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Histórico para categoria ‘Palco’

ago
14

Entrevista Ivani Santana

Postado por soteropolis

Por Danúbia Lisboa

Entrevistamos a professora Ivani Santana, referência nacional na área de dança. Conversamos sobre o seu novo projeto, que une espetáculo e intervenção urbana e também sobre o seu interesse na articulação entre dança e tecnologia, que tem tido grande relevância dentro do campo contemporaneidade. O que isso impacta no campo, no público, no cenário das artes em geral? E quais as origens dessa relação?
Ela nos respondeu todas estas questões e muitas outras! Assista hoje às 22h no Soterópolis!

 

 

 

 

ago
8

Tubo De Ensaio – Toda Forma De Amor, Um Musical – Parte 1

Postado por soteropolis

Por Marina Montenegro

A proposta do Tubo de Ensaio é acompanhar o processo artístico de uma manifestação. Para este mês acompanhamos o musical Toda Forma de Amor, dos diretores Claudio Simões e George Vladimir.

A peça conta a história de cinco amigos na transição da juventude para a fase adulta e se ambienta entre os anos 1988 e 1991. O espetáculo conta com uma banda, que tocará ao vivo músicas de Lulu Santos, Cazuza, Caetano Veloso, Titãs e Paralamas do Sucesso, além de outros artistas que marcaram a década de 1980.

O processo de construção da montagem teve preparação vocal dos atores, ensaios com a banda, ensaios de texto e aulas de corpo e cenografia. O Soterópolis foi conferir como foi este processo e apresenta a construção do espetáculo esta semana.

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Na semana que vem você pode assistir ao resultado deste tubo de ensaio.

 

SERVIÇO:

Toda Forma de Amor

Estreia 08/08 (sexta-feira)

Teatro Acbeu – Corredor da Vitória

21h

R$50 inteira

 

jul
31

Entrevero Instrumental

Postado por soteropolis

Por Danúbia Lisboa 

Entrevero é um tradicional prato típico da região sul do Brasil, onde são misturados muitos ingredientes. E com essa proposta,  a banda Entrevero Instrumental surge misturando diversos sons e culturas em suas músicas. A partir da vontade de fazer música instrumental, cinco jovens se uniram para difundir o gênero musical pelo país, já baseado em experiências internacionais que viveram antes de formar a banda.

A Entrevero Instrumental tem uma longa caminhada. Já tocou em grandes festivais de música como o Savassi Festival em Belo Horizonte, o Joinville Jazz Festival e o Festival de Inverno de Garanhuns. Também integrou o  Circuito SESC Teatros, Circuito SESC Música e o Circuito Cultural SESI, passando por mais de 40 cidades do Brasil. Realizou também uma turnê em 2013 por França e Espanha, com apoio do Ministério da Cultura.

Conheça a Entrevero Instrumental, hoje às 22h no Soterópolis!!

mai
1

O trabalho do cenotécnico

Postado por soteropolis

Por Denise Dias

Quando você assiste a um espetáculo teatral se dá conta dos muitos elementos que se interligam para aquela realização: direção, ator, luz, figurino, maquiagem, trilha musical, cenário… É uma demanda daquelas!

A harmonia entre todos é essencial para o sucesso do projeto. Hoje vamos nos debruçar sobre o trabalho do cenotécnico. A principal função desse profissional é concretizar o projeto do cenógrafo, articulado com outras equipes como marcenaria e serralheria.

Ao contrário do que muita gente imagina a criatividade não é o que impulsiona a atividade. O cenógrafo precisa estar atento aos materiais que serão utilizados e que caibam no orçamento, à dinâmica de montagem e desmontagem de cenários e a questões relacionadas à segurança da equipe. Existem inclusive normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego que auxiliam esse profissional.

Nós conversamos com várias pessoas que atuam no ramo como Leandro dos Santos, Alexandre Moreira, Adriano Passos e André Cruz. Uma queixa comum é a falta de cursos regulares para técnicos que atuam nos bastidores das produções teatrais. E diante desse cenário, a prática acaba se tornando a principal escola dos cenotécnicos.

 

abr
28

No princípio era a Dança, e a Dança estava com Deus, e a Dança era Deus

Postado por soteropolis

anderland_CTL_2por Silvana Moura

Formada em 1996 pela coreógrafa e performer grega Toula Limnaios e pelo compositor alemão Ralf Ollertz, o que mais impressiona na companhia Toula Limnaios, não é a incrível noção de espaço e movimento, nem a sabedoria em lidar com os recursos cênicos ou a qualidade dos intérpretes. Isso se espera de um bom espetáculo, mas Toula potencializa a capacidade expressiva da dança, como se a dança fosse o verbo. A primeira vez que assisti à companhia, lembrei-me do primeiro capítulo do Evangelho de João: “ No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus”.

