IRDEB - Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia
TV Rádio Notícias Interatividade
abr
15

No ritmo das pulsações artísticas dos nossos dia

Postado por soteropolis

Por Vania Dias

O Diretor do Museu de Arte Moderna da Bahia, Marcelo Rezende, garantiu presença em umas das mesas durante o III Fórum do Pensamento Crítico e a gente aproveitou a passagem dele pelo debate pra também participar da discussão e compartilhar com vocês.

No inventário da ditadura, quais heranças foram bem aplicadas e por isso – hoje – ainda nos geram “rendimentos”? Nos dividendos dos anos de chumbo até o caminho e a conquista da Democracia, o que ficou impregnado na gente – em memória e história, mas também em horizonte e futuro?

50 anos depois desses anos terríveis é tempo de refletir e renovar. É tempo de celebrar o retorno da Bienal da Bahia, evento interrompido em sua segunda edição por mandos e desmandos políticos daquele período. É tempo de pensar nos novos rumos da arte e nas novas bandeiras de protestos que a geração de agora tem a dizer. Pra falar e provocar a pulsação artística que tem movimentado a cena das artes visuais, batemos um papo imperdível com Rezende. Se eu fosse você, eu clicava, curtia e compartilhava!!!

abr
10

Exposições, Bienais e Curadoria

Postado por soteropolis
Por Caroline Vieira

A discussão sobre o papel do curador, suas atribuições e funções, foi discutida no mês de março dentro de uma série de atividades pensadas e programadas para o processo de montagem da 3ª Bienal da Bahia.

O encontro reuniu curadoras da Bienal de São Paulo, do Pará e de Buenos Aires, além de curadores locais, como Ayrson Heráclito e Ana Pato.

No dicionário, a palavra curador quer dizer feiticeiro ou rezador. Interessante pensar este termo dentro do panorama das artes visuais e de como ele foi sendo incorporado ao circuito das artes.

Mas, afinal, quais são as atribuições e funções de um curador?

Mais do que um recorte do trabalho de um artista, a curadoria quer estabelecer um contato com o público. Sim, porque a obra de arte só existe em comunicação com o espectador.

A exposição não pode ser alienígena, ela tem que contaminar as pessoas, seja pela emoção ou pelo estranhamento. E deixar resíduos no lugar, transformar aquela comunidade, tanto do ponto de vista do seu interesse pela arte, como de pequenas/grandes transformações provocadas pelas reflexões postas.

O Curador é aquele que organiza a exposição. Seleciona o trabalho dos artistas ou de um artista individualmente. É ele também quem define como este trabalho será exposto no museu ou em pontos específicos da cidade. Detalha atividades educativas que colaborem para a formação de novas platéias. E também produz o catálogo e a comunicação da exposição.

Impossível não trazer à baila a exposição das artistas paraenses Roberta de Carvalho e Berna Reale.

Em ambas o ambiente, o encontro entre a obra e o público, não é mais o espaço do museu. E, sim, a própria cidade.

Roberta torna visível a população ribeirinha ao expor os retratos destas pessoas nas copas das árvores.

Berna faz uma ação na rua. O corpo é a obra de arte. Ele fere e é ferido ao caminhar pelas vielas, propondo uma fricção entre público e privado.

abr
10

Tito Bahiense e o seu CD BopSamba

Postado por soteropolis

Por Denise Dias

 ÍndiceResultado de uma parceria entre o cantor e compositor Tito Bahiense e o poeta Manuca Almeida, o CD BopSamba traz um misto de melancolia, swing, improviso, jazz, samba. A inspiração estava a todo vapor no momento do encontro dos dois amigos que ocorreu em São Paulo, num clima de descontração, por volta de 2002.

São 13 faixas ao todo que compõem o disco. Além de Manuca e Tito, Alexandre Leão também assina uma das composições. Apesar de ter sido concebido há bastante tempo, em 2005, Tito Bahiense faz questão de frisar que o CD é atemporal.

Índice1Na estrada desde o início dos anos 1990, Tito acumula bastante experiências com música e também com teatro. Como intérprete de João Gilberto, já conquistou um prêmio nacional. Atualmente, ele concilia a carreira solo com os trabalhos da Banda do Bem que acompanha a cantora Ivete Sangalo.

 

abr
10

P55

Postado por soteropolis
Lima Trindade / Foto: Ricardo Prado

Lima Trindade / Foto: Ricardo Prado

Por Marília Randam

Nesta semana você assiste no Soterópolis uma matéria sobre literatura. Você gosta? Então não pode perder o lançamento de dois novos livros da coleção Cartas Bahianas, com editoração de Claudius Portugal da P55.

