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Histórico para categoria ‘Artes visuais’

ago
14

Aristides Alves comemora 40 anos de fotografia

Postado por soteropolis

Por Denise Dias

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Aristides Alves

Um dos nomes que marcam a história da fotografia na Bahia é Aristides Alves, um mineiro de nascença que se tornou baiano por opção. Ele se radicou em Salvador em 1972. Aqui cursou biologia (1977) na Universidade Federal da Bahia. Até então, a fotografia entrava na vida de Aristides como hobby. A situação se inverteu depois que ele recebeu um convite para trabalhar na Bahiatursa como fotógrafo.  Em 1983, Aristides também resolveu estudar jornalismo na Ufba.

Até o momento Aristides tem 13 livros autorais publicados. Mas sua trajetória também dá um livro, já que acompanhou de perto as mudanças enfrentadas pela fotografia nas últimas décadas. Aristides foi um dos fundadores da FotoBahia, junto com Célia Aguiar, Adenor Gondim, Maria Sampaio e Isabel Gouvêa. E também foi sócio-fundador da ASA, primeira agência baiana de fotografia. Ele lembra que, naquela época, era bem diferente a relação com a imprensa. Os próprios fotógrafos se pautavam. Hoje existem jornais que nem sequer estão contratando fotógrafos.

 Neste ano, Aristides Alves comemora 40 anos de fotografia com a exposição “É Brando o Dia, Brando o Vento”, em cartaz na Alma Fine Art & Galeria, No Rio Vermelho, Salvador, com curadoria do próprio fotógrafo. O título da exposição é inspirado no poema abaixo de Fernando Pessoa.

 É BRANDO O DIA, BRANDO O VENTO 

(Fernando Pessoa,”Cancioneiro”)

“É brando o dia, brando o vento / É brando o sol e brando o céu. 

Assim fosse meu pensamento! / Assim fosse eu, assim fosse eu! 

 Mas entre mim e as brandas glórias / Deste céu limpo e este ar sem mim 

Intervêm sonhos e memórias… / Ser eu assim ser eu assim! 

Ah, o mundo é quanto nós trazemos. / Existe tudo porque existo. 

Há porque vemos. / E tudo é isto, tudo é isto!”

ago
6

Grafiteiros fazem intercâmbio entre capitais do nordeste

Postado por soteropolis

Por Denise Dias

Em Salvador, os muros do aquidabã ganharam mais cores e desenhos. Através do projeto Grande Área, grafiteiros de Salvador (Samuca Santos e Tárcio Vasconcelos) se juntaram a colegas do Ceará (Robézio e Tereza do Grupo Acidum) e de Pernambuco (Derlon Almeida) para interveções nas ruas da capital baiana, entre os dias 7 e 12 de julho. A ideia é promover intercâmbio e troca de experiências.

As ações do projeto se estenderam por outras cinco capitais, envolvendo diferentes linguagens das artes visuais contemporâneas, como intervenções urbanas, projeções em grande escala, performances, videoarte e grafite. Belo Horizonte, Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo foram as capitais contempladas.

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ago
6

Fotograma

Postado por soteropolis

O Fotograma desta semana bateu um papo com o galerista Ricardo Senna e com o colecionador Armando Corrêa sobre a situação do mercado fotográfico.

Por Caroline Vieira

Durante um longo período da história, a fotografia ficou presa a ideia de uma cópia perfeita da realidade, sendo negado o seu estatuto de arte. É com a Modernidade e as experimentações vividas pelos artistas, que comandaram os movimentos de vanguarda, que a fotografia começou a alçar vôos mais altos.

Usada como meio experimental, a imagem fotográfica se misturou com outras linguagens artísticas e chegou até os Museus. Hoje, apesar da democratização do seu uso, é impossível não associá-la ao mercado de arte.

No Brasil, nomes como o de Sebastião Salgado são emblemas desta mudança. Além disto, o crescimento das feiras e o aumento de exposições de nomes importantes da fotografia mundial ajudaram a promover uma revolução neste mercado.

