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Histórico para categoria ‘Música’

ago
8

Gabi Guedes, a Ponte Percussiva Entre a Matriz Africana e a Música Popular

Postado por soteropolis

Por Zeca  Forehead 

Se você está atento à cena musical da Bahia, certamente conhece a figura de Gabi Guedes. Gabriel Guedes dos Santos, aos 52 anos, tem muita estrada; nascido no alto da Federação, Gabi desde cedo entrou em contato com a musicalidade da percussão.

Ainda muito criança viveu ao lado do terreiro de Mãe Menininha do Gantois e se encantava com os ritmos que ouvia a cada festa que acontecia no axé. Naturalmente pegava latas e panelas pra brincar, onde o dom foi percebido pela primeira vez: sua avó, Filha de Santo de Mãe Menininha, Dona Maria Felipa, o levou ao terreiro ainda jovem – onde mostrou seu talento e se tornou Ogã.

Após este ponto de partida musical, Gabi se dedicou a estudar as sonoridades e os ritmos: foi dos toques das tribos da Nigéria à percussão afrocubana de Carlos Santana, e o horizonte do percussionista se expandiu consideravelmente.

Foi convidado para tocar com Lazzo Matumbi, aprendeu a vida de instrumentista no palco, com companheiros de banda, e a lista de nomes com quem tocou só cresceu: Gerônimo, Margareth Menezes, Grupo Garagem por exemplo. Ao passo em que estudava novas possibilidades e entendia o seu próprio feeling musical, mantinha os pés fincados em sua origem criativa e rítmica: a música feita no Candomblé.

gabi guedes

Fonte: Reprodução

Posteriormente foi convidado pelo cantor de reggae Jimmy Cliff a fazer parte de sua banda, ocasião em que Gabi excursionou pelo mundo por nove anos e pôde tocar ao lado de grandes músicos.

O Maestro Letieres Leite, amigo de Gabi há pouco mais de trinta anos, pensou em montar um grupo com o percussionista ainda no embrião da ideia do que viria a se tornar a Orkestra Rumpilezz. A habilidade de Gabi em agir na transmissão do reduto sacro com outros tipos de música é especial (lembrando que a diversidade de trabalhos com que ele colaborou inclui grupos de rock como Cascadura e Retrofoguetes).

http://youtu.be/n9ojy9SMew8

Incensado por músicos, amigos e colegas, Gabi Guedes é uma unanimidade. Um músico cuja percussão é parte da persona, e via através da qual Gabi fala com extrema naturalidade, calor e leveza.

Integrante da banda base da Jam no MAM, além é claro da Orkestra Rumpilezz, o talento de Gabi Guedes pode ser visto a cada sábado, nas magníficas sessões de jazz no palco do Solar do Unhão em Salvador.

abr
25

Gratidão e celebração

Postado por soteropolis

Por Ticiana Schindler

“Por que de amor para entender
É preciso amar”

E como ele, só louco!

O poeta das águas, do vento e dos coqueirais de Itapuã, Dorival Caymmi, completa 100 anos de história na vida de muitos e principalmente, na música brasileira, alcançando seu lugar, também, internacionalmente. Para celebrar e homenagear o músico, a cidade de Salvador borbulha eventos de diversas vertentes artísticas.
Não fique de fora dessa comemoração, veja a programação que se estende até o final de 2014.

O centro da programação comemorativa que integra o projeto “Caymmi! De Itapuã para o Mundo…”, não poderia ser outro além de Itapuã, o bairro mais cantado por Caymmi. Lá, acontecerá a realização de ações na Casa da Música, na sede do Malê de Balê, na Praça Dorival Caymmi, no Abaeté e pelas ruas do bairro. Porém, a programação alcança outros espaços da capital e do interior do estado.

Entre os destaques da programação, que abrange shows, cortejos, exposições, palestras e bate-papo musicado, estão: a abertura da exposição Aquarela Caymmi, do artista Mauritano, na Casa da Música, no próximo dia 28, às 18h. A exposição circulará também pelos espaços da SecultBA na capital (Alagados e Plataforma) e no interior (Feira de Santana e Alagoinhas), entre agosto e dezembro. O Viva o Abaeté Especial Caymmi, com Morenas de Itapuã e Velha Guarda de Itapuã, será realizado, também, na Casa da Música, dia 29, às 18h, além de circular em outras instituições entre os meses de maio e julho.

