IRDEB - Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia
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Histórico de fevereiro de 2013

fev
28

Bailes da Terceira Idade: benefícios pra saúde física e mental

Postado por soteropolis

Depois de uma vida dedicada ao trabalho, o lazer passa a ser prioridade para muitos idosos. Na hora da diversão, os bailes da terceira idade quase sempre estão no roteiro. A dança traz benefícios para a saúde física e mental. O apresentador do Soterópolis Ricardo Castro visitou dois bailes bastante movimentados em Salvador.

No Restaurante Kitutes da Yayá, localizado no Campo Grande, ele percebeu que essa turma tem disposição de sobra e bons motivos pra bailar nos encontros que acontecem sempre às sextas-feiras.

Depois, a nossa equipe visitou o baile do Clube Comercial da Bahia, na Avenida Carlos Gomes, onde há dança às sextas e domingos. São espaços agradáveis, com clima familiar, que promovem o convívio e a integração social.

Com a idade e a experiência, esses idosos não têm tantos anseios próprios da juventude. Eles carregam uma certeza: a vontade de ser feliz. Dessa forma, um dia após o outro, vão descobrindo um envelhecer cheio de momentos prazerosos.

Escrito por Denise Dias

fev
28

MARIO CRAVO JR – ESCULTURAS

Postado por soteropolis

Inquieto, falante, barroco. Assim é Mario Cravo Jr. Pioneiro do movimento Modernista da Bahia (década de 1940), Mario foi, juntamente com Genaro de Carvalho e Carlos Bastos, um artista de vanguarda.

Mario com o "Exu dos Ventos"- Foto por Mario Cravo Neto

Escultor de mão cheia, ele rompeu com os materiais clássicos para criar a partir da sucata, do ferro fundido e da resina. No seu trabalho, a forma é construída, manipulada e contorcida para dar voz a temas que lhes são caros, como a cultura baiana, seus rituais e tradições. Não à toa recebeu do escritor Jorge Amado o apelido de Exu de ferro.

O escultor com o Exu dos Correios e Telégrafos - Foto por Mario Cravo Neto

A comparação se deve, claro, ao espírito febril, impulsivo e criativo com que o artista experimenta a vida e a arte.

Para celebrar os 90 anos de carreira, dos quais 70 foram dedicados as artes plásticas, o Palacete das Artes recebe 62 esculturas de grande porte, na exposição Mario Cravo Esculturas, com curadoria de Murilo Ribeiro.

A Serpente - Foto por Mario Cravo Neto

A mostra, pensada para ocupar o lugar que recebeu o escultor francês Auguste Rodin, é uma ótima oportunidade para conhecer o acervo e o força criativa deste legítimo artista baiano.

Serviço: MARIO CRAVO ESCULTURASPALACETE DAS ARTES – ATÉ FINAL DE ABRIL

Escrito por Caroline Vieira

fev
21

Navegar, navegar, navegar…

Postado por soteropolis

Atravessar o Grande Oceano, o Atlântico,

repetindo o trajeto dos navios negreiros,

da África para o Brasil,

em uma casquinha de ovo, sem motor,

movida pelos ventos e o sopro dos espíritos,

no desvairado sonho de navegar por navegar,

era como se fazer também mar

e deslizar junto com as ondas e os golfinhos,

voar com as aves marinhas

e embolar-se no derradeiro combate

no furor da tempestade,

sem deixar rastro, sem medo;

era como atravessar o portal do tempo,

a fronteira entre a vida e a morte…

Foi o sonho de Júlio que o impeliu mar adentro,

depois de sofrida espera de mais de doze anos,

mantendo vivo o companheiro morto na viagem anterior.

Também Julio morrera com ele um pouco.

Doze anos levou a gestação destas 414 horas, só,

‘só’ de somente, ‘só’ de solidão.

Estaria Júlio mesmo só, ali, buscando a vida,

além do horizonte e da razão,

na insondável imensidão do mar e da alma,

na inimaginável viagem da vida?

Que dizer de suas visões, dos espíritos

que o ajudaram a completar o percurso, são e salvo?

 

É assim que começa o livro 414 Horas Só, um relato das experiências do navegador baiano Julio Esteves. Em entrevista ao Soterópolis dentro do seu barco Aventureiro V, Julio nos contou detalhes de sua vida de desbravador de mares. Embarque com a gente nessa aventura e não perca a matéria que vai ao ar hoje (21/02)!

Escrito por Érica Fernandes

fev
20

Livro de Água

Postado por soteropolis

As artistas Karina Rabinovitz e Silvana Rezende desenvolveram um projeto que mescla as linguagens do audiovisual com a poesia. Através de intervenções multimídias, o Livro de Água permite que a poesia não seja apenas lida, como também vista, e que as imagens além de serem vistas, também possam ser lidas. Achou confuso? Mas, não é. Assim que se chega às instalações montadas no Museu de Arte Moderna (MAM) até o dia 17 de março, entende-se, perfeitamente, a proposta de Karina, que já trabalha com intervenções poéticas por Salvador, e Silvana, videasta que busca em seus trabalhos quebrar com os paradigmas mantidos nas artes visuais.

