IRDEB - Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia
TV Rádio Notícias Interatividade
jul
24

Exposições da Bienal da Bahia: 2º temporada

Postado por soteropolis

Por Carolina Garcia

Dentro da programação da segunda temporada de ações da Bienal da Bahia 2014, o Soterópolis foi até o ICBA, Galeria Acbeu e Solar Ferrão para ver de perto as novas exposições que integram o Museu Imaginário do Nordeste. Divididas em departamentos e seções, elas exploram temas e vieses distintos que remontam ao conhecimento sobre arte conceitual.

No ICBA (Goethe Institut), a proposta é fazer do local um “núcleo histórico”, que resgate através da literatura alemã do inicio do século XX as aproximações artisticas entre Brasil e Alemanha. Nas projeções em vídeo o visitante encontra referências de Boetti, Beuys, Daniel Buren, Lawrence Weiner. Compõem ainda a exposição peças de Robert Barry e do brasileiro Guto Lacaz. A Curadoria é de Marcelo Rezende.

Na Galeria do Acbeu e no Solar Ferrão a Curadoria é de Ayrson Heráclito, e a proposta é de fazer uma imersão no fazer artístico e nos discursos sobre nossas raízes nordestinas e africanas, respectivamente. No primeiro espaço, os artistas Paulo Meira, Paulo Bruscky, Rogério Duarte, Maxim Malhado, Ingmar Bergman, Glauber Rocha, Abraham Palatnik e Ana Cristina Cesar inspiram-se na proposta do curta “O Pátio”, o primeiro de Glauber Rocha, para pensar no sistema de regras ao qual as obras estão inseridas, para além da criatividade e da liberdade de expressão.

Solar-Ferrão_bienal da bahia

Exposição no Solar Ferrão. | Foto: Divulgação

Já o Solar Ferrão divide suas galerias para duas propostas. Na Galeria 1, o Departamento da Marchetaria de Ficções Instáveis / Seção: Formas de Orientalismo traz obras de Vieira Andrade, Gustavo Carvalho, Milena Travassos, Nino Cais, Alex Oliveira, Beatriz Franco, Fernando Pontes, Paulo Nazareth e Evandro Sybine que problematizam as visões cristalizadas sobre o nordeste, o ser nordestino – seus espaços, corpos e discursos. Na Galeria 2, está o Departamento do Pós-Racialismo (corpo, dispositivo e subjetivação) / Seção: Áfricas, que traz obras de artistas brasileiros, africanos e norte americanos – a saber, Bakary Diallo, Aristides Alves, Adenor Gondim, Bauer Sá, Mario Cravo Neto, Eneida Sanches e Tracy Collins – que materializam o corpo africano e seus símbolos em construção, ou seja, em subjetivação.

O Museu Imaginário do Nordeste ocupa ainda o Ateliê Hilda Salomão, a Igreja do Pilar,  o Ateliê Eckenberger, o Acervo da Laje, a Casa-Museu Solar do Santo Antônio, o Museu Carlos Costa Pinto, o Palacete das Artes, O Arquivo Público da Bahia, a Galeria Esteio (Escola de Belas Artes da UFBA), O Museu Náutico da Bahia, o Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, e o Museu de Arte Sacra. No interior, a ação está nas cidades de Cachoeira (na Galeria Hansen Bahia) e em Feira de Santana (no centro Universitário de Cultura e arte – CUCA).

Veja toda a programação desta 2ª temporada no site da Bienal: http://bienaldabahia2014.com.br/wp/programacao-segunda-temporada/

jul
24

Candomblé na mídia

Postado por soteropolis

Por Renata Nascimento

As religiões de matriz africana vêm sendo cada vez mais difundidas e retratadas pela imprensa. Mas será que essa relação é pacífica? Como os meios de comunicação abordavam o candomblé e a umbanda antigamente?

Candomble-1

Durante muito tempo os jornais serviram como principal veículo de denúncia do candomblé, ajudando na repressão feita pela polícia aos terreiros. Atualmente podemos perceber uma maior ascensão do povo do candomblé dentro dos veículos de comunicação. Isso vem ajudando a desmistificar muita coisa, mas ainda é possível identificar um forte ataque de alguns setores da sociedade às religiões de matriz africana, a exemplo das igrejas pentecostais que se utilizam de canais de televisão para disseminar a intolerância religiosa.

