IRDEB - Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia
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Histórico de agosto de 2012

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30

Encenar a vida é possível

Postado por soteropolis

A máquina como prolongamento do corpo, quiçá da alma. É assim que Alex segue pelo mundo. Não importa que o olhem de maneira estranha. Ele é um corpo máquina. A Câmera sai do braço e segue até a mão como se fosse uma obra da natureza. A engenhoca moderna foca e desfoca em busca de sentido nas coisas que vê. Ele não quer o comum, vai à procura da intimidade, do público e do privado. Convoca os amigos, faz performance, desfila o seu corpo máquina pela cidade. Inventa, encena, recria a vida que sonhou um dia em Jequié.

 

ago
30

Parentes de Jorge Amado relembram a convivência com o escritor

Postado por soteropolis

Já imaginou um parente de Jorge Amado errar uma questão no vestibular justamente sobre a obra de Jorge Amado? Essa e outras situações são contadas por Maria João, neta de Jorge Amado, no Soterópolis desta semana. A publicitária conversou com a apresentadora do programa Vania Dias e relembrou ainda a convivência com o avô e os amigos famosos da família. A equipe do Soterópolis entrevistou também o engenheiro Luiz Faria. Além de falar sobre o escritor, ele relembrou a relação de Jorge Amado com a cidade de Ilhéus, no sul da Bahia.

ago
30

Ponto G – Mercado de Trabalho para Homossexuais Assumidos

Postado por soteropolis

Eugenio Affonso entrevistou um monte de gente bacana

Se você é gay, lésbica assumid@, travesti ou transgênero, com certeza se passa pela sua cabeça se as oportunidades de mercado de trabalho estão disponíveis para você como para o resto da população. A maioria esmagadora de homossexuais prefere omitir sua natureza no ambiente de trabalho, visto que em boa parte dos casos a opressão preconceituosa naturalmente impregna os locais. O quadro Ponto G conversou com algumas pessoas que souberam conduzir da melhor forma a inclusão da sua realidade na dos colegas e no dia a dia da labuta.

O advogado Everaldo Asevedo e seu companheiro, o analista de sistemas Carlos Henrique Costa contam que, cada um em seu escritório, são naturalmente assumidos e bem aceitos entre os colegas. Everaldo por exemplo, aponta que o fato de ser gay felizmente não é visto pelos colegas e superiores como algo que o diferencie profissionalmente, o que o nunca o colocou à margem das possibilidades de progresso na carreira. O mesmo diz Carlos Henrique, embora ele compreenda que nem todos os colegas aceitem bem a ideia – a exemplo de uma ocasião em que um almoço de confraternização do pessoal do trabalho (e suas famílias) aconteceu na casa de uma das pessoas do escritório, e Carlos Henrique que naturalmente iria com Everaldo, acabou desistindo: uma coisa são os colegas, outra é um ambiente com as famílias dos colegas e os olhares inibidores, infelizmente, ainda uma etapa a ser vencida.

O controller de empresa multinacional Vital Carvalho é outro exemplo de que o fato de ser homossexual assumido em nada impede o seu crescimento profissional. Aliás, o fato de o gay se assumir para ele mesmo, só torna tudo mais fácil. A autoconfiança é fator determinante para a evolução pessoal e proativa dentro de qualquer contexto, e aos olhos de uma corporação gente com esse perfil é muito interessante. Quanto ao possível contrangimento que possa vir de piadas machistas ou do comportamento de certos colegas, segundo Vital, o gay assumido reverte o constrangimento. Deixa com que o autor do disparo seja o atingido, já que a alguém assumido, as chances de aborrecimento são ínfimas.

Paulete Furacão, transexual, é Coordenadora do Núcleo de Proteção aos Direitos LGBT na Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia. Respeitada no local de trabalho, Paulete luta junto ao núcleo pela implantação de projetos que  dêem aos homossexuais mais dignidade, a exemplo da implantação de um curso de auxiliar administrativo oferecido exclusivamente a travestis e transexuais, como maneira de oferecer a este público um pontapé inicial no mercado de trabalho, abrir as possibilidades e tirar esse pessoal do estigma de profissionais do sexo, ou de profissiões afeminadas como cabeleireiro e manicure.