Que a fotografia chegou aos Museus para ficar ninguém mais discute. A questão que se impõe é a ampliação no número de fotógrafos, todos querendo um lugar ao sol. Será que há espaço para todo mundo? O que torna uma fotografia uma obra de arte digna de ocupar os espaços sagrados das galerias e museus? Nossos convidados contaram um pouco sobre as suas experiências neste mercado lucrativo.

http://youtu.be/FeyOwBkz7b8?list=UUAF66_8iCDkqAdMB2xy2l0Q

jul
30

Do Solar para toda a cidade

Postado por soteropolis

Por Carol Garcia

O que parecia um simples convite a um coletivo de artistas acabou transformando o cotidiano dos moradores da comunidade do Solar, no centro de Salvador.  Assim foi a chegada do Museu de Street Art Salvador, que tem expandido suas ações para outras partes da cidade, motivado pela feliz interação com os moradores do local. Ao contrário do que a sobriedade do nome “Museu” aparenta, o MUSAS, como é chamado, é um projeto que consiste uma casa aberta à divulgação da arte visual, realização de oficinas e ações culturais diversas.

A partir do convite do mestre de capoeira Tico Sant’ana, os meninos do Coletivo Nova 10Ordem – Julio Costa, Bigod Silva e Marcos Prisk – conheceram a comunidade e ali instalaram residência. O grafitte do coletivo logo coloriu as casas do Solar, dando um charme à mais no lugar que já era privilegiado pela vista da Baía de Todos os Santos. Dona Suzana, moradora do local, é testemunha da presença marcante do Coleticvo. Avisados de que era uma das boas cozinheiras dali, eles lhe pediram que fornecesse almoço, e disso surgiu o Ré-Restaurante, comandado por ela. Vovó, outra figura local, endossa o argumento da vizinha e diz que MUSAS é uma das coisas mais lindas que aconteceu no Solar, “dos tempos” que ela mora ali. E não são poucos os artistas baianos, brasileiros e de outros países já visitaram o MUSAS. Essa movimentação, segundo as moradoras, só trouxe benefícios até então. “Mostrou que aqui é um lugar de bem”, afirma Vovó.

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O MUSAS funciona de modo colaborativo. O maior entrave é conseguir o material, que tem custo elevado. Mas isso não desmotiva os artistas. A mobilização se estende pelo site do grupo, pelo facebook e pelo movimento que eles chamam de “Polinização”. Bigod Silva explica: “O Musas não é só essa casa, e o que acontece aqui, e não queremos que ninguém pense que parece uma espécie de ONG. A gente quer mostrar que tá interessado em cultura e por isso a gente tá nessa fase de fazer ações em outros bairros, com outros artistas”. Um exemplo dessas ações é o Muda Gamboa, em parceria com a comunidade vizinha, o Projeto Que ladeira é Essa, executado na Ladeira da Preguiça e a Ocupação Cidade de Plástico, que realiza atividades culturais em Periperi.

Conheça mais sobre o trabalho do MUSAS:

http://www.ilovemusas.com/

https://www.facebook.com/ilovemusas

 

mai
1

O Pioneirismo de Chico Liberato

Postado por soteropolis

Por Érica Fernandes

A chegada da 3ª Bienal da Bahia – É Tudo Nordeste? motivou o Soterópolis a fazer um panorama sobre as outras duas bienais que aconteceram na Bahia.

O artista plástico e cineasta Chico Liberato esteve presente nas duas primeiras bienais, ocorridas em 1966 e 1968, e vai participar também da deste ano, que começa em 29 de maio e vai até 7 de setembro. Conversamos com ele sobre esses períodos e sobre sua relação com a arte, numa matéria que vai ao ar no programa desta semana.

O pioneirismo de Chico nas artes se estende também para o cinema baiano, mais especificamente o cinema de animação, com temas voltados para a cultura popular brasileira, em dez curta metragens de desenho animado. ​

Na década de 60, Liberato e Juarez Paraíso encabeçaram a movimentação cultural em Salvador para realização da I Bienal (1966) no Convento do Carmo. Artistas de diversas cidades brasileiras participaram, como Lygia Clark, Rubem Valentim, Rubens, Gerchman e Hélio Oiticica, no que foi considerado um marco na história da arte brasileira.

Em 68, a II Bienal não teve tanta sorte. Dois dias após sua abertura no Convento da Lapa, atual campus da Universidade Católica de Salvador, o evento é fechado pela ditadura militar, e algumas obras são confiscadas por serem consideradas “subversivas”.

Na época, o jornal A Tarde publicou uma matéria a respeito dessa intervenção que levou a bienal a ser reaberta um mês depois, com 10 obras a menos.