Acompanhe um pouco como essa relação se estabeleceu no passado e no presente no Soterópolis desta quinta, 24, às 22h, na TVE Bahia.

jul
24

Arte e Sustentabilidade – Parte 2

Postado por soteropolis

Por Marília Randam

Já estamos cansados de saber que o planeta vai mal…Alguns continuam no mesmo lugar, mas ainda bem que há quem siga o caminho contrário e tente reduzir o resíduo que nós mesmos criamos. Pensando do ponto de vista do planeta, não tem mais como jogar lixo fora, porque simplesmente não há fora. Nenhum lugar fica isento do lixo que produzimos, por isso precisamos pensar em soluções criativas de reutilização.

marília bergon

Nossa repórter, Marília Randam, foi literalmente engarrafada por Bergon. | Foto: Wagner Jesus

Nesta etapa da reportagem “Arte e Sustentabilidade”, conversei com o artista baiano Bernardo Bergon, que como ele mesmo se descreve é “vidrado no vidro”. Bergon transforma garrafas em verdadeiras obras de arte e também em utilitários domésticos.

Também batemos um papo com André Fernandes, fundador do projeto Praia Limpa. Esse artista é responsável pela criação de várias obras, todas elas produzidas com o lixo oriundo das praias baianas. Em parceria com crianças da comunidade, colaboradoras do projeto, André confeccionou o bandeirão do Brasil que ficou exposto na Arena Fonte Nova durante a realização da Copa do Mundo 2014.

Veja hoje, às 22h, no Soterópolis!

jul
24

O músico Tuzé de Abreu e o show Novas Aventuras no País do Som

Postado por soteropolis

Por Denise Dias

A inquietação faz parte da história artística do músico Tuzé de Abreu. A vontade de quebrar regras e experimentar resultou no show Novas Aventuras no País do Som, que foi apresentado em julho no Teatro Vila Velha, em Salvador. Uma galera se juntou para essa empreitada,  tendo como ponto de partida a obra de Tuzé de Abreu e Walter Smetak como inspiração. São artistas com vivências em pesquisas cênicas, plásticas, poéticas e sonoras: Greice Carvalho, esposa de Tuzé; André Rangel, Edbrass Brasil, Heitor Dantas, Orlando Pinho, Antenor Cardoso, Rosa Abreu e Mateus Dantas.

10492205_1508498219379355_9034854231294170401_n

Tuzé de Abreu durante o show Novas Aventuras no País do Som. | Divulgação.

O show Novas Aventuras no País do Som traz uma multiplicidade de ambientes estéticos e convive, sem traumas, com o tradicional e o moderno, com o samba e a música experimental. No repertório, canções autorais e parcerias. Clássicos como Vivendo em Paz, gravada por Caetano Veloso, Meteorango Kid, que inspirou o filme homônimo na década de 70, além de composições inéditas.

jul
17

A riqueza artística do subúrbio de Salvador no Acervo da Laje

Postado por soteropolis

Por Denise Dias

O pesquisador e professor José Eduardo Ferreira Santos nasceu e foi criado no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Sempre ouviu falar que não existem artistas no Subúrbio. Resolveu provar justamente o contrário. Uniu seus conhecimentos de pesquisador e, juntamente com o fotógrafo Marco Illuminati, começou a garimpar as obras artísticas da região, que também é rica em beleza natural. O trabalho resultou no Acervo da Laje.

FOTOS-de-junho-de-2012-035-1024x768

O Acervo da Laje fica numa casinha bem pequenina e simples na Rua Nova Esperança, 4 E, São João do Cabrito, em Plataforma, Salvador-Ba. O espaço reúne um acervo incrível com pinturas, quadros, máscaras, conchas, cerâmicas, madeira, azulejos, etc. Só visitando para ter noção da riqueza artística, mas antes é bom agendar a visita porque o Acervo da Laje funciona na laje da casa da mãe de José Eduardo e, vale ressaltar, não recebe recursos governamentais.

Este ano, o Acervo da Laje integra a 3ª Bienal da Bahia. O projeto dá visibilidade aos chamados “artistas invisíveis” e fortalece a produção artística do lugar. Em entrevista à equipe do Soterópolis, José Eduardo diz que a arte uniu o que a violência e o abandono separaram. Ele conhece bem o potencial de transformação que a arte proporciona e busca renovar os sonhos dos artistas do Subúrbio de Salvador.

jul
17

Caymmi vive

Postado por soteropolis

Por Carolina Garcia 

Se estivesse entre nós, Dorival Caymmi chegaria ao centenário neste ano de 2014. O marco mobilizou artistas de todo o país, que se dedicaram a prestar homenagens para celebrar a obra deste artista que, sem dúvida, foi um dos mais importantes da musica e da cultura brasileira.