No dia 30, data do centenário, a programação do bairro começa pala manhã com uma série de atividades. Às 14h30, haverá o Lançamento do Selo comemorativo do centenário, dos Correios, na Casa da Música e, às 15h, ocorrerá a abertura da exposição Hoje e Sempre Dorival Caymmi, no Abaeté. O Cortejo Caymmi! De Itapuã para o Mundo…, terá como ponto de partida o Abaeté, às 16h e fará uma trajeto até a Praça Dorival Caymmi, onde acontecerá o espetáculo homônimo, com os artistas Aloísio Meneses, Cláudia Cunha, Firmino de Itapuã, Jussara Silveira, Orquestra de Pandeiros de Itapuã, Roberto Mendes e Saraiva. A festa continua com o show Malê Canta Caymmi, às 21h e Dia 1º de maio, às 16h, com os artistas locais Bambeia, Cultura Popular, Samba e Sede e Saraiva.

Ainda no dia 30, o Pelourinho recebe três shows do projeto Versando Caymmi – 100 Anos, nos largos do Centro Histórico. Silvinha Torres, Ângela Lopo e Robson Moraes apresentam sucessos de Caymmi e de seu filho Dori, no Largo Pedro Archanjo. A banda Soul Tambor, liderada por Lucas Di Fiori, comanda o show no Largo Tereza Batista e no Quincas Berro D´Água, a festa ganha sonoridade de MPB com a cantora Clau Andries, com participação de Mazo Guimarães. Os três shows começam às 21h e têm entrada gratuita.

Já o projeto Trocando Palavras acontece no Palacete das Artes, dia 26, às 16h, promovendo a troca e doações de obras literárias. O evento conta com participações de Alexandre Leão e do violonista Kito Matos, apresentando músicas de Dorival Caymmi.

No Teatro Castro Alves (TCA), neste domingo (27), às 11h, alunos da Escola de Dança da Fundação Cultural da Bahia farão uma homenagem a Caymmi com o espetáculo “A gente não quer só comida…”, cuja abertura contará com um cortejo que traz, no repertório, músicas de Caymmi interpretadas por Clécia Queiroz. No dia 11 de maio, às 10h, o Domingo no TCA traz o espetáculo de Claudia Cunha com participações especiais, cantando Caymmi.

A programação inclui também a exibição do filme “Mestre Caymmi da Bahia” (2006), de Delza Schaun, em dez espaços culturais da SecultBA na capital e no interior. O documentário traz entrevista feita com Caymmi no Rio de Janeiro, aos 92 anos, em que ele fala, entre outros assuntos, da carreira, dos momentos marcantes da vida e da saudade da Bahia.
O filme integra o projeto Terças na Tela do Circuito Popular de Cinema e Vídeo dos Espaços Culturais da SecultBA. As exibições, gratuitas, serão no dia 29 de abril. Os horários das sessões podem ser conferidos no blog dos Espaços Culturais da SecultBA.

Acontece na segunda-feira (29) o retorno da programação do Sarau da Câmara Municipal de Salvador. Nesse dia especial o Sarau abre a semana de comemorações ao centenário de Dorival Caymmi e lança o edital do Festival de Poesia Recitada da Câmara Municipal de Salvador. Sob a coordenação dos poetas Edgar Velame e Pareta Calderasch, o sarau conta com ampla programação e recital aberto no final. O evento acontece às 18h, no centro cultural da câmara de vereadores.
Em setembro, a Orquestra Rumpilezz fará um show com repertório composto por obras do homenageado que contará com participação dos alunos de música do Centro de Formação em Artes (CFA) da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB).

Oportunidades não faltam para homenagear um dos maiores protagonistas da música brasileira!

