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Histórico de maio de 2014

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Agenda Cultural 30/05/2014 a 06/06/2014

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Em busca da criatividade

Postado por soteropolis

foto-2Por Marília Randam

O tempo passa cada vez mais rápido, a vida anda corrida e a criatividade para inovar no trabalho e no dia a dia como fica? Na matéria de hoje você assiste a um panorama sobre a sociedade atual e também um bate papo com Daniela Gomes, especialista em ludicidade e desenvolvimento criativo.

 

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O cinema por e de Ruy Guerra

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Por Pedro Muniz

Veio de Moçambique um dos nomes mais importantes da história do cinema brasileiro. O país africano é o berço do múltiplo cineasta Ruy Guerra, homem que já fez de tudo (e muito) dentro do audiovisual, e que nas horas vagas ainda arranja tempo pra compor pérolas da música popular brasileira (Chico Buarque, Edu Lobo e Milton Nascimento que o digam).

 

Em recente passagem por Salvador, conversamos com Ruy sobre sua experiência dentro da sétima arte, desde sua formação até o Cinema Novo (quando dirigiu o antológico Os Fuzis, de 1964) e chegando até sua opinião sobre a atual safra da produção nacional.

 

A equipe do Soterópolis foi até o set de filmagem de um curta metragem dirigido por Ruy, que serviu de prática para o curso de roteiro dado por ele na cidade. Segundo ele, sua vocação inicial não era o cinema: seu sonho mesmo era ser escritor.

 

Seus primeiros trabalhos foram como crítico literário de um jornal, época que o cinema americano e inglês eram o que estava em voga em Moçambique. Ele admite que sua formação é baseada nessas duas escolas, principalmente a produção da década de 40.

 

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[Ruy Guerra e nossa repórter, Érica Fernandes]

Estreando como cineasta na década de 50, foi em 1964 que Ruy se superou com Os Fuzis, filme associado à estética do movimento do Cinema Novo: “quando a gente começou esse movimento do cinema novo, a gente não queria fazer um cinema que fosse chanchada, de mulata de carnaval ou samba, era uma proposta de cinema com uma temática mais enraizada no processo político e que ao mesmo tempo procurasse uma linguagem própria. A gente recusou a linguagem do cinema americano e procurou fazer uma linguagem livre”.

E completa: “os críticos franceses falavam que nós tínhamos histórias boas e filmávamos bem, mas que a montagem era um desastre, que fazíamos coisas completamente loucas. Mas era isso que a gente queria!”

 

Sobre os recentes trabalhos do cinema nacional, Ruy dá destaque ao cenário de Pernambuco: “O Karim Aïnouz, o Heitor Dhalia, Paulo Caldas e Lírio Ferreira fazem filmes extremamente voltados para a cultura local, e por extensão para a cultura brasileira”, comenta.

 

Assista esse bate papo no programa dessa semana, e veja trechos de obras da carreira de Ruy Guerra. Em tempo: alguns filmes clássicos de Ruy estão disponíveis no Youtube, completinhos.

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29

A atualidade de Samuel Beckett

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Esperando Godot

[Esperando Godot. Foto: Leonardo Pastor]

Por Edinaldo Jr. 

Não é preciso ir muito além para ver a contemporaneidade de Beckett. Duas produções baianas, fora as outras já montadas em outros tempos, dão conta desse poder atual. ‘Esperando Godot’ é dirigida por Márcio Meirelles, com dramaturgia de Celso Júnior e Cláudio Simões e encenada nos palcos abertos do Teatro Vila Velha. Amigos desde o tempo do curso de Direção Teatral, na UFBA, os atores e diretores Celso e Cláudio já haviam lido juntos o texto clássico, mas só conseguiram realmente montar o espetáculo 20 anos depois. Não por menos, Márcio Meirelles teve a idéia dos dois interagirem em palco através de programas de computador. E assim, a modernidade do texto de Beckett vai costurando um ambiente cênico completamente atual, mediado por essa tecnologia que afoba, que sufoca e acelera. A rotina e o hábito, dissolvidos num tempo fragmentado, angustia os homens e fazem ocupar seus dias com preocupações.

 

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[O último Godot. Foto: João Meirelles]

 No mesmo teatro, desta vez no Cabaré dos Novos, um texto de Matei Visniec ganha  vida pelos atores Vinicius Bustani e Lenno Nascimento em ‘O Último Godot’. Um é o  próprio Samuel Beckett, o outro, sua criatura, Godot. Um encontro entre criador e  criatura onde os problemas do escritor irlandês aparecem transpostos pelo dramaturgo  romeno. Visniec escreveu esse texto curto quando foi requisitado por uma revista para  render homenagens a Beckett em uma edição comemorativa. Não quis trair o ídolo das  artes cênicas e transformou seu artigo publicável em um espetáculo de vida própria. E  os temas da falha humana, da angustia de um tempo que não dá conta, se repetem  porque o próprio Beckett está ali, encarnado em um personagem.