 

ago
28

Show de Calourinhos

Postado por soteropolis

 

Para comemorar o mês das crianças, a Rádio Educadora da Bahia promoverá um concurso inédito: o “Suba Nesse Palco – Show de Calourinhos – 107.5 Educadora FM”.

O evento vai levar aos palcos do teatro do IRDEB, no dia 13 de outubro, pequenos artistas, entre 7 e 12 anos, para uma competição com apresentações de música, teatro, dança, arte circense e outras linguagens.

Inscrição

Para se inscrever, devem ser enviados vídeos com três minutos de apresentações das crianças para o e-mail: criancaeducadora@irdeb.ba.gov.brou através dos Correios para o endereço Rua Pedro Gama, 413/E, Alto do Sobradinho, Federação, Salvador. CEP 40.231 – 000.

As inscrições são gratuitas e poderão ser realizadas de 27 de agosto a 10 de setembro.

Outras informações através do (71) 3116 7407

 

ago
28

Repórter cidadão e a crise no Fotojornalismo

Postado por soteropolis

O fotojornalismo está em crise, vaticinaram os teóricos da imagem. A verdade é que a ideia de apocalipse ronda os meios de comunicação há um certo tempo. Talvez seja mesmo difícil para nós, sujeitos alfabetizados na era analógica, entender os novos mecanismos da comunicação digital, onde produtor e espectador atuam juntos construindo a informação. Nós, os jornalistas e fotógrafos, não somos mais tão poderosos como no passado. A tecnologia digital possibilitou que novos atores surgissem modulando a comunicação.

O instante decisivo cunhado por Cartier Bresson, no século XX, aliava sorte, percepção visual e imagem de grandiosa qualidade técnica. Hoje, o que vale é está na hora certa, no momento exato, com qualquer equipamento para vender a foto aos bancos de imagens ou jornais – é o repórter cidadão.  Ainda é difícil prever o que esta acessibilidade pode gerar em termos de reserva de mercado, qualidade e discurso, mas as mudanças seguem a galope e tudo se transforma de forma rápida, dinâmica e confusa na era digital.

 

ago
23

Exposição Jorge Amado e Universal

Postado por soteropolis

A exposição Jorge Amado e Universal reúne itens do acervo da Fundação Casa de Jorge Amado. Personagens característicos da cultura baiana, matéria prima da obra do escritor, estão espalhados por cada um dos quatro módulos que contam a trajetória do homem que foi Jorge Amado. A mostra apresenta objetos, fotos e instalações que revelam as várias faces do escritor, um autor com livros traduzidos em 55 países.

A exposição veio do Museu da Língua Portugues em São Paulo, onde foi apreciada por milhares de pessoas nas semanas em que esteve em cartaz. A riqueza do material exposto, entrega ao público o Jorge Amado político (ele foi eleito deputado federal por São Paulo), amigo atencioso, homem da família, e acima de tudo, brasileiro.

Fotografias compõem a exposição

A exposição ocupa vários espaços do MAM – térreo do casarão, capela e a galeria. Está dividida em módulos, cada um deles dedicado a um aspecto marcante da vida de Jorge Amado. São fotografias, objetos, roupas, folhetos de cordel, filmes e imagens, além de depoimentos de amigos, artistas, críticos e anônimos.

Você pode visitar a exposição até o dia 14 de outubro, de terça a sexta, das 13h às 19h, e nos sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h. A visitação é gratuita.

 

ago
23

Ilhéus e os Talentos na Música

Postado por soteropolis

Quando se fala na cidade de Ilhéus, a princesinha do sul da Bahia, obviamente vem à cabeça a obra de Jorge Amado. Mas se engana quem pensa que é só nessa área das artes que o município exporta talentos. Tem muita gente boa na área da música, com uma trajetória de respeito construída, e que vem de lá.

