IRDEB - Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia
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Histórico de setembro de 2013

set
26

Improviso na música: “O importante é você se expressar”

Postado por soteropolis

 

“Você pode improvisar a coisa mais simples do mundo e ser lindo. O importante é você se expressar” A frase acima é do guitarrista e compositor baiano Mou Brasil, um dos maiores improvisadores em música que existe em nosso país.

A liberdade que o improviso proporciona é infinita, mas diretamente proporcional à dedicação que o músico emprega naquilo que se propõe a fazer. Independente do gênero, o improviso musical é o “jorro da inspiração”, segundo o compositor Alfredo Moura, e para o percussionista Gabi Guedes, “ é o mais lindo de dentro de si que o músico quer expressar”.

 

Cada um tem a sua própria visão do que seria o improviso em música, por também ser resultado da vivência de cada um. Desde Johann Sebastian Bach, até Miles Davis, Hermeto Pascoal e Hamilton de Holanda, o improviso musical não pertence apenas ao jazz (apesar do gênero ter desenvolvido absurdamente o que conhecemos hoje como improviso), mas também está presente no rap com os Mc´s e seus freestyles, assim como nos versos dos repentistas nordestinos e passando pelas harmonias do choro (este considerado o gênero genuinamente brasileiro que dá mais espaço à improvisação). A reportagem do Soterópolis sobre improviso dentro da música mostra um pouco sobre este momento único da performance.

set
26

A dança e o improviso

Postado por soteropolis

A Dança não poderia ficar de fora das matérias especiais sobre Improvisos nas Artes; principalmente, porque além de vários artistas usarem essa técnica em suas performances, há uma discussão muito forte sobre a conceituação do termo improviso nessa área artística.

 

A Dança, de Henri Matisse

No entanto, na dança moderna existem vários grupos que adotam um estilo mais livre na hora de dançar, deixando de lado as amarras das formas e expressões corporais pré-estabelecidas. Buscando essa liberdade artística, surgiu na década de 70, o grupo norte-americano Grand Union, um grande expoente da improvisação na dança mundial. Essa CIA, liderada pelo bailarino e coreógrafo Steve Paxton, buscou a ruptura das formas clássicas de dançar, criando estilos próprios e linguagens únicas, sendo até hoje referência para outros grupos que querem seguir os mesmos caminhos na dança.

A exemplo disso, aqui em Salvador, existe um grupo que semanalmente se reúne para praticar o Contato-improviso na Escola de Dança da UFBA na sala 04: o Contact JAM acontece toda sexta-feira a partir das 19h. O encontro é formado por dançarinos, pesquisadores de dança, além de ser aberto ao público e curiosos que querem dançar e improvisar a arte do contato-improviso.

Um dos membros desse grupo é o bailarino e professor Leo Serrano que incorporou em suas apresentações a improvisação, acreditando que o ato de improvisar está diretamente relacionado ao repertório e conhecimento técnico do dançarino.

 

improvisos na dança

Da mesma forma, pensa o também professor, só que de Teatro Físico, Maciej Razalski. Este polonês, que veio a Salvador a convite para ensinar na Escola de Dança da FUNCEB tudo que aprendeu em seu país natal, trabalha suas aulas a partir dos conceitos da improvisação na dança, tendo como grande referência Jerzy  Grotowski (uma das principais personalidades do teatro mundial) e o bailarino baiano Augusto Omolú, considerado por Razalski como um grande performer.

Ficou curioso sobre a técnica de Improvisação na Dança? Tenha mais informações no Soterópolis de hoje, às 22h30.

set
26

Existe improviso nas Artes Visuais?

Postado por soteropolis

Quando recebi a sugestão de produzir uma matéria sobre improvisação nas artes visuais, logo lembrei das performances fotográficas da francesa Sophie Calle. Imagino que você deva estar estranhando o termo – performances fotográficas – mas não é erro ou engano. Sophie faz, de fato, performances, ou melhor, improvisos fotográficos.

Sophie Calle

O que dizer da série Suíte Vénitienne, 1980, quando a excêntrica fotógrafa escolhe aleatoriamente um personagem em Paris e o segue até Veneza. Ela passa duas semanas perambulado pela cidade. Clicando o anônimo em situações prosaicas. Escolhi Sophie por si tratar de um recorte interessante para a compreensão do uso do improviso pelo campo das artes visuais.

