam, como os orixás dançam. Eles se sentem mais soltos, porque são muito reprimidos por outras religiões”, diz.
Para adquirir os livros da coleção “Lendas Africanas dos Orixás”, de Edsoleda Santos, acesse este link (http://www.solislunaeditora.com.br/catalogsearch/result/?q=edsoleda+santos&x=23&y=2)

nov
17

Isto não é uma mulata

Postado por soteropolis

Isto Não É Uma Mulata é um projeto com um solo performático e exposição de desenhos, fotos e poesia. O espetáculo, escrito, dirigido e estrelado por Mônica Santana, discute a representação da mulher negra e é um dos destaques do próximo Soterópolis.

nov
17

Livro Furúnculos

Postado por soteropolis

O livro Furúnculos, do ator Amós Heber, é um dos destaques da próxima edição do Soterópolis. Dia 19, às 21 horas, na TVE.Furunculos_AmosHeber_credito-TiagoLima

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