DorivalCaymmi

Atribui-se a Caymmi a criação dos estereótipos que povoam o imaginário brasileiro em torno do baiano. Em suas músicas, o mar, o pescador, a mulata jeitosa, a capoeira, e tantos outros símbolos levaram para todo o país os cenários, a gente e a vivência de uma Bahia serena, ou mais especificamente, preguiçosa. “Tudo o que Caymmi canta a gente vive, respira. É certo que a Bahia mudou e que também ele inventou uma Bahia que ele quis cantar mas são símbolos de uma Bahia antiga que resiste no modo de ser da gente e que torna esse Estado ainda mais charmoso”, diz o músico Paquito, admirador da obra de Caymmi. O argumento é reverberado pelo músico Tuzé de Abreu, que considera Caymmi artista fundamental para a identidade cultural da Bahia e do país.

Boa parte das homenagens aconteceram em abril, mês do centenário, mas elas seguem, indicando que um mês é pouco para reverenciar Caymmi. A cantora Claudia Cunha interpreta canções do artista no show “Caymmi é 100”, que teve primeira apresentação em maio, no TCA e agora volta a se apresentado nos dias 25 e 26 de julho, no Café Teatro Rubi, no Sheraton Hotel da Bahia. Em Brasília, nos dias 19 e 20/07 a Companhia de PeQuod apresenta o espetáculo Marina – 100 anos de Caymmi, em versões infantil e adulto. Quem estiver por São Paulo, pode aproveitar e visitar a exposição “Caymmi 100 anos”, que tem como curadora Stella Caymmi, neta do artista, e que fica aberta até 18/09 no Centro Cultural Correios. Ainda está previsto o lançamento de um álbum especial, organizado por Dori Caymmi.

jul
14

O corpo da mulher em cena: na arte, na vida e na literatura!

Postado por soteropolis

Por Vania Dias

Existem várias perspectivas e vários pontos de partida  para falar do feminino e das suas singularidades,  ao longo do tempo.  A nossa equipe escolheu abordar a mulher e as representações na arte a partir do ponto de vista de artistas que estão em cena discutindo essas questões.  Falar de hoje sem deixar de olhar para o passado para conferir os passos dados e tomar nota do que ainda temos por construir e por conquistar.  Foi com esse espírito de escuta e de provocação que fomos ao encontro das nossas fontes.

Inicialmente, encontramos os artistas do grupo Teatro Base, uma companhia de teatro que se prepara para terceira montagem e onde este é o tema central da encenação. Conversamos com Lara Duarte e Naia Pratta que acrescentaram a partir de suas vivências como mulheres, mas também como filhas, mãe, amigas e artistas, os conflitos que estão postos e muito bem servidos – de modo subliminar ou mesmo escancarado – nas rodas que ditam as regras sociais, o que pode ou o que deve ser, ter, fazer uma “boa moça de família”.

Na mini-residência artística, Delirium Ambulatorium, cada pessoa pode expressar as suas indignações diante de um mundo ainda machista. O resultado disso – que não se esgota nem nas oficinas e nem nos palcos – a gente assiste em breve na nova montagem teatral do grupo.

 

Vania Dias conversa com Amélia Conrado, que divide com Ricardo Biriba a direção e a coreografia do espetáculo de dança Maria Meia Noite.

 

Também em cena para pensar o corpo da mulher a partir de uma figura emblemática da capoeira, o projeto “Maria Meia Noite” encena com atrizes e atores os cinco atos onde o feminino é tematizado. O assunto é abordado não de maneira explícita e direta, mas nas entrelinhas de corpos que carregam em si os seus discursos, os seus textos, as suas simbologias de significantes e significados trocados com a plateia.

Por fim, pra finalizar a missão de ampliar a escuta, tivemos uma papo cheio de deleite com a professora Linda Rubim que nos trouxe aspectos da literatura. Elas nos contou de uma poetiza pouco conhecida, a Jacinta Passos e apresentou o livro “Miradas: gênero, cultura e mídia”, fruto de artigos produzidos por integrantes do grupo “Miradas”, do Centro de Estudos Muldisciplinares em Cultura (CULT).

Tudo isso e um bocadinho mais de conteúdo que possa levantar novas interrogações estão postas na matéria inédita que vai ao ar, hoje. Renovar o olhar é um exercício que este programa de cultura tem como compromisso. Eu espero vocês, logo mais, às 22h, na telinha da TVE-BA. Ah, e não esqueça, o nosso bis acontece sempre aos domingos, às 19h e as terças, 23h30. Não perca!!!

jul
11

Aquarela do Samba lança cd e dvd aos 15 anos de carreira

Postado por soteropolis

Por Zeca de Souza

Aos quinze anos de estrada tocando samba clássico e cheio de história pra contar, o grupo Aquarela do Samba coloca cd e dvd na praça fazendo o que sabe fazer de melhor, sempre com Alforria Musical é o título dos lançamentos da banda, que representa uma etapa em que o grupo optou pela primeira vez por gravar apenas composições próprias, uma vez que até aqui, tudo era feito em cima de obras de colaboradores.

