IRDEB - Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia
TV Rádio Notícias Interatividade

Histórico para categoria ‘Bairros’

ago
6

Grafiteiros fazem intercâmbio entre capitais do nordeste

Postado por soteropolis

Por Denise Dias

Em Salvador, os muros do aquidabã ganharam mais cores e desenhos. Através do projeto Grande Área, grafiteiros de Salvador (Samuca Santos e Tárcio Vasconcelos) se juntaram a colegas do Ceará (Robézio e Tereza do Grupo Acidum) e de Pernambuco (Derlon Almeida) para interveções nas ruas da capital baiana, entre os dias 7 e 12 de julho. A ideia é promover intercâmbio e troca de experiências.

As ações do projeto se estenderam por outras cinco capitais, envolvendo diferentes linguagens das artes visuais contemporâneas, como intervenções urbanas, projeções em grande escala, performances, videoarte e grafite. Belo Horizonte, Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo foram as capitais contempladas.

 RTEmagicC_grafite_3_01.jpg

RTEmagicC_grafite_2_01.jpg

RTEmagicC_grafite_5_txdam215277_d7c6ba.jpg

jul
30

Do Solar para toda a cidade

Postado por soteropolis

Por Carol Garcia

O que parecia um simples convite a um coletivo de artistas acabou transformando o cotidiano dos moradores da comunidade do Solar, no centro de Salvador.  Assim foi a chegada do Museu de Street Art Salvador, que tem expandido suas ações para outras partes da cidade, motivado pela feliz interação com os moradores do local. Ao contrário do que a sobriedade do nome “Museu” aparenta, o MUSAS, como é chamado, é um projeto que consiste uma casa aberta à divulgação da arte visual, realização de oficinas e ações culturais diversas.

A partir do convite do mestre de capoeira Tico Sant’ana, os meninos do Coletivo Nova 10Ordem – Julio Costa, Bigod Silva e Marcos Prisk – conheceram a comunidade e ali instalaram residência. O grafitte do coletivo logo coloriu as casas do Solar, dando um charme à mais no lugar que já era privilegiado pela vista da Baía de Todos os Santos. Dona Suzana, moradora do local, é testemunha da presença marcante do Coleticvo. Avisados de que era uma das boas cozinheiras dali, eles lhe pediram que fornecesse almoço, e disso surgiu o Ré-Restaurante, comandado por ela. Vovó, outra figura local, endossa o argumento da vizinha e diz que MUSAS é uma das coisas mais lindas que aconteceu no Solar, “dos tempos” que ela mora ali. E não são poucos os artistas baianos, brasileiros e de outros países já visitaram o MUSAS. Essa movimentação, segundo as moradoras, só trouxe benefícios até então. “Mostrou que aqui é um lugar de bem”, afirma Vovó.

safe_image

O MUSAS funciona de modo colaborativo. O maior entrave é conseguir o material, que tem custo elevado. Mas isso não desmotiva os artistas. A mobilização se estende pelo site do grupo, pelo facebook e pelo movimento que eles chamam de “Polinização”. Bigod Silva explica: “O Musas não é só essa casa, e o que acontece aqui, e não queremos que ninguém pense que parece uma espécie de ONG. A gente quer mostrar que tá interessado em cultura e por isso a gente tá nessa fase de fazer ações em outros bairros, com outros artistas”. Um exemplo dessas ações é o Muda Gamboa, em parceria com a comunidade vizinha, o Projeto Que ladeira é Essa, executado na Ladeira da Preguiça e a Ocupação Cidade de Plástico, que realiza atividades culturais em Periperi.

Conheça mais sobre o trabalho do MUSAS:

http://www.ilovemusas.com/

https://www.facebook.com/ilovemusas

 

mar
25

Caminhos de Salvador em tempos de 465 anos

Postado por soteropolis

por Edinaldo Junior

Fazer aniversário é sempre motivo para reflexão. Quando se trata de uma cidade, berço de uma nação, os caminhos se traçam para pensar o lugar a partir das transformações. Primeira capital do Brasil, Salvador chega aos 465 anos ainda adolescente, diante de cidades pelo mundo que chegam aos 800 anos, como é o caso de Paris. E pela fase de rebeldia que alcança, as mudanças não são poucas.

O Soterópolis aproveitou o aniversário da cidade que dá nome ao programa para convocar a reflexão dos nossos telespectadores: olhar para os caminhos já traçados, como eles mudaram, entender a sua história para, assim, poder olhar adiante. Carregados deste movimento de perceber o nosso entorno, ficou a questão: os soteropolitanos conhecem mesmo como se construiu a cidade e como foi se transformando ao que hoje conhecemos? Percebemos o que é próprio da nossa história nas construções que nos circundam? O que o concreto ali assentado nos diz sobre nós, baianos historicamente construídos?

