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Histórico para categoria ‘Literatura’

mai
1

O Pioneirismo de Chico Liberato

Postado por soteropolis

Por Érica Fernandes

A chegada da 3ª Bienal da Bahia – É Tudo Nordeste? motivou o Soterópolis a fazer um panorama sobre as outras duas bienais que aconteceram na Bahia.

O artista plástico e cineasta Chico Liberato esteve presente nas duas primeiras bienais, ocorridas em 1966 e 1968, e vai participar também da deste ano, que começa em 29 de maio e vai até 7 de setembro. Conversamos com ele sobre esses períodos e sobre sua relação com a arte, numa matéria que vai ao ar no programa desta semana.

O pioneirismo de Chico nas artes se estende também para o cinema baiano, mais especificamente o cinema de animação, com temas voltados para a cultura popular brasileira, em dez curta metragens de desenho animado. ​

Na década de 60, Liberato e Juarez Paraíso encabeçaram a movimentação cultural em Salvador para realização da I Bienal (1966) no Convento do Carmo. Artistas de diversas cidades brasileiras participaram, como Lygia Clark, Rubem Valentim, Rubens, Gerchman e Hélio Oiticica, no que foi considerado um marco na história da arte brasileira.

Em 68, a II Bienal não teve tanta sorte. Dois dias após sua abertura no Convento da Lapa, atual campus da Universidade Católica de Salvador, o evento é fechado pela ditadura militar, e algumas obras são confiscadas por serem consideradas “subversivas”.

Na época, o jornal A Tarde publicou uma matéria a respeito dessa intervenção que levou a bienal a ser reaberta um mês depois, com 10 obras a menos.

​Mesmo com tantas dificuldades e após um grande hiato desde a última bienal, Chico Liberato não para de produzir e vai participar desta bienal com uma grande instalação. Além disso, ele já tem planos de rodar um novo filme sobre a verdadeira história do Brasil – “a história de 12 mil anos de civilização tupi-guarani e as influências culturais africanas e portuguesas”.

Chico Liberato durante projeto MAM Discute Bienal - Foto: divulgação

Chico Liberato durante projeto MAM Discute Bienal – Foto: divulgação

abr
25

Gratidão e celebração

Postado por soteropolis

Por Ticiana Schindler

“Por que de amor para entender
É preciso amar”

E como ele, só louco!

O poeta das águas, do vento e dos coqueirais de Itapuã, Dorival Caymmi, completa 100 anos de história na vida de muitos e principalmente, na música brasileira, alcançando seu lugar, também, internacionalmente. Para celebrar e homenagear o músico, a cidade de Salvador borbulha eventos de diversas vertentes artísticas.
Não fique de fora dessa comemoração, veja a programação que se estende até o final de 2014.

O centro da programação comemorativa que integra o projeto “Caymmi! De Itapuã para o Mundo…”, não poderia ser outro além de Itapuã, o bairro mais cantado por Caymmi. Lá, acontecerá a realização de ações na Casa da Música, na sede do Malê de Balê, na Praça Dorival Caymmi, no Abaeté e pelas ruas do bairro. Porém, a programação alcança outros espaços da capital e do interior do estado.

Entre os destaques da programação, que abrange shows, cortejos, exposições, palestras e bate-papo musicado, estão: a abertura da exposição Aquarela Caymmi, do artista Mauritano, na Casa da Música, no próximo dia 28, às 18h. A exposição circulará também pelos espaços da SecultBA na capital (Alagados e Plataforma) e no interior (Feira de Santana e Alagoinhas), entre agosto e dezembro. O Viva o Abaeté Especial Caymmi, com Morenas de Itapuã e Velha Guarda de Itapuã, será realizado, também, na Casa da Música, dia 29, às 18h, além de circular em outras instituições entre os meses de maio e julho.

No dia 30, data do centenário, a programação do bairro começa pala manhã com uma série de atividades. Às 14h30, haverá o Lançamento do Selo comemorativo do centenário, dos Correios, na Casa da Música e, às 15h, ocorrerá a abertura da exposição Hoje e Sempre Dorival Caymmi, no Abaeté. O Cortejo Caymmi! De Itapuã para o Mundo…, terá como ponto de partida o Abaeté, às 16h e fará uma trajeto até a Praça Dorival Caymmi, onde acontecerá o espetáculo homônimo, com os artistas Aloísio Meneses, Cláudia Cunha, Firmino de Itapuã, Jussara Silveira, Orquestra de Pandeiros de Itapuã, Roberto Mendes e Saraiva. A festa continua com o show Malê Canta Caymmi, às 21h e Dia 1º de maio, às 16h, com os artistas locais Bambeia, Cultura Popular, Samba e Sede e Saraiva.