Lima Trindade lança O Retrato ou um pouco de Henry James não faz mal a ninguém. O conto se passa em Portugal e é vivido por personagens brasileiros. A trama é agitada por um romance inusitado e arrebatador! Bom, daqueles livros que você lê em uma sentada!

._10007403_10202588398504595_1866940626_n
Quem também lançou uma Carta Bahiana foi a poetisa Ludmila Rodrigues, com seu livro Minha Cabeça já não comporta tantos antigamentes. Uma deliciosa reunião de poesias, já publicadas em seu blog.
Pra saber muito mais sobre estas publicações, é só assistir ao Soterópolis desta quinta! Começa às 22 horas no canal 2.2.

abr
9

O Compadre de Ogum no teatro, ou melhor, na igreja

Postado por soteropolis
Atores e músicos do Cortejo Afro participam da encenação

Atores e músicos do Cortejo Afro participam da encenação

Por Zeca de Souza

Da obra de Jorge Amado Os Pastores da Noite, a história O Compadre de Ogum se tornou espetáculo de teatro sob a direção de Edvard Passos, que também assina aadaptação do texto.

A trama gira em torno da situação em que se encontra o personagem Massu, que acaba de saber que é pai de uma criança. Mas qual dos amigos deve ser o padrinho? Depois de muita confusão eis que o orixá Ogum assume para ele próprio a honra- aí é que aparece outro problema: será que a divindade será admitida na igreja para a cerimônia?
A motivação para o projeto nasceu do desejo de falar sobre Salvador. O motivo de ter ido em Jorge Amado vem de uma vontade de se reconectar com a Bahia antiga, a baianidade clássica que se perde ao passo em que Salvador se torna mais cosmopolita com o passar do tempo.
Ainda assim, houve o cuidado para aproximar o texto dos dias de hoje. O original é de 1950, ano de Copa do Mundo, a coincidência ideal para linkar com os dias de hoje, incluir gírias e outros signos atuais.
A peça estreou em plena semana de comemorações pelo aniversário de Salvador, no inusitado espaço da igreja de Santana – a paróquia mais conhecida popularmente como Igreja do Largo da Dinha, no Rio Vermelho.
A Igreja de Santana foi fundada no ano de 1580, no começo da colonização no Brasil, com o objetivo claro de expansão da catequese indígena – em um tempo em que o Rio Vermelho era uma localidade muito distante do que se considerava o centro de Salvador.
Nos anos 1960, com a fundação da nova Igreja de Santana (ao lado da colônia dos pescadores do Rio Vermelho) a antiga perdeu importância e apenas recentemente começou a ter atenção do poder público sobre ela.
O fato é que, em diversos locais do Brasil, edificações religiosas servem como espaço para atividades culturais e com a Igreja de Santana é perfeitamente aceitável tal adaptação, uma vez que, dá pra unir a ocupação com a proximidade do público que frequenta a maior zona boêmia de Salvador.
abr
9

Quadro JANELA

Postado por soteropolis

Por Renato Fernandes

Encontro com o Mestre, é um curta-documentário, dirigido por Marcelo Abreu Góis, gravado em Lençois, 2009. Se trata de uma conversa leve, com o diretor baiano Luiz Paulino dos Santos, personalidade bastante importante na construção do cinema brasileiro das décadas de 60 a 80. Atuante no cinema novo, chegou a escrever o roteiro de um filme de Glauber Rocha. Encontro com o Mestre, venceu diversos prêmios, entre eles: O Prêmio Alexandre Robatto, no Festival Nacional Imagem em Cinco Minutos, pelo júri oficial em 2009, e o prêmio especial de melhor vídeo baiano, concedido pelo jurí da ABCV, também em 2009.
Foi selecionado para diversos festivais, como o FAM 2010 – Festival Audiovisual do Mercosul. E o Festival Panorama Coisa de Cinema, também em 2010.

abr
9

Dá pra encontrar um bom rango por apenas um real?

Postado por soteropolis

Por Zeca de Souza

moeda-1-real

É difícil de achar, mas não impossível. Em tempos de sobe-e-desce de preços de materiais e ingredientes, encontrar produtos alimentícios a preços extremamente populares como o da moedinha de um real não é tarefa fácil, mas procurando com cuidado a gente encontra.

No centro de Salvador, há uma lanchonete que vendia salgados como coxinha, boliviano, saltenha e similares por dois reais. Eis que o proprietário teve a idéia de baixar o preço para um real e a freqüência do público triplicou.

É claro que uma mudança deste tipo requer também mudanças no ritmo de produção. No caso desta lanchonete, o sistema de produção mudou: ao invés de uma cozinha, há uma fábrica que distribui para as sete lojas da empresa. Algum maquinário foi necessário para aumentar a produtividade, daí a possibilidade de colocar o preço de um real. O público adora. As lojas vivem cheias e o dono está sempre com um sorriso no rosto.

