IRDEB - Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia
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Histórico de abril de 2015

abr
30

REFLEXÕES SOBRE O MERCADO DA DANÇA

Postado por soteropolis

Por Denise Dias

O Soterópolis desta semana preparou uma reportagem sobre o mercado da dança. Nossa equipe conversou com a organizadora do Vivadaça Cristina Castro, a bailarina e pesquisadora Isaura Tupiniquim e com o coordenador de Dança da Funceb Matias Santiago. O objetivo era saber como está o mercado para os profissionais formados em dança e as estratégias para a manutenção, difusão e permanência dos grupos.

Articulação é uma palavra-chave para manter a engrenagem do sistema dos múltiplos processos relacionados à dança. Os festivais são terreno fértil para que isso aconteça. Neste ano, durante o Vivadança Festival Internacional, foi fortalecido o diálogo entre artistas e grupos de dança da Bahia com diretores, curadores de festivais e eventos de dança nacionais e internacionais.

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abr
30

#AGENDASOTERÓPOLIS – TRÊS CORAÇÕES E BRANCO SAI, PRETO FICA

Postado por soteropolis

Fique ligado na programação dessa semana do Espaço Itaú de Cinema.

De 30/04 a 06/05:

Branco Sai, Preto Fica

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Com direção de Adirley Queirós, Branco sai, Preto fica conta a história de um tiroteio em um baile de black music na periferia de Brasília. Dois homens ficam feridos e marcados para sempre. Um terceiro vem do futuro para investigar o acontecido e provar que a culpa é da sociedade repressiva.

 

Trailer:

 

Três Corações:

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Após perder o trem de volta para Paris, Marc encontra Sylvie em uma cidade provincial francesa. Eles andam pelas ruas até de manhã, conversando sobre tudo, menos sobre suas vidas pessoais. A química entre os dois é muito forte, mas Marc tem que pegar o trem. Então, ele combina um reencontro, alguns dias depois. Mas, por causa de imprevistos, os dois não se veem. Marc acaba conhecendo Sophie e se aproxima dela, sem saber que ela é irmã de Sylvie. O filme tem a direção de Benoite Jacquot.

Trailer:

abr
30

O JAZZ TAP DANCE ANCESTRAL DE GERMAINE INGRAM

Postado por soteropolis

Por Zeca Forehead

O Jazz Tap Dance Ancestral de Germaine Ingram Germaine Ingram é antes de mais nada uma artista plenamente consciente da história, da realidade e das aspirações dos povos de matriz africana espalhados pelo mundo.

Nascida nos Estados Unidos, Germaine estudou direito e exerceu a advocacia por 30 anos, função esta que conduziu apaixonadamente em paralelo à dança ao longo deste período.

Seu trabalho tem origens na tradição do sapateado conhecida como jazz tap dance. A artista, que vive na Filadélfia (ou “Philly”, como os locais preferem chamar) veio ao Brasil pela primeira vez em 2014, quando teve o primeiro contato com a coreógrafa Cristina Castro que a convidou para participar da edição 2015 do Festival Vivadança.

Em Salvador, Germaine Ingram apresentou ao público do Vivadança o trabalho “Freedom Underfoot” – que significa “Liberdade sob os Pés”, que como o título sugere, tem como tema central a liberdade e a história dos povos de origem africana.

Germaine foi à Cuba, ao Haiti e passeou por comunidades afro dos E.U.A. Concluiu cá no Brasil ao visitar as festas e cultos de Candomblé que é no contexto ao qual a dança afro pertence que o grau de riqueza da performance se eleva.

Ela não para de se cercar de referências e de inspiração. Seja lendo, ouvindo música ou no teatro, a artista compreende que a constante absorção é a chave pro êxito de uma mensagem embutida em uma obra, assim como, a consciência de que o que se diz, deve ir além do que já temos em livros de história ou do que se diz no dia a dia. Um olhar adiante, fincado nas raízes e com um olho no horizonte.

 

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abr
24

OS MITOS E A CONTEMPORANEIDADE

Postado por soteropolis

Por Carolina Garcia

Os mitos gregos habitam o imaginário coletivo há séculos, e ainda são capazes de influenciar muita gente. As artes e a ciência são algumas das áreas que se inspiram nesses relatos fantásticos para desenvolver métodos e enriquecer suas pesquisas. Mas de fato, é possível acreditar em uma correspondência direta entre os mitos da Grécia antiga e a nossa vida na contemporaneidade?