Ainda no dia 30, o Pelourinho recebe três shows do projeto Versando Caymmi – 100 Anos, nos largos do Centro Histórico. Silvinha Torres, Ângela Lopo e Robson Moraes apresentam sucessos de Caymmi e de seu filho Dori, no Largo Pedro Archanjo. A banda Soul Tambor, liderada por Lucas Di Fiori, comanda o show no Largo Tereza Batista e no Quincas Berro D´Água, a festa ganha sonoridade de MPB com a cantora Clau Andries, com participação de Mazo Guimarães. Os três shows começam às 21h e têm entrada gratuita.

Já o projeto Trocando Palavras acontece no Palacete das Artes, dia 26, às 16h, promovendo a troca e doações de obras literárias. O evento conta com participações de Alexandre Leão e do violonista Kito Matos, apresentando músicas de Dorival Caymmi.

No Teatro Castro Alves (TCA), neste domingo (27), às 11h, alunos da Escola de Dança da Fundação Cultural da Bahia farão uma homenagem a Caymmi com o espetáculo “A gente não quer só comida…”, cuja abertura contará com um cortejo que traz, no repertório, músicas de Caymmi interpretadas por Clécia Queiroz. No dia 11 de maio, às 10h, o Domingo no TCA traz o espetáculo de Claudia Cunha com participações especiais, cantando Caymmi.

A programação inclui também a exibição do filme “Mestre Caymmi da Bahia” (2006), de Delza Schaun, em dez espaços culturais da SecultBA na capital e no interior. O documentário traz entrevista feita com Caymmi no Rio de Janeiro, aos 92 anos, em que ele fala, entre outros assuntos, da carreira, dos momentos marcantes da vida e da saudade da Bahia.
O filme integra o projeto Terças na Tela do Circuito Popular de Cinema e Vídeo dos Espaços Culturais da SecultBA. As exibições, gratuitas, serão no dia 29 de abril. Os horários das sessões podem ser conferidos no blog dos Espaços Culturais da SecultBA.

Acontece na segunda-feira (29) o retorno da programação do Sarau da Câmara Municipal de Salvador. Nesse dia especial o Sarau abre a semana de comemorações ao centenário de Dorival Caymmi e lança o edital do Festival de Poesia Recitada da Câmara Municipal de Salvador. Sob a coordenação dos poetas Edgar Velame e Pareta Calderasch, o sarau conta com ampla programação e recital aberto no final. O evento acontece às 18h, no centro cultural da câmara de vereadores.
Em setembro, a Orquestra Rumpilezz fará um show com repertório composto por obras do homenageado que contará com participação dos alunos de música do Centro de Formação em Artes (CFA) da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB).

Oportunidades não faltam para homenagear um dos maiores protagonistas da música brasileira!

Há seis anos Dorival nos deixava com a sensação de que É doce morrer no mar, onde as ondas levam e as ondas trazem. Criou canções inspiradas pelos hábitos, costumes e tradições do povo baiano, como “Saudade de Bahia”, “Samba da minha Terra”, “Saudade de Itapuã”, “Marina” e “Maracangalha”.

Muito de si, deixou. Agora, desejamos que as águas levem toda a gratidão de um povo em que conquistou.

Abaixo, uma gravação feita pela TV Cultura, em 1972, quando Dorival Caymmi estava com 58 anos. Nela, ele canta algumas de suas canções e relembra momentos marcantes de sua vida desde a infância na Bahia.

abr
22

Agenda Cultural

Postado por soteropolis

Veja as dicas de eventos e projetos culturais que o Soterópolis separou para a sua semana!

abr
10

P55

Postado por soteropolis
Lima Trindade / Foto: Ricardo Prado

Lima Trindade / Foto: Ricardo Prado

Por Marília Randam

Nesta semana você assiste no Soterópolis uma matéria sobre literatura. Você gosta? Então não pode perder o lançamento de dois novos livros da coleção Cartas Bahianas, com editoração de Claudius Portugal da P55.

Lima Trindade lança O Retrato ou um pouco de Henry James não faz mal a ninguém. O conto se passa em Portugal e é vivido por personagens brasileiros. A trama é agitada por um romance inusitado e arrebatador! Bom, daqueles livros que você lê em uma sentada!