Para a turnê brasileira (Londrina, Salvador, Belo Horizonte, Florianópolis, Foz do Iguaçu e Natal), Toula escolheu “anderland”{outraterra}, um ensaio coreográfico que reflete sobre o tempo, como nós o percebemos e sentimos sua passagem. São sete dançarinos em cena, criando movimentos e discursos sobre a vida. Às vezes com delicadeza, outras vezes com violência como na sequência em que todos os dançarinos da companhian se voltam contra uma dançarina, desprezam-na e agridem-na com chutes e empurrões numa movimentação precisa e surpreendente.Toula abre espaço para refletirmos sobre nosso isolamento, sobre a incomunicabilidade atual, sobre a distância entre nós.

No início do espetáculo ouvimos diversas emissoras, trechos de  programas, entrevistas e reportagens, algum tempo depois, os  dançarinos apanham jornais e atiram para o alto. Estamos cercados  de notícias e informações, mas quão profundamente elas nos  tocam?

“anderland” indaga-nos sobre como podemos estar no país dos  outros, como podemos ser leves em tempos pesados, como  podemos flutuar.
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Ver uma apresentação do grupo, não é só assistir aos dançarinos, mas olhar para dentro de si, refletir sobre os conflitos e enigmas da existência. Toula nunca coloca respostas no palco, ela nos sacode com suas indagações, sempre com destreza técnica impecável e criatividade. Ela consegue provocar sensações nos espectadores através de movimentos e imagens poéticas com uma dança que amplia as possibilidades da linguagem corporal, por isso Toula Limanaios firma-se como umas das grandes criadoras da dança contemporânea e sua companhia é uma das mais expressivas da atualidade.


 

Serviço

“anderland”

cie Toula Limnaios

www.toula.de

quinta, 17/04/2014 às 20 horas

Teatro Vila Velha

abr
22

Agenda Cultural

Postado por soteropolis

Veja as dicas de eventos e projetos culturais que o Soterópolis separou para a sua semana!

abr
17

A dança urbana da Cia. Fusion

Postado por soteropolis

Por Denise Dias

Uma das atrações do Vivadança Festival Internacional foi a Cia. Fusion de Danças Urbanas. O grupo mineiro, fundado em 2002, apresentou em Salvador a coreografia Meráki, que busca referências no cotidiano e também no House Dance, no Hip Hop Dance, no Breaking (Rocking) e o Waacking, além de revelar uma forte influência de Danças Africanas.

O primeiro espetáculo da Companhia Fusion de Danças Urbanas foi “Som”, de 2009. Em seguida, em 2012, veio “Matéria Prima”. No ano seguinte, o grupo montou Meráki, que estabeleceu um diálogo entre dança, música e fotografia, a partir da criação do coletivo Casa Urbana. A coreografia Meráki foi construída coletivamente e tem direção artística de Leandro Belilo.

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Atualmente a Cia está em processo de construção do quarto espetáculo “Quando Efé”, que será pautado na cultura tradicional mineira em diálogo com a cultura do Hip Hop, com estréia prevista ainda para este ano.

Saiba mais em www.ciafusion.com

abr
9

O Compadre de Ogum no teatro, ou melhor, na igreja

Postado por soteropolis
Atores e músicos do Cortejo Afro participam da encenação

Atores e músicos do Cortejo Afro participam da encenação

Por Zeca de Souza

Da obra de Jorge Amado Os Pastores da Noite, a história O Compadre de Ogum se tornou espetáculo de teatro sob a direção de Edvard Passos, que também assina aadaptação do texto.

A trama gira em torno da situação em que se encontra o personagem Massu, que acaba de saber que é pai de uma criança. Mas qual dos amigos deve ser o padrinho? Depois de muita confusão eis que o orixá Ogum assume para ele próprio a honra- aí é que aparece outro problema: será que a divindade será admitida na igreja para a cerimônia?
A motivação para o projeto nasceu do desejo de falar sobre Salvador. O motivo de ter ido em Jorge Amado vem de uma vontade de se reconectar com a Bahia antiga, a baianidade clássica que se perde ao passo em que Salvador se torna mais cosmopolita com o passar do tempo.
Ainda assim, houve o cuidado para aproximar o texto dos dias de hoje. O original é de 1950, ano de Copa do Mundo, a coincidência ideal para linkar com os dias de hoje, incluir gírias e outros signos atuais.
A peça estreou em plena semana de comemorações pelo aniversário de Salvador, no inusitado espaço da igreja de Santana – a paróquia mais conhecida popularmente como Igreja do Largo da Dinha, no Rio Vermelho.