Nas artes está um dos terrenos mais férteis de representação dos mitos. Os espetáculos problematizam e ressignificam as questões trazidas pelos heróis, fazendo a conexão entre a Antiguidade e o Contemporâneo. A dramaturga Cleise Mendes defende, por exemplo, que o nascimento da dramaturgia se confunde com a própria concepção dos Deuses e dos Demônios. São essas relações de bem e mal que alimentam as ponto de vista da cultura ocidental, claro.

Há anos que a psicóloga Lucy Lins e a psicoterapeuta Marise Sampaio escolheram os estudos da mitologia para orientar seus pacientes e desenvolver métodos e dinâmicas de análise. Para Lins, ao estudar os mitos, estudamos os próprios padrões de comportamento humano e a partir daí, é possível delimitar os traços mais fortes da personalidade humana, tanto do lado positivo quanto do negativo. “Freud já pegou o Complexo de Édipo, baseado no Mito de Édipo; depois Jung veio, depois de Freud trazendo outros mitos, que trazem pra gente esse comportamento humano então os mitos seriam a base de todo o psiquismo humano. Estudar os mitos nos revela esse inconsciente coletivo e faz a gente entender o ser humano na sua dimensão maior”, diz. Sampaio escolheu aprofundar-se no trabalho com as mulheres, a partir das deusas gregas e suas representações. Através de um trabalho intensivo em workshop, Marise propõe que cada aluna pesquise, aprofunde os seus conhecimentos na Mitologia e descubra as caracteristicas preponderantes de cada Deusa em sua vida, para então depois partir para o trabalho de análise, para aprender a administrar essas características que muitas vezes, são conflituosas. Para Marise, quando não nos atentamos para os arquétipos que regem o nosso inconsciente, podemos nos perder, entrar em conflitos psicológicos graves. O importante então é saber qual mito se vive.

Embora saibamos que são muitas as mitologias e as explicações apresentadas pelas diversas culturas, a vertente grega tem um papel forte. Berço da civilização ocidental, a Grécia e seus heróis são exaustivamente convocados seja na construção dos estereótipos – como o da Afrodite e o de Narciso, por exemplo – seja na busca por explicações. Para Cleise Mendes, a força deles não tem fim, porque o próprio ser humano “não suporta a falta de sentido”. Se você se interessa por esse tema, a gente recomenda os livros do Mitólogo brasileiro Junito Brandão, como por exemplo, Mitologia Grega VOl. 1, da Editora Vozes.

Ficou curios@ sobre o Workshop das Deusas, ministrado por Marise Sampaio? Visite o blog www.workshopdasdeusas.blogspot.com.br

 

abr
24

ARTES VISUAIS E POESIA POR MAXIM MALHADO

Postado por soteropolis

Por Danúbia Lisboa

As diversas expresssões artísticas são dististintas ou se complementam? O artista Maxim Malhado nos mostra que as artes visuais e a poesia podem andar de mãos dadas.

Ele acaba de lançar o livro brevidade e é autor de outros dois títulos  “Procuro um texto azul” e “Apenas uma lata”. Fomos conversar com o artista e escritor para saber como surgiu essa relação nas suas obras e quando ele decidiu escrever o seu primeiro livro.

Assista no Soterópolis!

 

abr
23

QUEM SOUBER, MORRE

Postado por soteropolis

Por Zeca Forehead

O ator Ricardo Castro vive um momento especial na carreira. Seu maior êxito nos palcos, a peça 1,99 chegou aos 15 anos de existência; e após um período vivendo em São Paulo voltou à Bahia para colocar em cena o espetáculo Quem Souber, Morre.

Justo esse período vivendo longe de Salvador permitiu a Ricardo a perspectiva ampla de perceber certas peculiaridades da vida do povo baiano – que muito à vontade substitui a mera expressão “sei lá” por um debochado “quem souber, morre” quando indagado sobre algo que não sabe (não quer saber e tem raiva de quem sabe, outra variação do tema).Na peça, Ricardo investiga o que é viver o inferno e o paraíso da capital baiana, além de homenagear uma lista encorpada de baianos que projetaram a Bahia no país e no mundo.

O texto, direção, atuação, iluminação, sonoplastia, figurinos e ambientação são assinados por Ricardo Castro. Quem Souber Morre está em cartaz no Teatro Módulo (em Salvador) e os ingressos custam R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). A temporada vai até o dia 26 de julho, sempre aos sábados e domingos, às 20h.

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abr
17

NA TRILHA DE FAEL PRIMEIRO

Postado por soteropolis

Por Ticiana Schindler

Dando continuidade a nossa trilha do grafiti, convidamos o artista Fael Primeiro pra dar um rolé e mostrar um pouco mais do seu trabalho. Primeiro é um artista múltiplo. Esculpe, pinta, canta e também grafita. Sob a trilha sonora de Bemba Trio, grupo no qual faz parte, fomos em alguns picos onde o artista deixou a sua marca.