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Quem também lançou uma Carta Bahiana foi a poetisa Ludmila Rodrigues, com seu livro Minha Cabeça já não comporta tantos antigamentes. Uma deliciosa reunião de poesias, já publicadas em seu blog.
Pra saber muito mais sobre estas publicações, é só assistir ao Soterópolis desta quinta! Começa às 22 horas no canal 2.2.

mar
19

A caixa não é de Pandora

Postado por soteropolis

por Érica Fernandes

Virginia Woolf foi uma mulher à frente do seu tempo. Consciente, crítica e irônica, a escritora, considerada uma das maiores romancistas do século XX, é a autora de um ensaio sobre a condição social das mulheres de sua época: Um Teto Todo Seu.

Na obra, Virginia Woolf investiga também a participação feminina na produção literária e a influência do machismo na indiferença dessa escrita ao longo do tempo. E chega a uma conclusão: somente quando a mulher se torna independente financeiramente e com um “teto todo seu”, ela passa a ter voz ativa e ser condutora de sua própria vida.

Inspirada pela leitura desse livro, a atriz baiana Andrea Elia, junto com o diretor Elísio Lopes Jr., decidiu escrever o espetáculo “A Caixa Não é de Pandora”, em cartaz neste mês de março em Salvador.

Andrea Elia, em entrevista ao Soterópolis

A história é livremente baseada no ensaio de Virginia Woolf e fala sobre a crise de identidade de uma escritora de “romances açucarados” – Pandora Lobo.

Título de Pandora Lobo, protagonista vivida por Andrea Elia no teatro

O título também faz referência ao mito grego que narra a chegada da primeira mulher à Terra e, com ela, a origem de todas as tragédias humanas (“a caixa de Pandora”). Criada por Zeus para vingar Prometeu, Pandora surge na Terra com uma caixa que contém todas as desgraças e um único dom – a esperança, sob a recomendação de jamais abri-la. Vencida pela curiosidade, a caixa é aberta, mas fechada antes de a esperança sair.

“Essa metáfora foi a maneira encontrada pelos gregos para representar, num enredo de fácil compreensão, conceitos relacionados à natureza feminina, como a beleza, a sensualidade e o poder de dissimulação e de destruição.” (Fonte: http://www.significados.com.br)

A caixa NÃO é de Pandora (o espetáculo) exime a protagonista da culpa pelos males do mundo e mergulha no universo feminino e nos dilemas enfrentados por uma Pandora moderna, na busca pela libertação de todas as mulheres que existem dentro dela.

 

Serviço

A CAIXA NÃO É DE PANDORA

Dir.: Elísio Lopes Jr.

Teatro Jorge Amado – Pituba

Até 30/03 (sexta, sábado e domingo) – R$ 20

mar
6

O SUPER HERÓI

Postado por soteropolis

Por Denise Rabelo

Você já imaginou se a Bahia tivesse um super-herói capaz de resolver os problemas de violência e limpeza urbana, por exemplo? Essa figura já existe e se chama Ninguém. Pois é, o super-herói baiano foi criado, em 1991, pelo desenhista e animador Augusto Mattos e já está em atuação através de desenho animado, cartoon e tira em quadrinhos. Agora, Augusto Mattos quer que Ninguém vire série.

Mas Ninguém não é super-herói em tempo integral. Quem aguenta? Ele trabalha como gari da Limpurb e estimula a reflexão em torno de problemas sociais e de identidade. Ao longo da trajetória de Ninguém, o pai do personagem conquistou diversos prêmios e também acumulou experiência trabalhando em projetos como a série de animação Fala Menino, de Luís Augusto, e o longa Ritos de Passagem, de Chico Liberato. Veja no endereço abaixo o desenho animado de Ninguém:

O Soterópolis vai ao ar quinta-feira às 21h e tem horário alternativo no domingo, às 16h Você também pode assistir pelo portal: www.irdeb.ba.gov.br

fev
12

Imagens de vaqueiros em exposição na Galeria Solar Ferrão

Postado por soteropolis

Por Denise Rabelo

Uma viagem pelo ambiente rural, acompanhando a lida com o gado, o dia-a-dia na fazenda. Mesmo para quem mora em Salvador, essa experiência é possível, através da exposição “Imagens dos Vaqueiros da Bahia”, em cartaz até março, na Galeria Solar Ferrão, no Pelourinho.

Estão expostas mais de 40 fotografias de Josué Ribeiro, Bauer Sá e Elias Mascarenhas, com curadoria de Washington Queiroz. Além das fotos, o público tem oportunidade de ver reproduções de falas de vaqueiros.

