IRDEB - Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia
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Histórico de outubro de 2010

out
29

Domingo tem Soterópolis

Postado por soteropolis

Veja reprise do programa às 18h do domingo!

Carlinhos Brown, Devaneios com Sandro Pimentel, Festival Bigbands e muito mais

out
29

História e arquitetura numa fotografia

Postado por soteropolis

exposicao arquiteturas popularesO português António Menéres ganhou a sua primeira máquina fotográfica aos sete anos de idade. A partir daí nunca deixou de fotografar, nem mesmo quando escolheu a arquitetura como profissão oficial. Enquanto atuava, clicava as formas e construções que caracterizam o país lusitano.

Em 1955, profissionais ligados ao Sindicato dos Arquitetos de Portugal se juntaram para realizar um trabalho de investigação cultural sobre a arquitetura popular do país. Durante cinco anos, precorreram muitos lugares e analisaram como as construções e as populações ajudaram a construir um referencial arquitetônico. Este período foi de grande produção para Menéres. Em muitos disparos, o fotógrafo/arquiteto registrou também o povo, o cotidiano e o ambiente rural que tanto remete à aura lusitana. “Este Inquérito Cultural foi um trabalho muito importante para estudiosos e alunos, e com este trabalho, tive a oportunidade de comparar décadas sobre décadas as alterações que a arquitetura vem sofrendo”, conta.
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out
28

Cacique Brown lança dois novos discos que resumem sua maturidade musical

Postado por soteropolis
Foto: Tiago Lima

Foto: Tiago Lima

Um dos maiores ícones da música brasileira, expoente da Bahia pelo mundo, o cantor, compositor e instrumentista Carlinhos Brown hoje se sente maduro. Ele mesmo se diz assim: atingiu um nível musical reforçado pelo desejo de fazer trabalhos cada vez mais autorais. Brown acaba de lançar dois novos discos: Diminuto, onde reafirma o valor da canção em seu formato de poesia musicada, e Adobró, disco que traz bases rítmicas mais eletrônicas.

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out
28

Big Bands

Postado por soteropolis
Cartaz do Big Bands feito pela designer Silvis

Cartaz do Big Bands feito pela designer Silvis

Toda cena de rock tem um festival que se preze. E nem é por nada não, mas atualmente, falem bem ou falem mal, a Bahia tem três: o Palco do Rock (que ocorre a cada carnaval), o BoomBahia, e o Big Bands.

O Big Bands assim se chama, por ser uma criação relacionada a Rogério Brito, o “Big Bross” – uma das figuras mais ativas no combustível da produção local, seja produzindo shows ou lançando discos e EPs das bandas. Big (como é conhecido), faz parte do Coletivo Quina Cultural, cujos esforços são responsáveis pela realização do Big Bands, o festival.

Entre os dias 20 e 24, a terceira edição do Big Bands colocou no Largo Pedro Arcanjo, no Pelourinho 16 bandas ao todo, em uma programação que prioriza o que é novo, e não dá muita bola pra grandes nomes bombados. A missão do festival é mesmo mostrar ao público o que é novo. Daí foram escalados nomes como a Jonas (esses são hardcore, favor não confundir com os Jonas Brothers), TenTrio, Vendo147, Maglore, Ênio e a Maloca, Você me Excita e tantos outros (foram 16 atrações ao todo).

O festival recebeu 240 inscrições de bandas interessadas em tocar. 180 só da Bahia e o resto de todo canto do Brasil. O coletivo Quina Cultural se articula com outros coletivos baianos, no sentido de atrair boas bandas de fora do estado para as quais, mesmo sem cachê, vale a pena vir tocar. No mesmo fim de semana que aconteceu o Big Bands em Salvador, aconteceu o Feira Noise em Feira de Santa e o Suíça Baiana, em Vitória da Conquista.

E a meta do pessoal do coletivo Quina Cultural é estender o Big Bands a outras áreas de Salvador, conseguir realizar um festival mais circulante e diversificado. Ficamos na torcida!

out
27

Por que uma casa de espetáculos não se mantém apenas com apresentações de peças teatrais?

Postado por soteropolis

“Não é possível um teatro sobreviver apenas com apresentações de peças”. Essa é a opinião de muitos empresários da área, como é o caso de Patrícia Dias, idealizadora do Ciranda Café Cultura & Artes; da diretora do Teatro Módulo, Vadinha Moura; e do diretor artístico do Teatro Gamboa Nova, Rino Carvalho. A equipe do Soterópolis conversou com esses gestores culturais para saber quais as estratégias utilizadas para a manutenção das casas de espetáculos.