​Mesmo com tantas dificuldades e após um grande hiato desde a última bienal, Chico Liberato não para de produzir e vai participar desta bienal com uma grande instalação. Além disso, ele já tem planos de rodar um novo filme sobre a verdadeira história do Brasil – “a história de 12 mil anos de civilização tupi-guarani e as influências culturais africanas e portuguesas”.

Chico Liberato durante projeto MAM Discute Bienal - Foto: divulgação

Chico Liberato durante projeto MAM Discute Bienal – Foto: divulgação

abr
30

Coisas Existentes em Função do Desejo

Postado por soteropolis

Por Marcos William

Foto: Marcos Zariades

Foto: Marcos Zacariades

O desejo do artista plástico Marcos Zacariades é refletir sobre a paisagem natural e cultural da Chapada Diamantina. Em sua criação, ele discute o cenário da região após o ciclo de extração de diamante e, posteriormente,  o processo de exploração agropecuária.

O artista revela um olhar atento aos vestígios de florestas devastadas, a paisagem social encontrada nas minas exauridas de diamantes e nos garimpos que ainda abrigam uma população de trabalhadores. As obras são produzidas com materiais naturais, numa referência à relação do homem e sua intervenção na natureza a partir do próprio desejo.

Foto: Marcos Zariades

Foto: Marcos Zacariades

Marcos Zacariades aproveita vestígios de devastação da Floresta do Andaraí e retira de lá sobras de tudo que foi descartado. A proposta é resgatar o valor desses materiais e oferecê-los como forma de reflexão. Essas traduções sobre o cenário social da Chapada culminaram na exposição “Coisas Existentes em Função do Desejo”.

Uma das obras que chama atenção é chamada de “Reconhecemos Aqui a Nossa Existência Precária”. Através dela, o artista discute de maneira específica a extração de diamantes na Chapada Diamantina. Para produzi-la, Marcos utilizou uma cadeira de dentista e coletou em postos de saúde da região vários dentes extraídos. O segundo passo foi devolvê-los à cadeira, mas de uma forma peculiar. Todos os dentes são acompanhados de pequenos diamantes.

 

Foto: Marcos Zariades

Foto: Marcos Zacariades

A exposição reúne nove obras, dentre elas, esculturas de madeira, uma assemblagem e uma videoinstalação. Em todas o artista coloca o desejo como sua principal inspiração.

 

 “Coisas Existentes em Função do Desejo”

02 de abril a 18 de maio (de terça-feira a domingo), das 9h às 18h

Galeria Arcos, Caixa Cultural Salvador

Informações: (71) 3421-4200

Gratuito

abr
30

Circuito das Artes 2014

Postado por soteropolis

Por Zeca de Souza

Em meados dos anos 2000 uma iniciativa reuniu na Galeria ACBEU trinta artistas, cada um exibindo trinta trabalhos em pequenos formatos. Nascia o Circuito das Artes, que chega à sétima edição sob coordenação de Eneida Sanches e curadoria de Alejandra Muñoz.

O projeto em 2014 vem com uma novidade, é realizado em duas etapas: a primeira, o Circuito das Artes Bahia, está compreendida no período entre 12 de abril e 11 de maio, e a segunda, o Circuito das Artes Triangulações acontecerá em Belém e Maceió com curadorias locais.

Festejado pela classe artística, o Circuito das Artes tem como objetivo apresentar e discutir a produção recente das artes visuais na Bahia, bem como estimular a visitação a galerias de arte e museus, com um detalhe importante: as obras podem ser adquiridas pelo público.

Você, artista, fique atento. O interesse do projeto é estimular a multiplicidade e a diversidade de tendências e linguagens para apresentar um panorama do que está sendo produzido. E através de convocatórias, seleciona artistas para a mostra local, e posteriormente na mostra itinerante.

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Veja abaixo a lista de espaços abertos à visitação no Circuito das Artes 2014:

Galeria Cañizares (Escola de Belas Artes)
Escola de Belas Artes da UFBA  –  Avenida Araújo Pinho, 16-202, Canela
Horário: Segunda a sexta, das 7 às 19h
Telefone: 71 3283 7930

Galeria do Goethe Institut
Av. Sete de Setembro, 1809 – Vitória  Salvador – BA, 40080-002
Horário: Segunda a sexta,  9h às 18h30. Sábado,  9h às 18h
Telefone: 71 3338 4700

Galeria ACBEU

Av. Sete de Setembro, 1883 – Corredor da Vitória
Horário: Segunda a sexta, 14h às 20h. Sábado 16h às 20h
Telefone: 71 3444 4411

Museu Carlos Costa Pinto
Av. Sete de Setembro, 2490 – Corredor da Vitória
Telefone: 71 3336 6081
Horário: Segunda a sexta (exceto terça), 14h30 às 19h. Sábado, 14h30 às 18h. Fechado em feriados.