Exposição Fotográfica Imagens dos Vaqueiros da Bahia até março de 2014 terça a sexta, de 12h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h Galeria Solar Ferrão, Rua Gregório de Matos, 45, Pelourinho, Salvador

A profissão, apesar de antiga, só foi regulamentada, no Brasil, em 2013, com a Lei 12.870. Na Bahia, em 2011, o ofício de vaqueiro foi reconhecido como patrimônio imaterial, inaugurando o livro de Registro Especial dos Saberes e Modos de Fazer.

O vaqueiro é uma figura emblemática do sertão baiano, do nordeste e de outras regiões do país. Profissional que desperta interesse de jornalistas, historiadores, memorialistas.

Uma das publicações é o livro “Terra de Vaqueiros – Relações de trabalho e cultura política no sertão da Bahia, 1880-1900”, da historiadora Joana Medrado. Publicado pela Unicamp, em 2012, o livro tem como foco a convivência entre vaqueiros e fazendeiros, na região de Jeremoabo, sertão baiano. Entre tantos documentos analisados, a historiadora teve acesso a cartas de vaqueiros endereçadas a fazendeiros. Ao longo da pesquisa, ela percebeu que não havia uma “servidão inconsciente”, como supunham autores como Euclides da Cunha.


Terra de Vaqueiros – Relações de trabalho e cultura política no sertão da Bahia, 1880-1900
Joana Medrado
Publicado em 2012 – Editora Unicamp

Assista a matéria completa no programa de amanhã. Lembre-se que o Soterópolis vai ao ar quinta-feira às 21h e tem horários alternativos no domingo, às 19h e terça, às 22h30 na Tve (canal 2), pela TV Sky (canal 2.2) ou pelo portal: www.irdeb.ba.gov.br

fev
10

DESTAQUES DO PRÓXIMO PROGRAMA – SOTERÓPOLIS 13/02

Postado por soteropolis

Por Edinaldo Junior

O Soterópolis desta semana traz muita música, palhaçaria e comportamento. No quadro Perfil, o músico baterista Marcelo Brasil revela seu processo de criação ao longo da carreira, que inclui nomes importantes da música brasileira e internacional. Músico autodidata, ele integra a família Brasil, conhecida pela veia musical forte. Marcelo é irmão de Luiz Brasil (guitarrista), Jorge Brasil (baterista) e Mou Brasil (guitarrista). Já tocou com Sarajane, integrou a banda de Moraes Moreira, Luiz Caldas e Jimmy Cliff. Participou também da turnê “Fina Estampa” de Caetano Veloso.

Ainda falando sobre música, acompanhamos a reunião do rock da Bahia com o rock de Pernambuco com o projeto paralelo Trummer SSA (Super Sub América). O trabalho juntou integrantes da Vivendo do Ócio, Luca Bori e Dieguito Reis, e o vocalista e guitarrista da Banda Eddie, Fábio Trummer, que se apresentaram no Teatro Sesc-Senac Pelourinho. Depois da junção, em menos de três meses, os músicos já tinham composto e arranjado dez músicas, que logo foram gravadas em um esquema ao vivo no estúdio. As faixas gravadas integram o álbum ‘Ardendo em Chances’.

E ainda tem a homenagem que jovens músicos baianos renderam a um dos mais importantes grupos do Estado e do cenário da música brasileira: Os Novos Baianos. Sob o comando de Lahiri e Kashi Galvão, filhos de Luiz Galvão, o projeto intitulado ‘Nossos Baianos’ traz músicas da carreira do grupo autor do disco ‘Acabou Chorare’. O projeto atual reúne Andrea Martins (Canto dos Malditos na Terra do Nunca), Kalu, Pedro Pondé (Scambo), Peu Tanajura, Pietro Leal (Pirigulino Babilake) e Renata Bastos nos vocais, e os músicos Heldinho Barral (O Pulo) no baixo, Igor Caxixi (Caxerê) na percussão, Kashi Galvão no violão, Ricardo Caian (Ricardo Caian e os Beduínos Gigantes) na guitarra e Ricardo Machado na bateria. Lahiri Galvão permeia o show com poesias de autoria do seu pai, Luiz Galvão.