A exposição O Livro de Água, de visitação gratuita, é formada por um livro-objeto composto por 88 poemas em páginas soltas espalhadas pela instalação, mais outros poemas sob forma de obras visuais, fotografias, videoarte, sons e diversos objetos – como telégrafos, por exemplo – que ajudam na ampliação do diálogo entre a poesia e o audiovisual.

O Livro de Água – que se trata de uma publicação (que pode ser adquirido na loja do MAM-BA) e uma exposição – tem a proposta de fazer com que os visitantes ultrapassem os limites das obras. É possível que os poemas escorram nas mãos dos leitores, já que se tratam de poemas visuais ou “floemas”, como escreve Karina Rabinovitz em uma das folhas fluídas que compõe a obra feita em parceria com Silvana.

Vale ressaltar que o projeto, além de apresentar a exposição e o livro-objeto, traz uma programação educativa, como o Happening Poético, que acontece no próximo dia 22/02/2013, no pátio Flamboyant, localizado no MAM. E nos dias 08 e 09 de março, no Galpão das Oficinas do MAM, realiza-se a Oficina Tecno-Poema-Visual, com inscrições gratuitas no blog http://bahiamam.org/.

Escrito por Maria Rita Werneck

fev
18

Cinema Cultura NA REDE

Postado por soteropolis

O quadro Na Rede desta semana vai falar de um assunto que todo mundo curte: CINEMA!

Para dar uma apimentada, além de cinema vamos falar de compartilhamento na internet. Você vai conhecer o site Cinema Cultura que disponibiliza para download um acervo enorme de filmes super interessantes. Não Perca! Quinta-feira às 21 horas na TVE Bahia.

 

Escrito por Marília Randam

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

fev
2

Entrevistar o Tom Zé foi uma aventura! Foi o nosso primeiro papo e primeiro papo é como primeiro amor, a gente nunca esquece!!

Postado por soteropolis

Lembro de todos os detalhes. Cheguei uma hora antes e fiquei na redação à espera dele, que participaria ao vivo do TVE Revista. Em seguida, conversaríamos sobre o seu novo álbum – Tropicália Lixo Lógico –  e sobre tudo mais que ele quisesse nos contar naquela manhã  de sábado quente, regada a mormaço e chuva fora de hora.

Montei,  com a ajuda do meus fieis escudeiros da portaria, um cenário bacaninha, no foyer da TV. Mudamos a posição do sofá, escolhemos um fundo verde, deslocamos uma das plantinhas pra dar um charme e fiquei lá, concentrada, à espera do “valendo”. Eu e o Tom Zé nos cumprimentamos na chegada e até o momento tudo era expectativa.

O dia estava bem quente, mas aquele foyer sem ar-condicionado potencializava tudooo. Eu, literalmente, derretia.  Tom Zé chegou na maior animação e, obviamente, quebrou todo e qualquer protocolo.  Pegou o microfone que eu segurava e disse:  fique quietinha, vou te abanar. E foi assim, com Tom Zé me abanando, que nos posicionamos pra iniciar a gravação. E tudo isso, claro, ao olhar atento e cuidadoso de D. Neuza, sua esposa e companheira.

Fiz a minha abertura, passei o bastão pra o mestre e saí de quadro. Sentei-me frente a frente com ele e fui fazendo as minhas muitas perguntas ausente do vídeo.  Conversamos sobre Lixo Lógico, mas conversamos também sobre como ele organiza o seu processo criativo,  sobre os tempos de estudante da UFBA, quando foi aluno de Walter Smetack,  e sobre Irará.

Terminamos a conversa com Tom pedindo ao Rhamidfan, nosso cinegrafista: Liga aí a câmera. Não, você está me enganando… Liga aí, rapaz, filma aí o beijo que eu vou dar nesta moça. Eu, tomada de susto novamente, recebo um beijo e um abraço do mestre que em toda a sua generosidade me diz: obrigado, e em seguida fala a uma pequena plateia que nos assistia: essa menina vai longe.

É ou não é de ficar emocionada? Sou fã dele há muito tempo e aprender tanto no curto tempo de uma gravação é mais uma lição que levo: os gênios, quando humildes, são ainda mais fascinantes. Eu quem agradeço, Tom Zé, pelos multi-tons que moram em ti e que, lindamente, você socializa e compartilha com a gente! Estes encontros engrandecem o trabalho da gente.

Quem não assistiu na quinta-feira, ainda pode assistir à reprise do programa de domingo, dia 03/02,  às 17h, na TVE!!

Escrito por Vania Dias

(Nosso servidor está passando por problemas no upload de fotos. Assim que ele voltar ao normal, incluiremos as imagens desse post.)

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