Bilheteria do Teatro Módulo - Foto: Divulgação

Bilheteria do Teatro Módulo - Foto: Divulgação

Na opinião da diretora do Teatro Módulo, Vadinha Moura, uma dica é aliar qualidade e preço acessível. Ela acha que quando o espetáculo tem qualidade, o público comparece em qualquer dia e horário. As apresentações da Banda de Boca, por exemplo, lotavam o teatro em plena quarta-feira.

A diversidade de serviços também é uma forma de atrair público. O Ciranda Café, no Rio Vermelho, por exemplo, possui espaço para eventos, teatro, restaurante e loja. Outro problema apontado pela empresária Patrícia Dias é que os administradores querem retorno financeiro imediato e, nesse tipo de negócio, o retorno é demorado.

Visão interna do Ciranda Café Cultura & Artes

Visão interna do Ciranda Café Cultura & Artes - Foto: Divulgação

Mas os altos e baixos do teatro baiano são recorrentes. Quem sabe bem disso é o diretor artístico do Teatro Gamboa Nova, Rino Carvalho, que há três anos administra o espaço. Para ele, a ausência de público também está ligada a uma questão cultural. Existe ainda a idéia errônea de que teatro é coisa chata e de elite. Ele diz também que as pessoas não deixam de ir ao cinema quando assistem a um filme ruim, mas, no caso do teatro, as pessoas tendem a generalizar e deixam de ir ao teatro quando não gostam de determinada peça. Apesar de todos os problemas, Rino lembra que o teatro sempre existiu e cita Mário Quintana “Eles passarão. Eu passarinho!”.

out
22

SuperBacana – volume 1

Postado por soteropolis

Foto: Alex Dantas

Foto: Alex Dantas

Inspirados no som conceitual e irreverente do Tropicalismo, Doces Bárbaros, Novos Baianos e A Cor do Som, quatro artistas se encontram para mostrar canções que marcaram uma época.
Dirceu Factum, João Figuer, Mabel Dannemann e Morgana D’Ávilla são os intérpretes que prometem anunciar um Verão 2010-2011 com novidades na produção musical da Bahia.

A proposta do show SuperBacana – volume 1, é mostrar ao publico como estas músicas são contemporâneas. Para quem viveu este momento, um revival. Para as novas gerações que ainda não conhecem estas canções e seus criadores maravilhosos, a chance de embarcar em um inventivo universo sonoro e poético.

Para compor este painel multicultural, o SuperBacana reuniu parte de uma vasta pesquisa musical (daí porque o “volume 1”) a partir de 440 canções pré-selecionadas, daí o grupo escolheu 32 músicas representativas da época que no roteiro surgem em blocos costurados por rápidas “vinhetas teatrais”, pequenos textos que ilustram e, de certa forma, anunciam a novo sequência de números musicais.

“Visitamos os tropicalistas, os Novos Baianos, voltamos ao encontro de Gil,Caetano, Gal e Bathania, através das canções dos Doces Bárbaros, passamos por Riachão… (“Cada macaco no seu galho”…) e vamos até o trio elétrico Dodô e Osmar, nos tempos do Carnaval da mortalha. É revival, é homenagem, é celebração. Um show genuinamente brasileiro que mostra em forma festival e ensolarada como temos perolas no nosso acervo musical, em particular nesta década (70). Uma década riquíssima, cheia de atitude e mudanças na Bahia e no Brasil”, comenta Dirceu Factum, idealizador e roteirista do projeto.

A banda escolhida também contribui para que a sonoridade do projeto seja nova. Um power trio formado por Codó Lima [guitarra], J.Anderson [baixo] e Dito [bateria] garantem uma nova cor para as pérolas do repertório que, com certeza, vai seduzir o publico.
Para dar mais brilho e encantamento ao show, os cantores vestem looks assinados pela estilista Carolina Galo, da marca Bananamaçã (Grupo Nina). Como elemento agregador de linguagens artísticas, o projeto tratou de convidar também fotógrafos, artistas plásticos e atores que farão performances.

A programação da Mostra Fotográfica Digital SuperBacana serão nos dias:
Dia 06 – Alex Dantas com a mostra intitulada “Diferente Odoyá”.
Dia 13 – Valéria Simões. Mostra: “Ensaio Aberto”.
Dia 20 – Fotografo Paulo Sousa. Mostra: “Outro Olhar”.
Dia 27 – Andréa Lago. Mostra “Tudo Super”

out
22

1960: Romantismo e experimentação na música brasileira.

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amplificado

A primeira metade da década de 1960 foi marcada por uma certa inocência. A Jovem Guarda surgiu como um movimento que mistura música, moda e comportamento.