O riso também contagia o Soterópolis em uma reportagem que vai mostrar a relação do riso e do palhaço. Conversamos com Demian Reis, ator, palhaço, diretor e pesquisador no assunto, que lançou o livro ‘Caçadores de Risos – o maravilhoso mundo da palhaçaria’. Na conversa, Demian fala do uso do riso na dramaturgia e como ele se construiu como artifício ao longo da história, a relação do palhaço com este artifício e como ele é visto dentro do universo da arte. O programa traz ainda a programação cultural da capital e do interior do Estado na Agenda. O Soterópolis é exibido todas as quintas, 21h, com horários alternativos aos domingos, 19h, e às terças, 22h30.

Confira tudo isso no nosso próximo programa. O Soterópolis vai ao ar quinta-feira às 21h e tem horários alternativos no domingo, às 19h e terça, às 22h30 na Tve (canal 2), pela TV Sky (canal 2.2) ou pelo portal: www.irdeb.ba.gov.br

fev
6

Patrimônio cultural: valorizar e cuidar

Postado por soteropolis

Por Denise Rabelo

Se você chega a um país distante e vê uma fotografia da Lavagem do Bonfim, você imediatamente relaciona a imagem a Salvador-Bahia-Brasil. Isto é patrimônio cultural. São bens materiais ou imateriais relevantes para a permanência e identidade da cultura de um povo.
A equipe do Soterópolis visitou a Santa Casa de Misericórdia da Bahia, acompanhada da museóloga Jane Palma. Na Capela Mor da Igreja da Misericórdia, ela chamou a atenção para o trabalho de restauro desenvolvido no ano passado, que revelou pinturas de autoria atribuída a José Joaquim da Rocha (1737-1807).
O Salão Nobre, onde são realizadas reuniões importantes, também guarda um mobiliário de época bastante valioso culturalmente. Uma das cadeiras do espaço foi confeccionada em 1859, para o imperador Dom Pedo II. Jane destaca, nesse caso, que um objeto ganha relevância cultural também em função do uso, já que uma cadeira com características idênticas não teria a mesma relevância.

Despertar nas crianças e adolescentes o interesse pelo patrimônio é um dos objetivos do livro O Colecionador e o Cristal do Pensamento, assinado pelo museólogo Marcelo Cunha e pelo escritor Alec Saramago.
O livro gira em torno da aventura de um grupo de estudantes que precisa desenvolver uma atividade extraclasse e acaba viajando no tempo ao visitar museus. Fantasia e realidade se misturam nessa história que revela aos leitores aspectos práticos e conceituais da preservação do patrimônio. A publicação é uma produção da Doc-Expõe, prestadora de serviços de museologia, exposições e documentação empresarial.

Confira no próximo programa a matéria sobre o livro. O Soterópolis vai ao ar quinta-feira às 21h e tem horários alternativos no domingo, às 19h e terça, às 22h30 na Tve (canal 2), pela TV Sky (canal 2.2) ou pelo portal: www.irdeb.ba.gov.br

fev
4

Uma aposta no bom humor

Postado por soteropolis

Por Denise Rabelo

Todas as pesquisas comprovam: rir é o melhor remédio. Uma boa risada traz benefícios à saúde, à criatividade e ainda queima calorias. Oba!
Já que não tem contra-indicação, estimular o riso é também um prato cheio para quem lida com teatro e cinema. Quase sempre é sinônimo de boas bilheterias. Apesar desses aspectos favoráveis, a comédia é alvo de um “certo” preconceito.

A dramaturga, escritora e pesquisadora Cleise Mendes, autora do livro “A Gargalhada de Ulisses”, diz que a comédia é vista como um gênero menor quando comparada ao drama. “Quando a gente chega ao século do racionalismo, começa-se a supervalorizar o racional na arte. Na verdade, uma mistura que foi feita das idéias de Platão com o cristianismo, que é uma coisa de valorizar o sofrimento”, explica Cleise.

Para o pesquisador e palhaço Demian Reis, através do riso é possível perceber quais os valores que operam em determinada sociedade. Ele acrescenta que é preciso saber com clareza quem é o alvo do riso. “O trabalho do palhaço é fazer os outros rirem. Quem deve rir é o público”, completa.
Demian é autor do livro “Caçadores de Riso”. Ele chama a atenção para o quanto as comédias estão ganhando fôlego no audiovisual. Como o palhaço Teso, ele já participou até de cerimônia de casamento. Em 2011, fez uma espécie de visita-convivência ao hotxuá Ismael Ahprac Krahô, um dos responsáveis pelo riso numa aldeia indígena de Tocantins. A experiência integrou um projeto de pós-doutorado da Universidade Federal da Bahia.

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