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Efêmero, exposto às condições climáticas e à interferência urbana, o grafite é arte que vem da rua e que pertence a todos. Através dele, pode-se passar uma mensagem, fazer um protesto ou somente expulsar todo o sentimento que vem de dentro.

Chegar  no muro  e deixar a mente trabalhar naturalmente. É assim que Fael gosta de trabalhar, apesar de muitas vezes fazer rascunhos de seus desenhos em casa.

Saiba mais sobre o trabalho de Primeiro, acompanhando o artista nas redes sociais e também pelo nosso programa que fez uma matéria “Bemboa”, com muita tinta e energia positiva.

abr
17

SUSPENSE, DRAMA E HUMOR NO ESPETÁCULO APARTAMENTO 1201

Postado por soteropolis

Por Denise Dias

Fica em cartaz, no Palacete das Artes, no bairro da Graça – Salvador, só até este fim de semana, o espetáculo Apartamento 1201, com entrada gratuita. Só a oportunidade de visitar o casarão onde é encenada a peça já é uma boa pedida. Mas você pode agregar a essa visita a chance de ver um espetáculo que aposta no gênero policial e tem doses de humor, drama e suspense.

Com texto inédito da atriz baiana Aicha Marques, o elenco de Apartamento 1201 tem Ciro Sales, Mariana Moreno e Lis Luciddi. A direção traz a assinatura da carioca Cristina Moura, que pela primeira vez se junta à baiana Ana Paula Bouzas. A peça relata uma noite na vida do descolado casal Adele (Mariana), herdeira poderosa, e Bob (Ciro), fotógrafo dedicado e ambicioso, que tem uma surpresa ao chegar em casa após uma festa.

Muitos outros nomes se juntaram nessa montagem. A cenografia é da arquiteta Ana Paula Magalhães; trilha sonora original do músico Marcio Mello; projeções em vídeo de Igor Souto e Luciano Azevedo, da Caboclo Criações, e figurino do designer de moda Solon Diego.

As apresentações seguem até 19 de abril, sábado, às 20h e 21h30 e domingo, às 20h, com retirada gratuita de ingressos duas horas antes do início do espetáculo (até a lotação do espaço, que comporta 30 pessoas por sessão).

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abr
14

VEJA OS DESTAQUES DO SOTERÓPOLIS DESTA QUINTA-FEIRA

Postado por soteropolis
abr
10

O SOTERÓPOLIS DESTA SEMANA INVESTIGA O CENÁRIO DA PERFORMANCE NA AMÉRICA LATINA.

Postado por soteropolis

Por Caroline Vieira

 

Um homem vestido de bikini quadrado provoca as mais diversas reações aos banhistas no Porto da Barra.  Bem que esta poderia ser uma manchete sensacionalista publicada em um periódico da cidade. Mas não, isto é arte. E tem nome – performance. O artista em questão é Yuri Trípodi. A ação provocou as mais diversas manifestações do público. As redes sociais chegaram a falar até em ameaças. Não importa, são águas passadas.

Yuri Trípodi

A arte da performance teve seu início com as vanguardas artísticas do século XX a partir do pensamento e criação de artistas inquietos como o francês Marcel Duchamp. Mas é na década de 1960 e 1970 que esta linguagem ganha corpo e visibilidade.

Proveniente do Happening que misturava dança, música e teatro, a performance teve no grupo Fluxus um dos seus mais notórios representantes. Entre os integrantes estavam Yoko Ono, Joseph Beuys e Wolf Vostel, entre outros. O resultado era uma mistura de arte e vida, onde cada artista esgarçava os limites e as fronteiras antes invisíveis.

No Brasil, a linguagem chega través de Flávio de Carvalho. O artista causou um alvoroço ao desfilar de saia nas ruas de Copacabana. Vale lembrar também os Parangolés de Hélio Oiticica.

O corpo, principal suporte para performance, desafia os riscos e as reações impostas pela platéia. Este corpo usado como instrumento político questiona os lugares rígidos e fixos da sociedade, desestabilizando costumes e mexendo com antigos papéis.

Berna reale

Se mal compreendida no passado, a performance ganha status na contemporaneidade com a abertura da crítica, um maior interesse por parte do público e a visibilidade gerada pela pesquisa acadêmica.

Nesta matéria, o Soteróplis leva o telespectador à 3ª edição da Mostra Osso Latino América de Performances Urbanas (MOLA) realizada na cidade de Lençóis. O evento, organizado pelo Coletivo Osso, reuniu artistas do Brasil e da América Latina. Um verdadeiro processo de imersão pelo mundo intrépido da performance.

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