Saul Barbosa

A exemplo de Saul Barbosa, violonista e compositor, morto em 2010. Saul é reverenciado por artistas de todo o Brasil, totalmente influenciado pela bossa nova e pelo tropicalismo. Trabalhou com grandes nomes da música popular brasileira e é lembrado com muito carinho.

Clécia Queiroz

Cantora, atriz, dançarina e professora, Clécia Queiroz diz que a infância em Ilhéus foi fundamental influência para se empenhar no mundo das artes e da educação. Filha de um renomado advogado da cidade, a vocação de Clécia sempre esteve muito clara desde cedo, e mesmo tendo saído cedo para Salvador (motivada pelas aspirações profissionais), é Ilhéus que Clécia chama de casa.

O Quadro

Na ativa em Ilhéus há quinze anos, O Quadro é um dos mais antigos grupos de hip-hop da Bahia, e após inúmeros demos e EPs lançados, colocou na praça seu primeiro álbum. A banda tem influências  do old school e do new school do rap americano, sem deixar de colocar na sua música, elementos do ijexá, reggae dub e das guitarras de Jimi Hendrix. Com um detalhe importante: nada de playback ou bases. O Quadro é uma banda, com músicos e três MCs.

Itassucy

Contemporâneo de Saul Barbosa (amigo com quem chegou a morar junto), o ilheense Itassucy soma quase 40 anos de carreira, com uma trajetória de cantor e compositor que segue firme e forte. Itassucy é conhecido por todo o sul da Bahia, e em Ilhéus, atua como agitador cultural, onde cria projetos louvados pelo público, como o “Música na Praça”.

 

 

ago
22

Centenário de Nelson Rodrigues

Postado por soteropolis

Neste ano, vários centenários de nascimento estão sendo comemorados. Luiz Gonzaga, Jorge Amado e Nelson Rodrigues, que faria aniversário de 100 anos no dia 23 de agosto. Nelson nasceu em Recife, mudando-se ainda criança para o Rio de Janeiro, onde começou a sua carreira de jornalista nos jornais Correio da Manhã e A Manhã, o último sendo de propriedade de seu pai.Desde essa época, já era evidente a inclinação de Nelson pelos assuntos que escandalizavam a sociedade do início do século XX. Com apenas 13 anos, no Jornal A Manhã, assumiu as páginas policiais, sem saber que dali tiraria muita inspiração para suas crônicas e romances.

Nelson Rodrigues além de jornalista, foi escritor  e cronista esportivo. Mas foi como dramaturgo que entrou para o inconsciente coletivo brasileiro. Meio que sem pretensão, Nelson viu no teatro uma forma de enfrentar uma má fase financeira, escrevendo sua primeira peça, A Mulher Sem Pecado. Ao total, foram dezessete peças teatrais, que se dividiam em quatro fases: Peças Psicológicas, Peças Míticas, Tragédias Cariocas I e Tragédias Cariocas II. Entre as mais famosas estão  “Vestido de Noiva”, “Valsa nº 6” e “Bonitinha, Mas Ordinária”.

O Anjo Pornográfico, como era apelidado, tinha uma personalidade muito forte e irreverente. Não abria mão de relatar em seus textos o lado obscuro da sociedade, falando de traição, manias, crimes passionais e sensualidade. Através de suas frases polêmicas, provocava e sintetizava a sua reflexão sobre a vida. Como não refletir e reconhecer a contemporaneidade das frases: “O Brasileiro é um Feriado” ou “Sexo é Para Operário”?

Muito da obra de Nelson ficou conhecida através do Cinema Nacional. Foram mais de vinte adaptações. Alguns títulos se tornaram clássicos, como “Bonitinha, Mas Ordinária” (que foi filmado três vezes), “Toda a Nudez Será Castigada” (1973, de Arnaldo Jabor) e “Perdoa-me Por Me Traíres” (1983, de Braz Chediak e música tema de Chico Buarque) e “A Dama da Lotação (1978), com Sônia Braga.