Para esta matéria, conversamos com o professor e pesquisador da Escola de Belas Artes, Ricardo Biriba. Nesta entrevista, ele esclarece que não é tão simples falar sobre improviso quando o assunto é arte visual.


colagens em miniatura de Judith Supine

A coisa se complica pois, na nossa cultura, a imagem do artista criativo que segue o impulso, livre de qualquer amarra parece ser a mais convencional. Sinto dizer, mas esta imagem criada e alimentada não dialoga com a realidade dos criadores. A criação não nasce do nada. Ela exige método e disciplina, garante o pesquisador. Há muito trabalho e longo planejamento para a realização de uma tela, uma escultura ou mesmo um grafitti.

Então, onde entraria a improvisação neste processo? Ricardo responde que o artista visual, assim como qualquer outro artista, está submetido aos acasos da criação. Surpresas, imprevistos, enfim, o imponderável da vida que também se manifesta na arte.

Porém, podemos afirmar que há poéticas que não vivem sem a improvisação. É o caso das performances.

Quem observa um performer na rua, logo pensa que ele saiu de casa com um roteiro. Um script que dirá o passo a passo de cada ação. Engana-se. Na hora da apresentação, ele está vulnerável a uma série de possibilidades. Na cena entram o espaço físico, o diálogo com a cidade, a mudança climática, a interação com o público. Tudo isto passa a fazer parte da sua narrativa naquele momento. Deixa de parecer acaso e passa a ser produto artístico.

grupo Fluxus

Ficou curioso? Para os que desejam se aventurar pelo o universo da performance, vale conhecer um pouco mais sobre o trabalho do grupo Fluxus, dirigido por George Maciunas e criado na década de 1960. O Fluxus questionava os cânones da arte tradicional. Por ele passou importantes artistas do cenário da música, das artes visuais e do teatro como John Cage, Joseph Beuys, Yoko Ono, Wolf Vostel e outros. No Brasil, especialmente na Bahia, vale a pena conhecer o trabalho desenvolvido pelo Coletivo Osso.

 

 

set
26

A opinião de artistas sobre o improviso no teatro

Postado por soteropolis

O improviso é apontado como um recurso de interpretação que possibilita mais espontaneidade nos espetáculos teatrais e faz parte da história mundial do teatro. Na Commedia Dell’Arte, por exemplo, os atores seguiam um roteiro, mas se valiam do improviso no processo de criação. O improviso pode ser planejado ou espontâneo. E quase sempre, o resultado cênico é mais interessante quando ocorre de forma inesperada e se manifesta no calor da ação.

Peeter van Bredael - Commedia dell'arte

 

A diretora teatral Meran Vargens foi uma das pioneiras na utilização de técnicas de improviso em Salvador. Nos últimos anos, ela aprofundou a experiência com o espetáculo Qualquer Coisa a Gente Inventa. Meran lembra que há bastante improviso também em  jogos cênicos de Teatro-Esporte e Teatro-Fórum. Outro espetáculo, focado no improviso, que marcou a cena teatral local foi Alvoroço. A atriz Aicha Marques explica que o grupo abriu mão dos ensaios para a realização do espetáculo. Sem textos pré-definidos, os atores se valem da observação do cotidiano para construir as cenas e a participação da plateia é essencial.

 

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Em espetáculos cômicos, o improviso é recorrente e um aliado do texto. Quase sempre os atores seguem um roteiro simples, sem muitos subtemas, e têm liberdade de improvisar em diversos momentos. O diretor teatral Fernando Guerreiro, que assina a direção de A Bofetada, diz que geralmente vai conectando improvisações para criar uma história. E o público pode se surpreender. Frank Menezes sabe bem disso. Quando o som falhou em uma das apresentações da peça Quem Matou Maria Helena, ele precisou improvisar pra valer e muita gente da plateia nem percebeu a ação como um erro.