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out
21

O som ancestral e imagético do cantor e compositor paulistano André Abujamra

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Por Arlon Souza

Convidado para a abertura da Mostra Sesc de Artes deste ano, o artista apresentou em Salvador o show-filme Mafaro, uma mistura de música e audiovisual que leva o nome do terceiro CD de sua carreira

Show-filme Mafaro

Show-filme Mafaro

No palco, os intrumentos seguem o ritmo e o compasso das imagens. Nos telões, a participação de diversos artistas, como Luiz Caldas, Zeca Baleiro e Antonio Abujamra, pai do músico.

O espetáculo tem o tempo exato de 57 minutos e faz uma referência a cultura africana, as raízes e a essência do povo brasileiro. Por isso, o show começa  com a canção “Origem” e se propõe a não ter bis, por causa do tradicional e cinematográfico THE END. Mas, a empolgação do público baiano levou André Abujamra a fazer quatro bis.

Mafaro,  que na língua do Zimbabwe significa alegria, é o terceiro disco de sua carreira, e pode ser entendido  como um grande manifesto pela sensibilidade humana. Um apelo sensorial, onde o público é convocado a prestar atenção na riqueza da simplicidade da vida, como diz o refrão de “Imaginação” – Preste atenção nas coisas que não chamam atenção/ Preste atenção no prisma da bolinha de sabão/ Preste atenção nas coisas que não são na cara/ Uma gota de orvalho no telhado é jóia rara.

André Abujamra em entrevista ao Soterópolis

André Abujamra em entrevista ao Soterópolis

A genialidade das letras e melodias do músico está na poesia do cotidiano, com um caráter bem filosófico, e no olhar atento aos sons do mundo. Em suas andanças, ele se intitula como uma “esponja”, que absorve música por onde passa. Diz que até mesmo uma conversa com uma baiana de acarajé pode inspirá-lo a compor. E é por isso mesmo que a sua musicalidade está no “linguajar” de suas canções. Nas vozes que o mundo canta pelo cotovelo.

Todo o universo de criação de Abujamra também dialoga com o cinema,  afinal ele já compôs trilhas para mais de 40 filmes brasileiros. Inclusive, o famoso “bum, bum, bum, castelo rá-tim-bum”, tema de abertura do programa na TV Cultura, é assinado por ele. Aliás, através desse trabalho, é possível perceber uma característica marcante de sua personalidade: o vínculo com a infância. Com toda a licença poética, nos olhos do artista se vê duas crianças, traquinas e teatrais de tanta criatividade, coisa antiga, desde o seu trabalho nas bandas “Os Mulheres Negras”, na década de 1980, e “Karnak”, da década de 1990, nas quais ele já mostrava toda a sua irreverência e experimentação.

Acesse todo o universo fantástico da música de André Abujamra no Soterópolis desta semana. Quinta-feira, 22h. Reprise no domingo, às 18h. E aproveite ainda para curtir o som dele no myspace.

out
21

Gotan Project lota TCA em apresentação na capital baiana

Postado por soteropolis

GotanProject

O Gotan Project surgiu em Paris, pelas mãos do trio Philippe Cohen Solal (francês), Eduardo Makaroff (argentino) e Christoph H. Müller (suíço). Antes desta formação do grupo existia um trabalho chamado Boys From Brazil, em que ironicamente (a banda não tinha nenhum brasileiro) os três construíam música eletrônica para tocar nos clubes e boates da Europa, misturando bossa nova e samba com ritmos para as pistas como o drum n´bass. Isso foi lá por 1995.

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out
21

Homenagem a Saul Barbosa

Postado por soteropolis

saul-barbosa

Saul Barbosa nasceu em Ilhéus, Recôncavo Baiano e teve sua primeira música gravada aos 26 anos. Como bom baiano que era, sofreu influências da tropicália e da bossa nova e se destacou por escrever e cantar a Bahia com traços poéticos que encantavam o Brasil e o mundo.

Saul foi parceiro, mestre e compositor de muitos artistas e teve músicas interpretadas por Daniela Mercury, Elba Ramalho, Ivete Sangalo, Asa de Águia, Araketu, Chiclete com Banana e muitos outros grandes intérpretes. Compôs mais de 200 canções e gravou cinco álbuns, entre suas grandes composições, Menino do Pelô, que na voz de Daniela Mercury, ajudou a alavancar as vendas do primeiro disco da artista.

Faleceu no último dia 15 de setembro, aos 56 anos, após passar 90 dias no leito hospitalar. Saul Barbosa fazia tratamento para insuficiência renal há nove anos.

O Soterópolis preparou uma homenagem ao artista.


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