Wilson Sales, cantor e líder da banda, conta que no começo eles não queriam apenas criar um grupo de samba, mas queriam trazer algo de novo pro formato das apresentações em comparação ao que se via aqui. Foi então que o Aquarela do Samba adaptou o formato “fundo de quintal”, com todos os músicos sentados ao redor da mesa, com comida, bebida e alegria, tornando o clima extremamente familiar ao estilo de vida do brasileiro.

O Aquarela do Samba já colaborou com uma lista extensa de artistas que vai de Alcione a Paulinho da Viola, e está sempre em atividade com um olho no próximo passo. Uma das ações mais disputadas pelo público é o Barco do Samba, em que a banda se desloca em uma escuna pela Baía de Todos os Santos tocando para uma plateia privilegiada.

O Soterópolis recomenda que você fique atento às atividades do Aquarela do Samba, ouça os discos, vá aos shows, e claro: tire um dia pra ir ao barco do samba. Acesse www.aquareladosamba.com.br

jul
9

A crítica de arte Cristina Pescuma conversa com o Soterópolis

Postado por soteropolis

Por Caroline Vieira

Em 1917 o artista Frances Marcel Duchamp levou um urinol para o museu causando um imenso impacto no sistema de arte. Pertencente ao movimento Dadaísta, Duchamp pregava a anti-arte, levando uma discussão que parece ecoar até hoje entre os artistas contemporâneos. Estávamos no início da era moderna e o movimento conhecido como vanguardas históricas trazia no seu bojo uma maior autonomia para os artistas que não trabalhavam mais sob encomenda.cab637_c81bf7bf30db819710f10104b1f39df01.jpg_srz_400_765_75_22_0.50_1.20_0.00_jpg_srz1

De passagem pela cidade para o lançamento do livro A Arte Contemporânea e o pensamento da diferença, a crítica Cristina Pescuma conversou com a equipe do Soterópolis sobre o lugar que a arte ocupou na era moderna e os seus reflexos nos dias atuais.

Em uma das passagens da entrevista, que pode ser vista no Soterópolis desta semana, Cristina discute a necessidade de participação do espectador para a existência da obra e a importância de se compreender os processos que envolvem a criação.

Por fim, Pescuma nos falou sobre o estado político da arte e o lugar que o artista assume hoje. Este ser em permanente “desencaixe” se torna político diante da rotina do dia a dia, fazendo com que nós enxerguemos o que parecia invisível.

jul
9

Futebol e Arte (Parte 3)

Postado por soteropolis

Por Marina Montenegro

A série Futebol e Arte procurou investigar a relação do futebol com as artes e de que forma um esporte pode influenciar tanto no campo artístico. Vimos na primeira parte como a final da copa de 98 inspirou a animação de Caó Cruz Alves e como o futebol arte de grandes jogadores inspirou o músico Jonga Lima. Acompanhamos também, na segunda parte da matéria, a presença do futebol no teatro, na peça de Edvard Passos.
Falamos sobre animação, música e teatro.

bahea

Cataz do filme “Bahêa, minha vida” / Reprodução

Esta semana apresentamos a literatura e o cinema e suas relações com o futebol. Para isso, conversamos com o historiador Aloildo Gomes, autor do livro “Popó, o Craque do Povo”. Inspirado pelo jogador Apolinário Santana, o Popó, Aloildo, que escrevia uma coluna chamada “Memória do Futebol”, percebendo a importância do jogador, reuniu todo o material sobre Apolinário e lançou o livro. Popó foi o maior craque do futebol baiano nas décadas de 1920 e 1930 e jogou em onze clubes baianos, sendo mais reconhecido no Ypiranga.

Se para Aloildo a inspiração veio dos campos, para Marcio Cavalcante ela veio das arquibancadas. Torcedor do Esporte Clube Bahia, o cineasta resolveu aproveitar a paixão que o clube provoca em sua torcida para lançar o filme “Bahêa, minha vida” em 2011. O documentário explora essa relação entre a torcida e o clube e procurou ouvir grandes figuras que fazem parte da história do time.

Não perca a última matéria da série Futebol e Arte, nesta quinta, 10, às 22h, no Soterópolis.

Governo da Bahia  ©2014 | IRDEB - Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia. SECOM - Secretaria de Comunicação Social