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Pra saber mais detalhes dessa história e informações sobre o improviso no teatro, não deixe de assistir ao programa Soterópolis, hoje dia 26/09 às 22h. Com exibição em horários alternativos no domingo, às 17h30 e terça-feira às 23h30

set
25

O Improviso no Cinema

Postado por soteropolis

O diretor de cinema Quentin Tarantino

Se você já assistiu Cães de Aluguel de Quentin Tarantino certamente conhece a cena em que Michael Madsen na pele do Mr Blonde decepa a orelha de um refém. O curioso é que o diretor não descreve no script o que ele faz após cortar a orelha do pobre rapaz. O que faz o ator? Começa a improvisar, brincando com o pedaço de carne ensanguentado nas mãos – cena que Tarantino preferiu manter no filme.

Ao final do clássico Deus e o Diabo na Terra do Sol do diretor Glauber Rocha, Yoná Magalhães correndo em cena com o outro ator, leva um tombo em cena. Glauber manda a ação ir adiante e este foi o momento que entrou no corte final do filme.

Em O Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan, o Coringa, personagem icônico que ganhou vida na atuação do falecido Heath Ledger passa por problemas para ativar uma explosão através de um dispositivo – que por uma falha de produção não acontece no momento exato e o ator leva um susto em cena, mas sem sair do personagem, Ledger continua até o fim de modo improvisado.

Exemplos que servem para mostrar que seja por escolha da direção ou por um imprevisto, a improvisação às vezes dá (muito) certo no cinema e nos fornece cenas antológicas. Se no campo do documentário o improviso é presença constante, na ficção ocorre mas por razões diversas – em que quase nunca é por opção, afinal estamos falando em custos de produção – e optar pelo caminho do improviso pode parecer arriscado demais em termos de agenda, dinheiro e desgaste artístico.

Há diretores que seguem rigidamente o script, os chamados “roteiros de ferro”, a exemplo de Alfred Hitchcock que além de escrever, fazia os storyboards plano por plano e afirmava o final: “o filme está pronto, só falta filmar”. Já outros diretores preferem a improvisação inerente à obra, como Roberto Rossellini – pioneiro do neorrealismo italiano, que ia pro set apenas munido de sua ideia central e filmava sem roteiro em mãos.

Enquanto que na ficção a improvisação divide opiniões, o cinema documental está constantemente exposto ao acaso. Em um documentário um ou mais depoimentos ou acontecimentos podem mudar completamente o rumo inicial da obra. A exemplo do documentário de 2002 de Eduardo Coutinho, Edifício Master.

A realidade é que seja em documentário ou ficção, a presença do improviso em obras cinematográficas nos dias de hoje é muito mais constante por uma simples razão: tecnologia. O acesso a equipamentos da era digital torna incrivelmente mais barata a produção audiovisual do que a feita em filme. O Soterópolis recomenda que você fique ligado. Às vezes aquele seu filme favorito contém material surgido do improviso e você nem sabe.

set
24

Terça-feira é dia de reprise

Postado por soteropolis

Passou o final de semana, já estamos na terça-feira e você ainda não assistiu ao Soterópolis?  Não tem problema! Hoje, 24/09, tem reprise às 23h30 e o programa está muito bom! Arte e tecnologia, Literatura gay, música com o artista Mr Armeng e muito mais!


Acesse também o portal do IRDEB e acompanhe toda a programação! http://www.irdeb.ba.gov.br/

set
19

Vamos gozar a vida, o PONTO G está de volta!

Postado por soteropolis

Não precisa ter vergonha, sabemos que vocês sentiram falta daquele espaço, sim… aquele espaço bem íntimo do SOTERÓPOLIS…o PONTO G! Pois é, ele está de volta! Ficamos um mês por aí dando pinta e caçando bof…, quer dizer, pautas…mas a gente precisava desse leve close. Inclusive, pra seguir discutindo vários assuntos ligados ao Universo LGBT, não é mesmo?

E a dica de hoje é: Uma bixa cult vale mais que duas voando…

Nós voltamos com tudo! Mas agora é hora de falar sério.. vamos discutir sabe o quê?? A LITERATURA GAY.


A literatura de temática *LGBTTTIs é um gênero marginal, porque representa o universo de uma minoria social, assim como a literatura de temática feminista ou negra, por exemplo.

Há quem diga que não existe literatura gay, e sim gays fazendo literatura. Há também quem diga o oposto, o misturado, enfim.  O fato é que está tudo embaralhado. A única coisa certa, é que o público não é certo, e pode ser qualquer um: hetero, gay, engenheiro, criança, doméstica, presidenta, negro, branca, pra quem ta no armário, pra quem acabou de sair, pra quem pensa em entrar..etc..etc..etc…enfim.