Galeria da Aliança Francesa
Av. 7 de Setembro, 401 – Ladeira da Barra
Horário: Segunda a sexta, 8h às 20h. Sábado, 8h30 às 17h
Telefone: 71 3336 7599

Palacete das Artes
Rua da Graça, 289 – Graça
Horário: Terça a sexta,  13h às 19h Sábados, domingos e feriados, 14h às 19h
Telefone: 71 3117 6987/ 6910

abr
25

Gratidão e celebração

Postado por soteropolis

Por Ticiana Schindler

“Por que de amor para entender
É preciso amar”

E como ele, só louco!

O poeta das águas, do vento e dos coqueirais de Itapuã, Dorival Caymmi, completa 100 anos de história na vida de muitos e principalmente, na música brasileira, alcançando seu lugar, também, internacionalmente. Para celebrar e homenagear o músico, a cidade de Salvador borbulha eventos de diversas vertentes artísticas.
Não fique de fora dessa comemoração, veja a programação que se estende até o final de 2014.

O centro da programação comemorativa que integra o projeto “Caymmi! De Itapuã para o Mundo…”, não poderia ser outro além de Itapuã, o bairro mais cantado por Caymmi. Lá, acontecerá a realização de ações na Casa da Música, na sede do Malê de Balê, na Praça Dorival Caymmi, no Abaeté e pelas ruas do bairro. Porém, a programação alcança outros espaços da capital e do interior do estado.

Entre os destaques da programação, que abrange shows, cortejos, exposições, palestras e bate-papo musicado, estão: a abertura da exposição Aquarela Caymmi, do artista Mauritano, na Casa da Música, no próximo dia 28, às 18h. A exposição circulará também pelos espaços da SecultBA na capital (Alagados e Plataforma) e no interior (Feira de Santana e Alagoinhas), entre agosto e dezembro. O Viva o Abaeté Especial Caymmi, com Morenas de Itapuã e Velha Guarda de Itapuã, será realizado, também, na Casa da Música, dia 29, às 18h, além de circular em outras instituições entre os meses de maio e julho.

No dia 30, data do centenário, a programação do bairro começa pala manhã com uma série de atividades. Às 14h30, haverá o Lançamento do Selo comemorativo do centenário, dos Correios, na Casa da Música e, às 15h, ocorrerá a abertura da exposição Hoje e Sempre Dorival Caymmi, no Abaeté. O Cortejo Caymmi! De Itapuã para o Mundo…, terá como ponto de partida o Abaeté, às 16h e fará uma trajeto até a Praça Dorival Caymmi, onde acontecerá o espetáculo homônimo, com os artistas Aloísio Meneses, Cláudia Cunha, Firmino de Itapuã, Jussara Silveira, Orquestra de Pandeiros de Itapuã, Roberto Mendes e Saraiva. A festa continua com o show Malê Canta Caymmi, às 21h e Dia 1º de maio, às 16h, com os artistas locais Bambeia, Cultura Popular, Samba e Sede e Saraiva.

Ainda no dia 30, o Pelourinho recebe três shows do projeto Versando Caymmi – 100 Anos, nos largos do Centro Histórico. Silvinha Torres, Ângela Lopo e Robson Moraes apresentam sucessos de Caymmi e de seu filho Dori, no Largo Pedro Archanjo. A banda Soul Tambor, liderada por Lucas Di Fiori, comanda o show no Largo Tereza Batista e no Quincas Berro D´Água, a festa ganha sonoridade de MPB com a cantora Clau Andries, com participação de Mazo Guimarães. Os três shows começam às 21h e têm entrada gratuita.

Já o projeto Trocando Palavras acontece no Palacete das Artes, dia 26, às 16h, promovendo a troca e doações de obras literárias. O evento conta com participações de Alexandre Leão e do violonista Kito Matos, apresentando músicas de Dorival Caymmi.