Há seis anos Dorival nos deixava com a sensação de que É doce morrer no mar, onde as ondas levam e as ondas trazem. Criou canções inspiradas pelos hábitos, costumes e tradições do povo baiano, como “Saudade de Bahia”, “Samba da minha Terra”, “Saudade de Itapuã”, “Marina” e “Maracangalha”.

Muito de si, deixou. Agora, desejamos que as águas levem toda a gratidão de um povo em que conquistou.

Abaixo, uma gravação feita pela TV Cultura, em 1972, quando Dorival Caymmi estava com 58 anos. Nela, ele canta algumas de suas canções e relembra momentos marcantes de sua vida desde a infância na Bahia.

abr
23

SOTEATRO – COMPOSITORES I

Postado por soteropolis

Por Edinilson Motta Pará

O  quadro SOTEATRO inicia um novo tema abordando as nuances sobres composições musicais para teatro. Nesta edição, o assunto é discutido como o músico Luciano Salvador Bahia, formado em composição e regência pela Escola de Música da UFBA.

Luciano começou sua carreira como músico em 1986, atuando como violonista, pianista e cantor na noite de Salvador. Acompanhou muitos cantores que na época trabalhavam na noite da cidade como Vânia Abreu, Daniela Mercury, Jorge Zarath e Noeme Bastos.

A partir de 1989, foi convidado para fazer a trilha musical do espetáculo “Apenas Bons Amigos” de Deolindo Checcucci, daí começou a ser requisitado para fazer trilhas sonoras e dirigir musicalmente espetáculos de dança e teatro, atividade que desenvolve até hoje e que o fez trabalhar com os melhores diretores da cidade, como Paulo Dourado, Paulo Cunha e Luís Marfuz, além de alguns de renome nacional, como João Falcão e José Possi Neto.

Na área de dança, fez música para o Dance Brazil, grupo brasileiro radicado em Nova Iorque, e em 2007 compôs a trilha sonora para os 25  anos do Ballet de Teatro Castro Alves, com apresentações no Brasil e na Alemanha.

No SOTEATRO, o compositor fala sobre as características mais importantes que uma composição para teatro deve ter, as diferenças entre uma trilha musical para ser executada ao vivo e uma para ser apresentada em forma de gravação e o trabalho musical que se tem que desenvolver com atores que não são cantores. A entrevista é pontuada com imagens de  alguns espetáculos em que ele participou como compositor da trilha musical.

A carreira solo de Luciano Salvador Bahia como cantor/compositor se iniciou em 1999 quando faz em Salvador seu primeiro show, apresentando exclusivamente canções de sua autoria e gravando seu primeiro especial de TV. Já foram gravados ao todo 4 especiais de TV sobre o trabalho do artista. Três produzidos pela TVE-Bahia e um pela TV Salvador.

Ganhou em 2004 em Salvador o Troféu Caymmi como melhor compositor com a canção “Queda”, e em 2005 recebeu o grande “Prêmio Braskem de Cultura e Arte”, gravando o CD “1”, com a participação da diva Elza Soares. Sua canção “Queda”, na voz de Celso Fonseca, chegou a atingir o sexto lugar em execução no Rio de Janeiro e outra gravação da mesma música, com a cantora Márcia Castro, fez parte da trilha sonora da novela “Ciranda de Pedra” da Rede Globo.

Em 2008 produziu o CD da cantora baiana radicada em São Paulo Márcia Castro que é indicado ao Prêmio TIM na categoria “Melhor cantora Pop/Rock”. Este ano lançou seu segundo CD “Abstraia, Baby” pelo selo carioca “Dubas”, com distribuição da Universal Music e participações especiais de Eduardo Dussek e Ava Rocha.

abstraia

abr
22

Agenda Cultural

Postado por soteropolis

Veja as dicas de eventos e projetos culturais que o Soterópolis separou para a sua semana!

abr
16

É Selvagem e é Tropical

Postado por soteropolis

Por Vania Dias

Tropical Selvagem aquece a cena artística baiana com uma proposta musical cheia de autoria e interatividade. O projeto reúne a potência dos arranjos de João Meirelles com a composição e interpretação vocal de Ronei Jorge. “É música pop no sentido de buscar as profundezas da música pop”, declara Ronei ao tentar traduzir esse novo trabalho.