 

Obrigatório assistir aos dois espetáculos. Esperando Godot fica em cartaz até o dia 8 de junho, de sexta à domingo, às 20h, na sala principal do Teatro Vila Velha. ‘O último Godot’, no Cabaré dos Novos, se apresenta até 04 de junho, terças e quartas, às 20h. Uma boa oportunidade para mergulhar de vez no universo de um grande escritor e diretor teatral.

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O Infinisso de Mayra Lins

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Por Carolina Garcia

10246517_450142845131535_4654666571909030972_n A vida que pulsa nos detalhes, que acontece no limiar entre o existente e o não  existente, era o  que instigava Mayra Lins. Psicóloga formada, decidiu mudar de rumo e  investir em um projeto  de mestrado que procurasse através das artes, dar conta de suas  inquietações. O resultado desse  trabalho está na Exposição Infinisso. “A idéia era  partir da sombra, a partir da natureza dela  própria, e ao final de muita pesquisa cheguei  ao que eu chamo de Infinisso, a vida que está no  limiar entre o aparecimento e o  desaparecimento”, conta Mayra ao Soterópolis.

1957943_10152316783877248_1266634743_o-200x112A exposição faz parte de um Projeto homônimo, contemplado pelo edital Arte em Toda  parte, da  Fundação Gregório de Matos, que inclui a mostra, a realização de oficinas,  conversa com a artista e a curadora Lanussi Pasquali (que junto com Joãozito, é também idealizadora da exposição), uma palestra com a crítica de arte Cristina Pescuma e visitas guiadas para escolas públicas. O projeto teve apoio também do Grupo Ativa, que busca reativar locais abandonados ou inutilizados para transformar em galerias, espaços para divulgação de arte. Dessa forma que a exposição ocupou um galpão ao fundo do Museu de Arte da Bahia, transformado no bonito espaço Galeria do Jardim.

1530564_449543431858143_7845482134428941145_n A exposição multimídia de Mayra conta com vídeos, fotografia, textos e uma instalação ousada,  que leva o visitante a um encontro com o mar. A frase “o mar quer passar mas a areia não deixa”,  perseguia a artista e foi pensando nela que fez uma cabine em que diante da imagem do mar (e da  frase), o visitante ativa uma instalação sonora que reproduz em tempo real o som do mar. A  exposição conta também com uma pequena mostra do seu trabalho com cristais, oriundo de sua  premiada instalação “Saturação”, exibida no Salão de Artes Visuais de Feira de Santana em 2013. Naquele trabalho, Mayra procurou demonstrar através do  fenômeno de germinação dos cristais, estabelecer um diálogo entre o aparecimento deste corpo e o próprio processo de construção artístico.

Pela trajetória da artista, percebe-se que os seus trabalhos resultam das múltiplas referencias que fazem parte da própria formação de Mayra. Ciência, filosofia, fotografia, cinema e literatura estão nas suas obras. Para a curadora Lanussi Pasquali, esse é o tom que insere a artista no panorama das artes contemporâneas.

No Facebook, confira a página da exposição, que fica até o dia 22 de junho: https://www.facebook.com/infinisso

Confira os cristais de Mayra também na exposição coletiva “Refazer o Mundo”, que fica até o final de julho na Galera Luiz Fernando Landeiro Arte Contemporânea (Rio vermelho).

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NA REDE – Instituto Camões

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Por Joris São Paulo

luis_vaz_de_camoesCultura e língua portuguesa estão  honrados essa semana no Soterópolis.

Apresentamos a biblioteca virtual do Camões Instituto e Cooperação da Língua (Portugal) que oferece numerosos livros para baixar em formato PDF, classificados por temas como literatura , arte, história, língua etc…

Acesse o site!

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29

Os Quadrinhos de Aline Cruz e Flávio Luiz

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Por Zeca de Souza

aline cruzDois artistas baianos das histórias em quadrinhos partilham de um mesmo problema para realizar suas publicações: verba. Flávio Luiz já possui um trabalho como cartunista conhecido em todo o país e precisa lançar a continuação do elogiado “Aú – O Capoeirista”, já a jornalista Aline Cruz conta na HQ “38 dias” a viagem que fez por quatro países e cinco cidades da Europa. Os dois tomaram a iniciativa de tentar arrecadar o dinheiro necessário através de um sistema de financiamento coletivo via internet: o popular crowdfunding.