Em uma escala muito menor, há carrocinhas de cachorro-quente pela cidade que conseguem vender o hot dog a um real também. O segredo está na investigação dedicada a ingredientes mais baratos, normalmente encontrados na venda por atacado. Há vendedores que possuem empresa registrada e conseguem um preço mais em conta comprando através do CNPJ.

O público faz a festa, principalmente estudantes e trabalhadores que normalmente passam por essas carrocinhas em suas rotinas.

Infelizmente, por esse preço, encontramos apenas lanches e praticamente nenhuma opção saudável de alimentação. Uma salada de frutas por exemplo, tem um custo de produção que não viabiliza ser vendida por um real cada copo.

abr
3

A Ditadura da Cultura em Nós

Postado por soteropolis

por Vania Dias


Durante a Ditadura, mesmo com a censura, a subversão e os caminhos artísticos da resistência conseguiram agitar os duros anos de chumbo com o aquecimento da cena cultural brasileira. Apesar do golpe de 64 e do aumento da repressão em 68, o caldeirão cultural borbulhava e garantia através da arte os seus refúgios.

Em 2014, 50 anos depois desse tempo devastador, o país repensa os reflexos e as marcas deixadas no DNA brasileiro. Em Salvador, o III Fórum do Pensamento Crítico reuniu diversos artistas e intelectuais para discutir o que ainda se apresenta como desafio a ser superado nos dias de hoje. As heranças de uma cultura da violência que ainda refletem negativamente em nós.

Pra falar e aquecer o debate dessa íntima relação entre Ditadura e Cultura, o Soterópolis conversou com alguns intelectuais. As respostas provocativas e surpreendentes de Bob Fernandes, Paulo Miguez, Renato da Silveira e Paulo Costa Lima você acompanha, logo mais, no Soterópolis que vai ao ar, às 22h, no canal 2.2!!!!

III Fórum do Pensamento Crítico - Foto: Vania Dias

 

abr
3

3ª Bienal da Bahia

Postado por soteropolis

Dança Lia Robatto - 2ª Bienal da Bahia

por Zeca de Souza

A realização da terceira Bienal da Bahia é algo de muito especial. Pela primeira vez editada em 1966 sob o nome de 1ª Bienal de Artes Plásticas, a iniciativa dos artistas Juarez Paraíso, Chico Liberato e Riolan trouxe nomes como Lygia Clark, Rubem Valentim, Hélio Oiticica e Rubens Gerchman e o Convento do Carmo se transformou em força de descentralização da produção artística no Brasil, afirmando o cenário baiano e nordestino no resto do país.
Em 1968 outra edição da Bienal realizou-se, desta vez, no Convento da Lapa – que hoje é ocupado pelo Instituto de Letras da Universidade Católica de Salvador. Mais de três mil trabalhos divididos em categorias diversas estavam incluídos na programação mas apenas dois dias após a abertura, o evento foi fechado pela ditadura militar. Um mês depois a Bienal foi reaberta com dez trabalhos a menos, aqueles que segundo os censores, eram considerados
subversivos.
Tantos anos após, eis que surge a 3ª Bienal da Bahia, que acontece de 29 de maio a 7 de setembro de 2014. Mais de 30 espaços culturais de Salvador e do Interior receberão exposições, performances, ações educativas e uma programação cultural.
A curadoria segue a indagação É tudo nordeste? Em direção ao conceito central que sobrevoa todas as ações, exibições e projetos da terceira Bienal da Bahia. As inesgotáveis possibilidades do imaginário nordestino, a condição geográfica e a construção histórica são razões suficientes para a aproximação cultural e artística da região.
Segundo o diretor do Museu de Arte Moderna da Bahia Marcelo Rezende, uma das grandes metas da Bienal é gerar discussões em torno dos problemas reais da população de Salvador.
Fazer uso dos questionamentos em torno da realidade da população e caminhar rumo a soluções para problemas reais das comunidades. Assim como, deixar claro que inexiste a barreira que impede um cidadão de classe menos abastada de ir ao museu e se interessar por arte.
Fique atento ao leque de atividades em torno da 3ª Bienal da Bahia e faça parte.

abr
3

NA REDE

Postado por soteropolis

Já pensou em desenhar a sua própria história em quadrinho? No quadro “Na Rede” do programa de hoje traremos uma página que lhe ensina o passo-a-passo para desenhar mangás, estilo japonês de quadrinhos.

No blog a autora narra o seu próprio desenvolvimento no desenho de mangás e disponibiliza para download apostilas e manuais para que você posso aprimorar as suas técnicas. Conheça o www.mundomangaeanime.blogspot.com.br.

 

Governo da Bahia  ©2014 | IRDEB - Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia. SECOM - Secretaria de Comunicação Social