A mistura, quer seja musical, quer seja no diálogo e na parceria com outras linguagens artísticas é um componente essencial do trabalho. Até o momento, a dupla já se apresentou com artistas como Andréa Martins (ex-vocalista da Canto dos Malditos na Terra do Nunca), Rebeca Matta, Carla Suzart e Gilberto Monte. Na última experimentação, promoveram uma partilha da música com a dança e compartilharam o palco com a performance de Leonardo França no seu monólogo, Ouriço.

Ronei Jorge e João Meirelles

Outro elemento indispensável nessa conversa musical contemporânea é o espaço. A interação com o lugar cênico, altera a luz, o posicionamento do público e, principalmente, interfere e modifica a execução musical que é diferente a cada apresentação. O ao vivo mescla improvisos e emoções trocadas com todas as condições cênicas mutantes provocadas e postas como integrantes do trabalho.

Quem nunca ouviu e quer conhecer o Tropical Selvagem, esse adjetivo como qualifica João Meirelles, arranjador, produtor musical e um dos idealizadores do projeto, basta acessar o soundcloud da dupla que já disponibiliza algumas faixas do trabalho.

Mas se você quer mesmo conhecê-los de perto, com direito as novidades que eles prometem trazer a cada nova apresentação, a dica é acompanhar no Face e ficar por dentro da agenda.

Tudo isso e um bocadinho mais você assiste no Soterópolis desta semana! 5a. feira às 22h, no canal 2.2. Nas sessões do repeteco a gente também se encontra: domingo, às 19h e às 23h30 na terça-feira!

abr
10

Tito Bahiense e o seu CD BopSamba

Postado por soteropolis

Por Denise Dias

Índice

Resultado de uma parceria entre o cantor e compositor Tito Bahiense e o poeta Manuca Almeida, o CD BopSamba traz um misto de melancolia, swing, improviso, jazz, samba. A inspiração estava a todo vapor no momento do encontro dos dois amigos que ocorreu em São Paulo, num clima de descontração, por volta de 2002.

São 13 faixas ao todo que compõem o disco. Além de Manuca e Tito, Alexandre Leão também assina uma das composições. Apesar de ter sido concebido há bastante tempo, em 2005, Tito Bahiense faz questão de frisar que o CD é atemporal.

Índice1

 

Na estrada desde o início dos anos 1990, Tito acumula bastante experiências com música e também com teatro. Como intérprete de João Gilberto, já conquistou um prêmio nacional. Atualmente, ele concilia a carreira solo com os trabalhos da Banda do Bem que acompanha a cantora Ivete Sangalo.

 

 

mar
26

Mulheres Musicistas em atuação na Bahia

Postado por soteropolis

por Denise Dias


O que há em comum entre as seguintes mulheres: Mariana Tudor, Patrícia Teles, Suzana Kato e Lívia Mattos? Todas são musicistas bastante talentosas. O Soterópolis conversou com as quatro para saber quais são as dores e delícias de se fazer música.

 

Mariana Tudor – Harpa

A romena Mariana Tudor escolheu se dedicar à harpa a partir dos 12 anos de idade. Foi instigada por uma professora de Bucareste, capital da Romênia, a ter contato com o instrumento, que anteriormente conhecia apenas das histórias infantis. Quando viu a harpa pela primeira vez, foi amor à primeira vista e passou a encarar profissionalmente o trabalho como harpista. Como no Brasil, principalmente no Nordeste, temos poucas harpistas, Mariana foi convidada a trabalhar em Aracaju e depois veio para Salvador, onde atua na Orquestra Sinfônica da Bahia.

 

 

Patrícia Teles – Bateria

Aos 11 anos de idade, a baiana Patrícia Teles começou a fazer capoeira e teve o contato inicial com instrumentos de percussão. Na memória dela, partiu daí o interesse pela bateria que hoje é seu material de trabalho. É como baterista que Patrícia faz apresentações, workshops e prepara um disco solo.