A Igreja de Santana foi fundada no ano de 1580, no começo da colonização no Brasil, com o objetivo claro de expansão da catequese indígena – em um tempo em que o Rio Vermelho era uma localidade muito distante do que se considerava o centro de Salvador.
Nos anos 1960, com a fundação da nova Igreja de Santana (ao lado da colônia dos pescadores do Rio Vermelho) a antiga perdeu importância e apenas recentemente começou a ter atenção do poder público sobre ela.
O fato é que, em diversos locais do Brasil, edificações religiosas servem como espaço para atividades culturais e com a Igreja de Santana é perfeitamente aceitável tal adaptação, uma vez que, dá pra unir a ocupação com a proximidade do público que frequenta a maior zona boêmia de Salvador.
mar
28

SOTEATRO – Dramaturgo III – Adelice Souza

Postado por soteropolis

por Edinilson Motta Pará

O Soteatro que será exibido em 27 de março, dia do teatro, apresenta a terceira e última parte da série Dramaturgos. Desta vez, com uma entrevista  com a dramaturga e escritora Adelice Souza.

A autora estreou na literatura em 2001 com o livro de contos “As Camas e os Cães” que foi um dos vencedores do Prêmio COPENE de Cultura, Arte e Literatura de 2001. Em seguida lançou “Caramujos Zumbis” (2003), “Para uma Certa Nina” (2009) e o romance “O Homem que Sabia a Hora de  Morrer” (2012).

Seus contos estão em várias coletâneas nacionais (“30 Mulheres que Estão Fazendo a Nova Literatura Brasileira”, Ed. Record, “Aos pés das Letras”, Ed. Annablume, “Outras Moradas”, Ed Caramurê) e alguns foram traduzidos nos Estados Unidos e no Canadá.

Bacharel  em Artes Cênicas, como dramaturga e diretora teatral Adelice Souza escreveu cinco textos para teatro, sendo que quatro já foram encenados sob sua direção: “Fogo Possesso” (2005), “Jeremias, Profeta da Chuva” (2009), “Francisco, um Sol” (2010), “Kali, a Senhora da Dança” (2013), e um continua inédito, “Antônio, um Peixe” (2008).

Recentemente defendeu uma tese de doutorado no Programa de Pós Graduação em Artes Cênicas da UFBA, que aborda a relação entre os exercícios praticados na Yoga e a preparação dos atores para construção dos personagens.

Em abril estreia uma adaptação do seu livro de contos “As Camas e os Cães” para teatro com os atores Marcos Machado e Irema Santos, com o nome “A Atriz que Não Sabia Morrer”.

 

 

mar
26

Mulheres Musicistas em atuação na Bahia

Postado por soteropolis

por Denise Dias


O que há em comum entre as seguintes mulheres: Mariana Tudor, Patrícia Teles, Suzana Kato e Lívia Mattos? Todas são musicistas bastante talentosas. O Soterópolis conversou com as quatro para saber quais são as dores e delícias de se fazer música.

 

Mariana Tudor – Harpa

A romena Mariana Tudor escolheu se dedicar à harpa a partir dos 12 anos de idade. Foi instigada por uma professora de Bucareste, capital da Romênia, a ter contato com o instrumento, que anteriormente conhecia apenas das histórias infantis. Quando viu a harpa pela primeira vez, foi amor à primeira vista e passou a encarar profissionalmente o trabalho como harpista. Como no Brasil, principalmente no Nordeste, temos poucas harpistas, Mariana foi convidada a trabalhar em Aracaju e depois veio para Salvador, onde atua na Orquestra Sinfônica da Bahia.

 

 

Patrícia Teles – Bateria

Aos 11 anos de idade, a baiana Patrícia Teles começou a fazer capoeira e teve o contato inicial com instrumentos de percussão. Na memória dela, partiu daí o interesse pela bateria que hoje é seu material de trabalho. É como baterista que Patrícia faz apresentações, workshops e prepara um disco solo.

Quando chega para uma apresentação, quase sempre, as pessoas se surpreendem ao saber que a bateria vai ser tocada por uma mulher. Mas ela não se queixa de preconceito e reconhece também que sempre há uma forcinha dos amigos para carregar o instrumento.

 

Suzana Kato – Violoncelo

A paulista Suzana Kato acha que nós não escolhemos os instrumentos e, sim, os instrumentos nos escolhem. Foi assim no caso da relação dela com o violoncelo, identificado como o instrumento cujo timbre mais se aproxima da voz humana. Suzana lembra que antigamente era raro encontrar mulheres tocando violoncelo por vários motivos: não havia espigão, que serve para apoiar o instrumento; a moda exigia saias abundantes; e era preciso adotar uma postura, digamos, deselegante no contato com o cello. Hoje, a realidade é bem outra. E Suzana tem cada vez mais certeza de que o instrumento escolheu a pessoa certa.

 

 

 

Lívia Mattos – Acordeon

Lívia Mattos é a prova de que não existe idade máxima para aprender a tocar um instrumento musical. Foi só com 16, 17 anos de idade que ela começou a ter contato com o acordeon. Na época, ela era artista circense do Circo Picolino e passou a utilizar o instrumento como recurso cênico. Deu tão certo a relação de Lívia com a música que depois ela decidiu se dedicar integralmente à carreira musical. Lívia já fez show pelo Brasil afora e até no exterior. E ressalta que é preciso ter disciplina, mas não resta dúvida de que vale a pena se jogar nessa experiência.

 

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