Por isso, fomos investigar a essência dessa literatura que, especulações à parte, é fundamental para a população homoafetiva; primeiro porque traz uma visibilidade para o universo, até hoje, depreciado. Além disso, coloca os gays numa condição de agente criativo.

Todo mundo acha que os homossexuais só querem ser respeitados. Respeito é pouco! Porque os homossexuais querem ser vistos também como cidadãos, produtores de cultura e arte. Eles querem ir e vir, deitar e rolar. E a literatura ajuda um pouquinho nisso. Sabe como ? Veja a matéria hoje/amanhã no Soterópolis, é só ligar sua TV no canal 2, às 22h.

 

Veja a matéria na íntegra no nosso canal no youtube Ponto G – Literatura Gay

 

Gostou, mas não sabe por onde começar? O Soterópolis indica alguns livros pra você:

Carta a Bosie (Epístola) – Oscar Wilde

Devassos no Paraíso (Ensaio histórico sobre os gays no Brasil) – João Silvério Trevisan

Ovo Apunhalado (Contos) – Caio Fernando Abreu

Bom Crioulo (Romance) – Adolfo Caminha

De amor, Desamor e uma pitada de sal (Poesia)– João Figuer

O Terceiro Travesseiro (Romance) – Nelson Luiz de Carvalho

Balé Ralé (Contos) – Marcelino Freire

A imitação do amanhecer (Romance) – Bruno Tolentino

O Teatro dos Anjos (Romance) – Dirceu Cateck

Bóris, meu amigo gay (Romance) – Hugo Porto

Diário de Rafinha (Romance) – Léo Dragone

De Profundis (Romance – Ensaio) – Oscar Wilde

Rasif (Romance) – Marcelino Freire

Você ainda pode encontrar trabalhos com essa temática em algumas obras de Elizabeth Bishop, Leiluska, Leandro Benevides, Àllex Leilla, Samuel Rawet, João do Rio, Mario de Andrade, Fernando Pessoa, André Gide, Glauco Mattoso e etc..

Você também pode mandar suas sugestões, reclamações, elogios, bate cabelagens e gongações para:pontogmulticultura@gmail.com
*Pra quem sempre teve curiosidade, “LGBTTTIs” significa “Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Trangêneros, Intersexuais e simpatizantes”. Não troquem as bolas!

Até a próxima!

 

set
19

Do Nordeste para o Brasil. Com vocês, Mr. Armeng

Postado por soteropolis

Quando ele era pequeno, a música tomava conta de casa. No toca discos do pai de Mauricio, vez ou outra vinham passear Stevie Wonder, Jackson 5, Bob Marley, nomes que consagraram o valor da cultura negra quando o preconceito racial ainda era uma luta de armas e discursos em punho. Conviveu, também, com outro símbolo da resistência negra. Só que desta vez, a experiência foi mais na própria pele. Foi na Senzala do Barro Preto, Curuzú, que ele viu o pai consagrar-se como Guiguio do Ilê, cantor do bloco afro Ilê Aiyê até 2010. No comando do Mais Belos dos Belos, Guiguio assinou a composição de clássicos gravados por grandes nomes da música como Caetano Veloso, Maria Bethânia e Daniela Mercury.

 

Mr. Armeng

Caminho traçado em casa, Mauricio ganhou pernas para mobilizar festas de rap no Nordeste de Amaralina. Foi invadido pela vontade de fazer música: nos pequenos bares, a rapaziada jogava o som e nascia ali Mr Armeng, antes Mauricio, filho de Guiguio do Ilê. A valorização da cultura negra e o som groovado passaram a ser sua marca. Nada de violência, nada de tiros. Para Armeng, a televisão já faz esse papel e consegue transformar a favela num vale de lágrimas. E, por isso, resolveu mostrar, através do seu som, o grito dos excluídos carregado de identidade negra.