Quando chega para uma apresentação, quase sempre, as pessoas se surpreendem ao saber que a bateria vai ser tocada por uma mulher. Mas ela não se queixa de preconceito e reconhece também que sempre há uma forcinha dos amigos para carregar o instrumento.

 

Suzana Kato – Violoncelo

A paulista Suzana Kato acha que nós não escolhemos os instrumentos e, sim, os instrumentos nos escolhem. Foi assim no caso da relação dela com o violoncelo, identificado como o instrumento cujo timbre mais se aproxima da voz humana. Suzana lembra que antigamente era raro encontrar mulheres tocando violoncelo por vários motivos: não havia espigão, que serve para apoiar o instrumento; a moda exigia saias abundantes; e era preciso adotar uma postura, digamos, deselegante no contato com o cello. Hoje, a realidade é bem outra. E Suzana tem cada vez mais certeza de que o instrumento escolheu a pessoa certa.

 

 

 

Lívia Mattos – Acordeon

Lívia Mattos é a prova de que não existe idade máxima para aprender a tocar um instrumento musical. Foi só com 16, 17 anos de idade que ela começou a ter contato com o acordeon. Na época, ela era artista circense do Circo Picolino e passou a utilizar o instrumento como recurso cênico. Deu tão certo a relação de Lívia com a música que depois ela decidiu se dedicar integralmente à carreira musical. Lívia já fez show pelo Brasil afora e até no exterior. E ressalta que é preciso ter disciplina, mas não resta dúvida de que vale a pena se jogar nessa experiência.

 

mar
13

Lazzo Matumbi

Postado por soteropolis

por Denise Dias

Autor de inúmeros sucessos da música brasileira, Lazzo Matumbi tem uma estrada longa.

Já são 32 anos de carreira, oito discos lançados e um talento inquestionável para compor e cantar. Entre os admiradores, é carinhosamente conhecido como “a voz da Bahia”. Voz que ecoa em composições como Alegria da Cidade, Do Jeito Que Seu Nego Gosta, Coração Rastafari e Me Abraça e Me Beija.

Em 2013, depois de cinco anos sem gravar, ele lançou, pelo selo Garimpo Música, um novo disco chamado simplesmente de Lazzo Matumbi. Produzido por Jorge Solovera, o álbum tem 11 faixas assinadas por velhos e novos parceiros de Lazzo como Gileno Félix, Jorge Portugal, Antonio Risério, Beto Marques, Ricardo Luedy, Sílvio Hernandez e Jorge Costa.

Em entrevista a Vania Dias, repórter do Soterópolis, Lazzo relembra a infância, quando começou a tomar gosto pela música. Desde essa época, ele frequentava os sambas de roda e se empolgava com a participação ativa da sua mãe, Dona Minervina. Mas os pais de Lazzo não encaravam de forma positiva a aproximação do filho com a música. “Achavam que era coisa de vagabundo”, conta. Só que não teve jeito. Na escola, o talento do menino chamava a atenção dos professores. E o universo musical o envolveu de forma irreversível.

Lazzo durante entrevista ao Soterópolis | Foto: Érica Fernandes

 

Em 1978, Lazzo passou a compor a ala de canto do Bloco Afro Ilê Aiyê. O contato com Jimmy Cliff, em 1991, também foi importante na trajetória de Lazzo. Todas as vivências resultam no artista singular que defende, acima de tudo, a qualidade da música. Para ele, a música tem que tocar fundo, fazer arrepiar. Lazzo não faz música sintonizada com modismos. Ele faz música que fica na memória.

Ouça o cd completo de Lazzo Matumbi aqui.

fev
13

MARCELO BRASIL – VIRTUOSE E PAIXÃO PELA BATERA

Postado por soteropolis

Marcelo Brasil é uma daquelas pessoas predestinadas. Nascido numa família de músicos, ele cresceu acompanhando os irmãos Mou e Jorge Brasil. Freqüentou ensaios, e chegou a dormir próximo ao bumbo da bateria de Jorge, quando tinha apenas quatro anos.
Não demorou muito e lá estava ele tocando. A audição apurada e o exercício diário fizeram de Marcelo um baterista de mão cheia, ou melhor, pesada.