A reflexão da nossa equipe preferiu mostrar a história pelo que é produzido pela cultura: nossa reportagem partiu do Museu Tempostal, que possui acervo riquíssimo de imagens de colecionadores em postal, fincado no Pelourinho, para mostrar o valor do registro documental deste formato para a construção da cidade e sua arquitetura. No Museu, a exposição ‘Pelos Caminhos de Salvador’ é a nossa carruagem: ela nos leva direto para a época de modernização da cidade, ainda no século XIX, onde o Comércio era porta de entrada da capital. As fotografias revelam a ocupação, seu funcionamento econômico, os bairros que se formaram ao redor dos centros comerciais, os prédios políticos que se modernizaram.

 

Rua Carlos Gomes - Foto: Acervo Museu Tempostal

 

Nos caminhos da cidade, que na exposição são expostos em 45 mil fotografias e postais fazem parte dos 40 anos de coleção do sergipano Antonio Marcelino de Nascimento (1929-2006), é possível ver que o centro da cidade ainda se mantinha próximo ao mar. A navegação é o meio de transporte, como suporte da logística e distribuição de materiais, concentrados na Baía de Todos os Santos. Ali mesmo, onde ainda se concentra o poder político da cidade, a Casa dos Governantes, hoje Palácio Rio Branco, e a Câmara dos Vereadores, expõem o lugar da política ao lado de onde se faz o dinheiro. O ordenamento da cidade se mantinha ali e dali partiu também a comunicação entre o centro e os bairros do entorno: o Elevador Lacerda surge para ligar a Cidade Alta e a Cidade Baixa, antes desenhadas por ladeiras, becos e vielas que ainda configuram o cenário nostálgico do Centro Histórico de Salvador. A Praça Castro Alves, construída somente em 1922, era o espaço social do Soteropolitano desde a época em que era o Largo do Teatro – pela localização do Teatro São João no local. O bonde inaugurou ali e, futuramente, o lugar tornar-se-ia palco de manifestações culturais e artísticas da terra, mas também lugar de socialização.

Aproveite o aniversário de cidade para dar uma volta por Salvador, apreciar o que já foi construído e contrastar com a ocupação da pós-modernidade. Ver como a economia e a política de antes ditavam sua construção e como as mudanças econômicas de hoje deslocaram o funcionamento de Salvador para centros urbanos edificados em grandes construções. Um exercício de reflexão que damos de presente para você comemorar junto com o lugar onde você vive.

 

EXPOSIÇÃO PELOS CAMINHOS DE SALVADOR

Onde: Museu Tempostal

Rua Gregório de Matos, 33, Pelourinho, Salvador

Quando: terça a sexta, das 12h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h

Quanto: Entrada franca

 

mar
11

Assista à matéria sobre Slackline

Postado por soteropolis

Reveja a nossa matéria sobre a intervenção urbana “Slackline”
Esporte surgido nos anos 80 que atualmente tem sido bastante praticado em Salvador!

Essa e outras matérias do Soterópolis no catálogo de vídeos, acesse o Portal do IRDEB. Clique aqui

set
27

Dois de Julho: bairro rico em histórias

Postado por soteropolis

Situado no centro de Salvador, o Dois de Julho traz no nome uma homenagem a data magna da Bahia. A historiadora Antonietta D’Aguiar Nunes acompanha a repórter do Soterópolis Vania Dias num passeio pelo bairro e mostra o local onde havia uma fonte d’água com referência às lutas na Bahia pela independência do Brasil. Foi por causa desse monumento que o lugar passou a ser chamado de Dois de Julho.

E pelo bairro não é lembrada apenas a luta pela independência. A Rua da Forca e Rua do Cabeça são uma referência a Revolta dos Alfaiates, movimento revolucionário do final do século XVIII. Além disso, a historiadora fala sobre a importância do Colégio Ipiranga e as personalidades que conheceram a escola como Glauber Rocha e Castro Alves.

A nossa equipe visitou também a Vila Operária Coração de Maria, localizada na Rua do Democrata. Vania Dias conversou com Dona Anita Sales, moradora do Dois de Julho. Aos 86 anos, ela relembra a rotina e a movimentação do bairro antigamente. A valorização imobiliária especulativa do Centro Antigo de Salvador, no entanto, vem ameaçando a sobrevivência da Vila.

 

 

Governo da Bahia  ©2017 | IRDEB - Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia. Secretaria da Educação do Estado da Bahia.