Mas, para você que está conhecendo Mr Armeng agora, uma notícia: ele já não é mais nosso, o cara é do Brasil. Foi como vencedor do Breakout Brasil, reality show do canal Sony Spin, que Armeng ganhou novos ares e um contrato com a Sony Music, que lhe garantiu gravar um disco com produção musical de Duda Morete (Jota Quest, Skank, Pato Fú e Adriana Calcanhoto). As misturas dos beats vindos do rap se envolveram aos batuques e a força da música percussiva da Bahia, e Armeng foi o único representante do Nordeste, disputando com 2,8 mil concorrentes no total.

O Soterópolis foi até o Nordeste de Amaralina e encontrou Armeng em casa: nas ruas, abordado pelos moradores orgulhosos pelo talento do bairro, nos bares onde aconteciam as festas, com os amigos que promoveram o crescimento professional. Enquanto o disco de Mr Armeng não aparece, é melhor aproveitar o som nos clipes publicados no Youtube. Com produção do diretor e ‘clipeiro’ Max Gaggino, italiano que mora na Bahia, os clipes exprimem os caminhos deste músico: pé nas raízes e inovação. Vale a pena!

 

set
19

Quadro Janela

Postado por soteropolis

Mande sua produção audiovisual para o Quadro Janela!

Esta semana o vídeo exibido foi “Cotidiano”, curta produzido por estudantes do curso de Audiovisual da Unijorge.

O curta-metragem retrata temas como a violência, a amizade e o tráfico de drogas. A história gira em torno do personagem Wesley, um estudante de direito que perdeu seu amigo (Rodrigo) para a violência que gira em torno do tráfico. Rodrigo se envolve com pessoas que estão diretamente envolvidas com o tráfico de drogas e acaba perdendo a vida em um tiroteio. O acontecimento muda a vida de Wesley, que decide entrar na faculdade de direito para tentar mudar a situação de jovens como Rodrigo.


O filme procura retratar o cotidiano de muitos jovens baianos, utilizando-se de elementos característicos do lugar de fala dos personagens, como a escolha das músicas, o cenário de todo o curta (o Colégio Central da Bahia) e a linguagem dos personagens principais (linguagem caracteristicamente jovial).

Então não perca o Soterópolis desta semana para assistir ao curta-metragem! Quinta-feira, dia 19/09, às 22h; com reprise no domingo(22/09) às 17h30 e terça-feira(24/09), às 23h30

 

set
19

Antonio Risério se debruça sobre trajetória de Edgard Santos

Postado por soteropolis

Lançado no Museu de Arte Sacra, em Salvador, o livro Edgard Santos e a Reinvenção da Bahia não é uma biografia, faz questão de frisar o escritor e sociólogo Antonio Risério. Diante das dificuldades em colher informações sobre a vida pessoal, ele optou em falar das realizações de Edgard Santos (1894-1962), responsável pela expansão das artes e educação no Estado e pela criação do Hospital Universitário da Universidade Federal da Bahia, em meados do século XX.

ilustração: capa do livro

 

Nascido em família de advogados, Edgard Santos escolheu se formar em medicina. Além disso, foi professor, primeiro reitor da UFBA, membro da Academia de Letras e chegou a ser ministro no Governo Vargas. Entre 1946 e 1961, como reitor da UFBA, instituiu as primeiras escolas superiores de dança, teatro e música. E fez articulações para que artistas e intelectuais de vanguarda viessem para a Bahia. Para ficara frente da Escola de Teatro, veio Martim Gonçalves (1919-1973). Na Escola de Música, quem assumiu foi Koellreuter (1915-2005). Yanka Rudzka (1916-2008) ficou no comando da Escola de Dança. Para completar, Lina Bo Bardi (1914-1992) foi chamada para administrar o Museu de Arte Moderna da Bahia. Iniciativas que não contaram com o apoio dos estudantes, no princípio, mas que iriam ter reflexos na vida cultural da Bahia nos anos seguintes.

Risério já havia pesquisado essa época para a realização da tese de mestrado em sociologia, que resultou no livro Avant-Garde na Bahia(1995). A nova publicação Edgard Santos e a Reinvenção da Bahia(Versal Editores, 2013) possui quase 500 páginas distribuídas em 18 capítulos.
Você vê uma reportagem sobre o assunto no programa Soterópolis, quinta-feira (dia 19/09) às 22h. Com reprise domingo às 17h30 e terça-feira às 23h30. Acesse o Portal do IRDEB e acompanhe toda a programação http://www.irdeb.ba.gov.br/

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