Apaixonado pela música, passou por muitas bandas de rock, mas logo foi fisgado pelo Axé. Em 1991 recebeu um convite para tocar com a cantora Sarajane que estava no auge do sucesso. No ano seguinte faturou o Troféu Caymmi na categoria melhor instrumentista.

Depois de Sara surgiram outros convites. Assumiu a bateria nos shows de Moraes Moreira, Luis Caldas, Jimmy Cliffy, Elba Ramalho e teve oportunidade de viajar por todo o Brasil e exterior.

Participou da tournée de Fina Estampa com Caetano Veloso, tocou com Daniela Mercury e o saudoso Saul Barbosa com quem estabeleceu uma parceria afetuosa.

Em 2005, Marcelo foi contemplado com o troféu Dodô e Osmar como melhor baterista do carnaval de 2006.

De volta a salvador depois de morar em São Paulo, o músico acaba de lançar um novo projeto. Ao lado de Pelegrino e Isaias, criou o BATRIO. Nas apresentações ele recebe participação ilustres como Rowney Scoot, Lettieres leite e Marcelo Mariano.

Misturando jazz, referências africanas e música brasileira, o trio promete agitar o verão da Bahia.

Assista a matéria completa no programa de hoje. Lembre-se que o Soterópolis vai ao ar quinta-feira às 21h e tem horários alternativos no domingo, às 19h e terça, às 22h30 na Tve (canal 2), pela TV Sky (canal 2.2) ou pelo portal: www.irdeb.ba.gov.br

fev
13

Nossos Baianos no Soterópolis

Postado por soteropolis

Por Maria Rita Werneck

Em uma época onde a ditadura militar era regente e os movimentos pacifistas lutavam por dias melhores, surgiu um grupo que marcou a sua história na música brasileira: Os Novos Baianos. Resultado da reunião de vários amigos e alguns parentes – a exemplo dos irmãos Gomes, Pepeu e Didi – esse conjunto, que tinha também na formação Morais Moreira, Paulino Boca, Baby Consuelo (hoje Baby do Brasil), Luiz Galvão, Dadi, Jorginho, Gato Félix, Charles Negrita, Baixinho e Bolacha, apresentou uma estética sonora até então nunca vista no Brasil, se tornando uma das bandas mais originais do rock brasileiro até hoje.

Por toda referência e influência artística que Os Novos Baianos causam há mais de 40 anos, essa não é a primeira vez que o grupo é homenageado em Salvador. Depois da banda Pirigulino Babilake, que fez vários shows pela capital baiana e em outros estados levando um repertório “novobaianista”, uma reunião de músicos – idealizada pelos filhos de Luis Galvão, Lahiri e Kashi – resultou no Nossos Baianos, um grupo que homenageia, em principal, este integrante e, claro, todos os demais que foram os responsáveis por esse icônico grupo que teve dez anos de carreira ininterruptos e 9 disco lançados.

São mais de 12 músicos no palco que, pesar de todos terem seus trabalhos paralelos, se uniram profundamente nesse projeto que foi apresentado em Salvador durante todo o mês de janeiro deste ano. Os vocais são formados por Andréa M. (Canto dos Malditos da Terra do Nunca), Pedro Pondé (Scambo), Pietro Leal (Pirigulino Babilake), Peu Tanajura, Renata Bastos e Tiago Kalu. Completando o time, outros nomes da cena independente soteropolitana, como Ricardo Caian (Ricardo Caian e os Beduínos Gigantes/guitarra), Ricardo Machado (Scambo/bateria), Heldinho Barral (O Pulo/baixo ), Igor Caxixi (Caxerê/percussão), Kashi Galvão (violão) e Lahiri Galvão, que declama poesias do pai durante todo o show.

Saiba mais sobre essa reunião musical que resultou nesta celebração aos Nossos Baiano, no Soterópolis, no canal 2.1, às 21h, ou no nosso canal no Youtube.

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