Nelson comungava com os brasileiros a paixão nacional pelo futebol. Seu time de coração era o Fluminense, mas ele estava aberto para escrever sobre qualquer outro time e qualquer situação ocorrida dentro das quatro linhas de um campo. Abordava o que ficava de fora dos comentário futebolísticos. Para ele o que interessava era traduzir o efeito provocado por aquele esporte nas pessoas.

Em 1980, Nelson Rodrigues morreu devido a problemas cardíacos e respiratórios, deixando um legado muito forte. Com ele, o Brasil aprendeu a discutir assuntos que antes eram tidos com tabu. Se não discutiam – devido a uma cultura machista e hipócrita  – pensava sozinho em seu quarto ou se entregava aos prazeres descritos por ele. Nelson fez o Brasil se enxergar de dentro para fora, expondo todos os seus anjos e diabos.

ago
21

Livro infantil de Jorge Amado é tema de trabalhos escolares

Postado por soteropolis

 

No ano dedicado as comemorações do centenário de nascimento de Jorge Amado, os trabalhos escolares sobre as obras do escritor se tornaram essenciais. Para o público infantil, Jorge Amado escreveu O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá (1976), e A Bola e o Goleiro (1984). A equipe do Soterópolis acompanhou algumas atividades dos alunos do Colégio Bom Pastor, em Brotas, focadas no livro O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá. Os estudantes prepararam ilustrações, poemas, redações e avaliações do livro que aborda a história de amor entre o gato malhado e a andorinha Sinhá. O texto foi escrito em 1948, em Paris, para o filho do escritor João Jorge, que completava um ano de idade. Guardado durante quase 30 anos, o original foi reencontrado, em 1976. João Jorge mostrou o material para Carybé, e o artista ilustrou as páginas
datilografadas. Diante da situação, Jorge Amado resolveu publicar o livro. .“Diante do que não tive mais condições para recusar-me à publicação por tantos reclamada: se
o texto não paga a pena, em troca não tem preço que possa pagar as aquarelas de Carybé”.
Para fazer a história, Jorge Amado se inspirou na tradição popular das narrativas orais e colheu o tema de uma trova do poeta Estêvão da Escuna.

 

 

“O mundo só vai prestar
Para nele se viver
No dia em que a gente ver
Um maltês casar
Com uma alegre andorinha
Saindo os dois a voar
O noivo e sua noivinha
Dom Gato e Dona Andorinha”

Trova e filosofia de Estêvão da escuna,
poeta popular estabelecido
no Mercado das Sete Portas, na Bahia

ago
21

As muitas caras do Santo Antônio Além do Carmo

Postado por soteropolis

 

O bairro leva o nome de santo, mas para além das belíssimas Igrejas e dos casarões coloniais, o lugar chama atenção por manter na capital um jeito de cidade do interior. Famílias antigas, vizinhos que se chamam pelo nome, crianças que brincam nas ruas, praças ocupadas por quem gosta de um bom dominó. Todo este cotidiano do Santo Antonio Além do Carmo, um dos bairros mais antigos do Brasil, ganha destaque nas lentes do fotógrafo Paulo Munhoz, na exposição “A Cara do Santo”. Através do projeto cultural “Antônio, o Santo Além do Carmo”, Paulo devolve aos moradores e ao público imagens que são espelhos de seus costumes e tradições.

Através de fotografias e vídeo entrevistas que contribuem para o fortalecimento da identidade local, os cliques de Munhoz reforçam momentos da rotina, das festas e da memória desta comunidade tão viva e enraizada em suas histórias.

Quem ainda não viu, tem que correr. A exposição fica só até o próximo dia 25, no Forte do Santo Antônio, também conhecido como Forte da Capoeira. A entrada é gratuita.

O Soterópolis cobriu o lançamento da “A Cara do Santo” e de quebra ainda conversou com o fotógrafo e os moradores locais. Fiquem ligados que a reportagem vai ao ar no programa do dia 23!!

Serviço:

O que: Exposição fotográfica
Quando: Até 25 de agosto
Horário: de segunda a sexta das 9h às 18h.
Onde: Forte do Santo Antônio Além do Carmo, largo do Santo Antônio s/n, Centro Histórico.
Entrada Franca

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