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Histórico de junho de 2011

jun
7

Companhia de Teatro da UFBA celebra 30 anos

Postado por soteropolis

Em 1981, começou a história da Companhia de Teatro da UFBA, oficializada alguns anos depois, em 1984. Formada por professores, técnicos, alunos e convidados, a Cia é voltada para criação e produção de espetáculo com alto valor criativo e apurado trabalho de ator, além de textos inéditos ou pouco conhecidos. A peça Seis Personagens à Procura de um Autor, de Luigi Pirandello, dirigida por Harildo Déda, marcou a estreia da companhia.

O grupo seguia os passos de Eros Martim Gonçalves, que criou A Barca, concomitantemente à inauguração da Escola de Teatro da UFBA, para alinhar o ensino teórico à prática e profissionalizar às artes cênicas locais. Com a saída de Martim Gonçalves da direção da Escola de Teatro, A Barca se dissipou, sete anos após a formação, mas a semente estava lançada e, após os anos mais duros da ditadura militar, nasceu A Companhia de Teatro da UFBA.

Na década de 80, a Cia era apontada como um dos mais efervescentes produtores culturais de Salvador. Entre os espetáculos montados pelo grupo, ao longo dessas três décadas, destacam-se: Seis Personagens à Procura de um Autor, A Caverna, O Menor Quer Ser Tutor, Mãe Coragem e Arte. Essas produções reuniram nomes consagrados como Carlos Petrovich, Gideon Rosa, Harildo Déda, Nilda Spencer, Wilson Melo, Yumara Rodrigues, Márcio Meirelles, Iami Rebouças, e tantos outros, que fortaleceram o teatro baiano e acumularam diversos prêmios. Muitos artistas lembram entusiasmados dos tempos áureos do grupo, quando a companhaia chegava a montar quatro espetáculos por ano, com baixo custo e muita criatividade. Atualmente o grupo realiza, em média, dois espetáculos por ano. O mais recente foi Fim de Partida, texto clássico de Samuel Beckett, dirigido por Ewald Hackler.

jun
2

Elias Andreato e a arquitetura do solo teatral

Postado por soteropolis

Com mais de 30 anos de experiência, o ator consolida sua carreira em trabalhos solos

Por Arlon Souza

Cena do trabalho solo "Doido"

 

O temperamento aparentemente  leve e sereno de Elias Andreato é intrigante, quando se pensa nas personagens interpretadas por ele. O pintor holandês pós-impressionista Van Gogh (1853-1890), o ator e dramaturgo francês Antonin Artaud (1896-1948) e o escritor inglês Oscar Wilde (1854-1900) são alguns dos papéis emblemáticos de sua carreira. O universo poético de cânones da arte universal, como o russo Anton Tchekhov (1860-1904) e o inglês William Shakespeare (1564-1616), também estão entre os inúmeros pensadores que dão base e orientam as montagens do artista.

O refinamento de Elias Andreato para a composição cênica está estreitamente ligado à sua carreira. Já no início da trajetória profissional, em 1977, estreou em “Pequenos Burgueses”, peça clássica de Máximo Gorki, com direção de Renato Borghi. Daí em diante se manteve em exercício pleno da arte dramática, ganhando prêmios de repercussão nacional, a exemplo do “Shell” e do “APCA”.

No último final de semana, pela terceira vez  no Theatro XVIII, no Pelourinho, o ator apresentou o sexto solo de sua carreira como intérprete, intitulado “Doido”. Nesse trabalho, ele mergulha novamente na obra de autores clássicos das artes plásticas, literatura e dramaturgia, para a construção de um trabalho minimalista, intimista e cheio de simbologia. Andreato dispensa o uso de grandes recursos cênicos, focando a sua performance em pequenos signos, fragmentos de textos e pensamentos de grandes mestres da arte. Com apenas uma mesa, um banquinho e alguns objetos, como uma mala, uma boneca, um barquinho de papel, uma vela e uma penca de chaves, ele desenha toda a cena. Nesse ambiente, o investimento na iluminação, na máscara facial e no gestual torna-se ainda mais estruturante.

Alternando-se nos papéis de intérprete e diretor, o artista acumula 12 solos em sua carreira, e já dirigiu diversos atores de renome nacional. Entre eles, Paulo Autran, Celso Frateschi, Marília Pêra, Cristina Pereira e muitos outros. Todas essas experiências fazem dele um dos grandes arquitetos das artes cênicas no Brasil.

Quer conhecer mais da personalidade enigmática e provocante de Elias Andreato? Assista ao Soterópolis desta semana. Quinta-feira, às 22h. Reprise no domingo, às 18h.

Assista aqui um trecho do solo “Doido”.

 

 

 

 

jun
2

As texturas ecológicas e sociais de Márcia Ganem

Postado por soteropolis

A estilista foi convidada pelo Soterópolis para assinar o figurino da apresentadora Luciana Accioly durante o mês de maio

Por Arlon Souza

A designer de moda Márcia Ganem

Em Salvador, a integração entre os artesãos e os projetos sociais com o trabalho dos designers de moda vem se tornando uma tendência. Nesse movimento, estão Márcia Ganem, Luciana Galeão, Valéria Kaveski, Gabriela Lisboa e outras profissionais dessa área. Os criadores investem em conceitos como sustentabilidade, tradições culturais e reciclagem.

Nesse caminho há mais de 15 anos, a estilista descobriu uma matéria-prima, para a confecção de suas peças de vestuário, que se tornou uma patente internacional nos Estados Unidos e alguns países da Europa: a fibra de poliamida. Muito utilizada pelo setor automobilístico, ela é utilizada na fabricação de airbags, calçados, carpetes e uma infinidade de sintéticos.

Outro material muito usado por Ganem é a gaze hidrófila, composto das ataduras, que imprime texturas e formas bem particulares às suas coleções. As peças de Ganem incluem ainda o artesanato produzido por projetos sociais e comunidades, a exemplo da renda de bilro produzida pelas rendeiras do município de Saubara, no Recôncavo Baiano. O resultado é uma moda que fortalece a sustentabilidade, a identidade cultural e a consciência ambiental.

Sinta as texturas e nuances da designer de moda Márcia Ganem no Soterópolis desta semana. Quinta-feira, às 22h. Reprise no domingo, às 18h.

Confira um dos últimos desfiles de Márcia Ganem, no Capital Fashion Week, em Brasília.

Desfile de Márcia Ganem no CFW em Brasília (2011)

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