No Teatro Castro Alves (TCA), neste domingo (27), às 11h, alunos da Escola de Dança da Fundação Cultural da Bahia farão uma homenagem a Caymmi com o espetáculo “A gente não quer só comida…”, cuja abertura contará com um cortejo que traz, no repertório, músicas de Caymmi interpretadas por Clécia Queiroz. No dia 11 de maio, às 10h, o Domingo no TCA traz o espetáculo de Claudia Cunha com participações especiais, cantando Caymmi.

A programação inclui também a exibição do filme “Mestre Caymmi da Bahia” (2006), de Delza Schaun, em dez espaços culturais da SecultBA na capital e no interior. O documentário traz entrevista feita com Caymmi no Rio de Janeiro, aos 92 anos, em que ele fala, entre outros assuntos, da carreira, dos momentos marcantes da vida e da saudade da Bahia.
O filme integra o projeto Terças na Tela do Circuito Popular de Cinema e Vídeo dos Espaços Culturais da SecultBA. As exibições, gratuitas, serão no dia 29 de abril. Os horários das sessões podem ser conferidos no blog dos Espaços Culturais da SecultBA.

Acontece na segunda-feira (29) o retorno da programação do Sarau da Câmara Municipal de Salvador. Nesse dia especial o Sarau abre a semana de comemorações ao centenário de Dorival Caymmi e lança o edital do Festival de Poesia Recitada da Câmara Municipal de Salvador. Sob a coordenação dos poetas Edgar Velame e Pareta Calderasch, o sarau conta com ampla programação e recital aberto no final. O evento acontece às 18h, no centro cultural da câmara de vereadores.
Em setembro, a Orquestra Rumpilezz fará um show com repertório composto por obras do homenageado que contará com participação dos alunos de música do Centro de Formação em Artes (CFA) da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB).

Oportunidades não faltam para homenagear um dos maiores protagonistas da música brasileira!

Há seis anos Dorival nos deixava com a sensação de que É doce morrer no mar, onde as ondas levam e as ondas trazem. Criou canções inspiradas pelos hábitos, costumes e tradições do povo baiano, como “Saudade de Bahia”, “Samba da minha Terra”, “Saudade de Itapuã”, “Marina” e “Maracangalha”.

Muito de si, deixou. Agora, desejamos que as águas levem toda a gratidão de um povo em que conquistou.

Abaixo, uma gravação feita pela TV Cultura, em 1972, quando Dorival Caymmi estava com 58 anos. Nela, ele canta algumas de suas canções e relembra momentos marcantes de sua vida desde a infância na Bahia.

abr
22

Agenda Cultural

Postado por soteropolis

Veja as dicas de eventos e projetos culturais que o Soterópolis separou para a sua semana!

abr
16

Um passeio pela trajetória de Manabu Mabe

Postado por soteropolis

Por Denise Dias

A exposição “Chove no Cafezal. Mabe, da Figura à Abstração” é um exemplo de que o talento pode ser revelado apesar de muitas adversidades. Na trajetória do artista plástico japonês Manabu Mabe (1924 – 1997), vários percalços foram enfrentados.

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Nascido em 1924, ele veio para o Brasil com dez anos de idade. A família passou a residir no interior de São Paulo, onde era diária a labuta em fazendas de café. Como ajudava os pais no trabalho rural, o garoto, então, só tinha permissão para pintar aos domingos e quando chovia. Apesar das limitações, Manabu Mabe nunca deixou de se dedicar a sua paixão: a pintura.

A exposição, em cartaz na Caixa Cultural Salvador, até o dia 18 de maio, com visitação gratuita, reúne 30 pinturas e cinco desenhos. Estão lá os primeiros trabalhos de Manabu Mabe e também as pinturas posteriores, inclusive algumas premiadas.

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O crítico de arte e curador Enock Sacramento explica que, através da série de desenhos realizados entre 1945 e 1959, é possível ter noção da tendência da arte brasileira em meados do século passado e fica evidente a transformação da linguagem pictórica do artista da figura em direção à abstração. Ele diz ainda que, depois que deixou a enxada em 1957, a carreira artística de Mabe deslanchou e ele se transformou num dos maiores pintores brasileiros, conquistando o Prêmio de Melhor Pintor Nacional, na V Bienal de São Paulo e o de destaque internacional na Bienal de Paris, dentre outros.

Não esqueça, a gente se encontra no Sóteropolis, nesta quinta-feira às 22h, no canal 2.2. Além de das sessões de domingo, às 19h e às 23h30 na terça-feira. Fique ligado!

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