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Histórico de junho de 2014

jun
5

3ª Bienal da Bahia movimenta Salvador

Postado por soteropolis

Por Denise Dias     

[ 3ª Bienal da Bahia ]

  Depois de 46 anos, a Bahia preenche uma lacuna da nossa história cultural. A 3ª Bienal da Bahia, aberta oficialmente no dia 29 de maio de 2014, nos remete as edições anteriores do evento, realizadas em 1966 e 1968, esta última interrompida pelo regime militar.

 Como já era esperado, muita gente se dirigiu ao Museu de Arte Moderna para acompanhar a abertura. O público foi saudado com a percussão de cerca de 30 alabês, o violão de Maurício Lourenço e a voz da cantora Inaicyra Falcão, filha de Mestre Didi.

 Na sequência, os olhares se voltaram para a performance Genesis e Genes, da artista portuguesa Luísa Mota. Ela reuniu 70 voluntários em um cortejo performático que seguiu a pé para o Passeio Público e chamou a atenção com integrantes despidos e com roupas metálicas de “homens invisíveis”.

 Os artistas da Universidade Livre do Teatro Vila Velha prepararam uma apresentação de música e protesto para saudar a Bienal. O espaço do Passeio Público abrigou também performances artísticas e apresentação da banda de forró Ceguêra de Nó. Toda essa mistura de linguagens artísticas indica o que pretende o evento: ser plural, dialogar com muitos estilos, gerar reflexões, promover encontros.

 “É Tudo Nordeste?” é a indagação que move o projeto curatorial, coordenado por Marcelo rezende, diretor do Museu de Arte Moderna da Bahia. Participe.

A 3ª Bienal da Bahia segue até 07 de setembro em diveros espaços expositivos de Salvador e cidades do interior. Acompanhe a programação no site www.bienaldabahia.com

jun
5

Em Busca da Criatividade

Postado por soteropolis

Por Marília Randam

A inocência da criança e aquela curiosidade que não cessa. Tudo é novo, inusitado e merece ser olhado mais de perto. Não! Olhar apenas não basta, criança que é criança, gosta de tocar e descobrir os segredos de cada objeto.

“Descobrir é olhar para a mesma coisa como todos olham e enxergar algo diferente”.
Albert Szent-Gyorgyi

Nesta etapa da matéria “Em busca da criatividade”, fomos até uma escola infantil desvendar a criatividade na infância. Neste ambiente lúdico, a educadora Miriam Teles conversou com a equipe do Soterópolis sobre as atividades e especificidades do desenvolvimento criativo na infância.

Acesse: www.facebook.com/Acalento

[ A curiosidade é a semente da criatividade ]

jun
4

Cineclubismo

Postado por soteropolis

Por Zeca de Souza

cine clube3

[ Debate sobre o filme Laranja Mecânica ]

  Ver, discutir e refletir sobre o cinema sem quaisquer fins lucrativos. Basicamente, é disso que se trata a prática cineclubista. Os cineclubes surgiram no começo do século 20 na França e são responsáveis pela formação cinematográfica de grandes cineastas, como Glauber Rocha e Wim Wenders por exemplo.

Mas uma das principais contribuições do cineclube diz respeito ao conhecimento da arte, um auxílio e tanto na expansão de horizonte de conhecimento. Traço marcante dos cineclubes é o valioso momento reservado à discussão proposta por cada filme, o que torna o filme apenas um ponto de partida para um debate muito mais amplo.

Na Bahia entre as décadas de 50 e 60, Valter da Silveira foi o grande responsável pelos cineclubes, e ajudou a formar muitas cabeças pensantes nas artes, política e comunicação. Nos dias de hoje há iniciativas que mantém vivo o pensamento, e leva adiante a proposta dos cineclubes.

Cine Clube

[ Movimento de cinéfilos no Glauber Rocha ]

Em maio de 2014 a equipe do Espaço Itaú Glauber Rocha pôs em atividade o Cineclube Glauber Rocha, e até agora tem sido um sucesso.   Filmes como Hiroshima Meu Amor, O Poderoso Chefão e Laranja Mecânica ganharam as salas de cinema novamente em altíssima qualidade de áudio e vídeo, e acenderam discussões que saíram dos limites das salas do cineclube.

Já o projeto Segundas Cineclubistas leva o cineclube para os alunos do ensino público baiano, ao abrir a Sala Valter da Silveira para os estudantes com  exibição de obras, e claro, com posteriores debates.

Quanto mais filmes, melhor. Filmes que acrescentem algo, além da indústria, melhor ainda. Daí a importância dos cineclubes: onde mais se veria filmes que não respondem à ditadura dos grandes estúdios e distribuidores.

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