Aline Cruz, ou Lila Cruz como também é conhecida partiu com o marido para a Europa e desde sempre teve a intenção de registrar, ao menos escrever a respeito. Mas o estalo de fazer este registro em quadrinhos foi que tornou a viagem muito mais interessante. Fotografou os lugares por onde passou (mais de 200 fotografias foram feitas) para ter as referências corretas na hora de ilustrar e colheu situações das mais diversas para relatar.

flavio luizJá Flávio Luiz soma anos de carreira como cartunista e ilustrador, e assina publicações que foram sucesso como Jayne Mastodonte, O Cabra e Aú – O Capoeirista. É justamente a continuação do álbum Aú a razão dos esforços de Flávio atualmente.

Para ajudar Aline Cruz a publicar 38 Dias, acesse: http://catarse.me/pt/38dias

Para trazer a continuação de Aú – O Capoeirista para as livrarias, ajude Flávio Luiz no link: http://www.kickante.com.br/campanhas/ajude-nova-aventura-do-au-virar-realidade

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29

Gil Vicente Tavares faz nova montagem da peça Quarteto, com Marcelo Praddo e Bertrand Duarte

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Por Denise Dias

Gil Vicente TavaresPolêmico é um dos adjetivos que Gil Vicente Tavares sabe que tem e não faz questão de esconder. Em bate-papo com Vania Dias, do Soterópolis, ele solta o verbo e diz que muita gente de Salvador se comporta de maneira hipócrita. O canal mais utilizado por Gil Vicente para se expor publicamente é o site do seu grupo Teatro NU. No endereço eletrônico www.teatronu.com, estão muitas das reflexões do dramaturgo, diretor teatral e compositor baiano.

 

Já são quinze anos dedicados ao teatro. Atualmente, Gil Vicente se concentra nas apresentações da peça Quarteto, dirigida por ele, com texto de Heiner Müller, inspirado no romance As Ligações Perigosas, de Chordelos de Laclos. A montagem é encenada pelos atores Marcelo Praddo e Bertrand Duarte. Depois de mais de 20 anos dedicados ao cinema e a TV, Bertrand Duarte aceitou o convite para voltar ao teatro porque admira o trabalho de Gil Vicente.

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E não foi por acaso que Gil Vicente escolheu montar Quarteto agora. Esse foi o mesmo  texto encenado na formatura dele pela Escola de Teatro da Ufba, em 1999. Gil quis,  justamente, revisitar a obra e refletir sobre as relações humanas e sexualidade no  contexto atual.

A peça Quarteto fica em cartaz só até o dia 31/05, no ICBA, Corredor da Vitória.

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29

O artista visual Juarez Paraíso relembra fatos marcantes das bienais

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Por Denise Dias

bienal-da-bahia-oficial Vários espaços culturais de Salvador abrem as portas agora, no final de maio, para a 3ª  Bienal da Bahia. Há uma lacuna de 46 anos desde a 2ª edição da Bienal, interrompida  pelo regime militar. A proposta é fazer um resgate histórico das duas bienais anteriores,  realizadas em 1966 e 1968, e gerar reflexões em torno da pergunta “É tudo Nordeste?”.  Exposições, ciclos de cinema, performances, atividades educativas e conversas  públicas, envolvendo cerca de 150 artistas e 200 obras fazem parte da programação da  3ª Bienal que se estende até o dia 07 de setembro.

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[Juarez Paraíso. Foto: Divulgação]

A equipe do Soterópolis visitou o ateliê do artista visual Juarez Paraíso que será  homenageado durante o evento este ano. Ele participou ativamente da organização das bienais anteriores e relembra o cenário artístico da época e a efervescência artística proporcionada pela presença, em Salvador, de críticos e artistas do Brasil e do mundo naquele momento. Juarez nos conta com entusiasmo que mais de 2.600 obras foram expostas na 1ª. Bienal. E inevitavelmente ele fala dos momentos tensos vividos durante a 2ª. Bienal. Dez obras foram consideradas subversivas pelo Regime Militar e Juarez chegou a ser preso, já que era um dos organizadores do evento.

Para saber mais acesse bienaldabahia2014.com.br.

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27

PONTO G – Identidades

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Por Marcos William

Já falamos de vários assuntos no PONTO G: Artes Visuais, Cinema, Teatro, Literatura e etc. Sempre refletindo sobre os benefícios dessas produções artísticas de temática LGBT.

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Para você ter noção, já discutimos até sobre as particularidades de conseguir recursos financeiros para essas produções. Agora, vamos explicar alguns termos, ou melhor, algumas identidades de gênero e sexualidade que confundem a cabeça das pessoas.

Pensamos em uma matéria didática. Para isso, convidamos o psicólogo, mestre em cultura e sociedade e pesquisador em cultura e sexualidade, Gilmaro Nogueira, e a pesquisadora em cultura e sexualidade, Viviane V., para esclarecer termos como Goy, Transformista, Cross Dresser, Transexual e outros. Além disso, os nossos convidados falam também da importância dessas denominações para os indivíduos. Não perca!! Nesta quinta, 29/05, às 22h. Às 17h no domingo e na terça às 22h30.

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