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mai
27

SOTERÓPOLIS, HOJE, 22H!

Postado por soteropolis

Neste Soterópolis lhe prestigiaremos mais uma vez com qualidade de informação e conteúdo.

Continuando nosso especial “Arte na Cultura Afro-Brasileira”, mergulharemos agora no setor das artes visuais, do cinema e da música, além de muito, muito mais!

 

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A Estrada de Fabricio Boliveira

 

Genisson Fabrício Boliveira nasceu em Salvador, Bahia no ano de 1982. Quando era guri teve contato com contação de histórias por intermédio de sua mãe que o levava para as sessões na biblioteca em que trabalhava. Pouco tempo depois passou a frequentar o Teatro Castro Alves (também por intermédio de sua mãe) onde foi, digamos, arrebatado pelo fazer teatral. A vontade de encenar e não apenas assistir chegou e se instalou na vida de Fabrício Boliveira.

O ator chegou a cogitar a carreira de advogado mas um caminho natural o levou à Escola de Teatro da UFBA. A montagem de Capitães da Areia (Cia Baiana de Patifaria) foi seu primeiro espetáculo profissional ao lado de um monte de gente boa.

O pulo do gato na carreira de Fabrício foi quando o convocaram pro teste em uma novela da Rede Globo, e aí não parou mais. Minisséries pra televisão, novelas, cinema, publicidade e os esforços de Fabrício o conduziram a um loop de trabalhos.

Em 2013 protagonizou ao lado de Ìsis Valverde a adaptação para os cinemas da canção Faroeste Caboclo da Legião Urbana. A história que conta a saga de João de Santo Cristo trouxe holofotes para questões acerca da realidade do negro, pobre e nordestino envolto em adversidades nos vários setores da vida – um debate importante numa época em que tanto se discute a meritocracia.

Antes da realização do filme, houve um incômodo da parte do ator: Fabrício ouviu não apenas de uma parte que “filme protagonizado por negro não vende”. O absurdo da frase foi rebatido por uma bilheteria que respondeu muito bem – e o caixa da produção continua crescendo com as vendas em DVD e Blu-Ray, apesar da monstruosa pirataria no país.

Entre idas e vindas do eixo Rio-São Paulo para Salvador, Boliveira segue trabalhando e com o olhar no futuro, muitos passos adiante, confirmando uma estrada versátil dentro das artes cênicas e do auviovisual.

 

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O grafite de Marcos Costa

Artista plástico e cenógrafo fala sobre o processo do afrografitti

O Soterópolis continua a série de aventuras pelos muros da cidade. Uma espécie de mapeamento das artes urbanas de Salvador, a série Trilha do Grafite acompanha os principais artistas gráficos especialistas em mobiliário de rua em busca dos principais desafios de quem trabalha com este tipo de linguagem artística. Esta semana, apresentamos o artista plástico e cenógrafo Marcos Costa.

Nascido no Recôncavo baiano, este grafiteiro começou seu caminho pelas artes ainda pequeno. Incentivado pelos pais, a diversão estava nos cadernos e canetas, rabiscos do que mais tarde se tornaria sua verdadeira paixão. Na adolescência, a tipografia amadora dos colegas apresentou-lhe o mundo da pixação – na época, ainda mal vista, a atividade era confundida com um puro vandalismo. Mas foi na UFBA, mais especificamente na Escola de Belas Artes, que Marcos Costa decidiu que aquilo que, até então, podia ser visto como um hobby seria matéria-prima de pesquisa e aprimoramento de uma linguagem artística contemporânea.

Desde a sua entrada na universidade, Marcos conseguiu enxergar dois mundos: um anterior ao campo de formação, em um ambiente acadêmico com poucos olhares voltados para as características do grafite enquanto arte urbana, e um outro panorama com a sua saída, com a presença cada vez maior de estudantes interessados no estilo artístico. E foi no enpoderamento que a arte atribui à sociedade que Marcos encontrou uma saída interessante para ligar o grafite cada vez mais aos baianos. As oficinas realizadas em projetos educacionais tornou-se marca da empresa registrada Spray Cabuloso, e o que ele aprendeu na sua trajetória foi  sendo repassado para outros jovens artistas. Segundo Marcos, o grafite não pode deixar de se aliar às organização não-governamentais, escolas públicas e universidades, porque é nesta ligação que o grafite incorpora o seu sentido metropolitano, mas trabalha com as raízes sociais do seu surgimento. E mais, para ele, o sentido da metrópole, muito atribuído ao grafite, precisa avançar para o interior. Por isso, ele foi responsável por diversos projetos que levaram a arte urbana para cidades como Cachoeira, São Felix, Jaguaripe, Jacobina, dentre outras.

Para Marcos Costa, o grafiteiro é um grande pesquisador: precisa ter o olhar estético para os elementos usados no grafite, o trabalho com as cores, e o entendimento do lugar escolhido para estampar seu desenho. Assim, não adianta somente escolher uma parede ou mobiliário sem levar em conta a sua forma, seu relevo e seus contornos. Além disso, é importante, segundo Marcos, entender como as pessoas vão olhá-lo – os transeuntes se comportam de maneira específica para apreciar este tipo de arte e, por isso, o segredo do grafiteiro é observar o seu entorno e trazer o colorido para a vida das pessoas.

 

Para conhecer mais sobre o trabalho de Marcos Costa, acesso o blog alimentado por ele: http://spraycabuloso.blogspot.com.br/

 

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As artes visuais e influência africana

A presença africana sempre fez parte do imaginário visual do homem ocidental. O sujeito exótico, em pequenos trajes, trabalhando nas lavouras foi tema de pintores e desenhistas. As gravuras feitas pelos viajantes que cruzavam o Brasil buscavam mostrar o modo pitoresco da casa grande e da senzala.

Ao longo dos anos, este modo de representação dos negros e da cultura africana foi se transformando. O ápice destas mudanças se deu com o modernismo e a necessidade de assumir uma identidade tipicamente brasileira.

Se a presença negra nas artes teve seu ponto de partida tendo o negro como objeto desta visualidade, aos poucos este sujeito passou a assumir o seu lugar de fala e a produzir o seu próprio discurso.

Nesta edição especial, o Soterópolis conversa sobre a influência africana presente nos trabalhos de diversos artistas baianos, entre eles Carybé, Hansen Bahia, Juarez Paraíso e Mestre Didi.

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O Ofício da Dublagem

Quem faz parte da geração que cresceu assistindo TV aberta no Brasil certamente tem um grau de familiaridade com certas vozes comuns em dublagens de seriados e filmes que beiram o apego. Ouvir o locutor soltar o crédito inicial dos filmes com os famosíssimos “Versão brasileira Herbert Richers” ou “versão brasileira Álamo” era parte de um ritual que envolvia a merenda da tarde e a sensação do dever (de casa) cumprido.

Memória afetiva à parte, o fato é que o Brasil sempre esteve muito bem representado nos estúdios de dublagem. Com nomes como Orlando Drummond (que aos 92 anos ainda trabalha e carrega na bagagem personagens como Popeye, Scooby-Doo, Vingador da Caverna do Dragão e o ET Alf), Isaac Bardavid (Wolverine, Esqueleto), Márcio Seixas (Morgan Freeman, Batman, Leslie Nielsen) e em um exemplo mais recente, Wendel Bezerra (Goku e Bob Esponja) – a produção não para e a demanda só cresce.

Basta abrir qualquer site que tenha a programação das salas de cinema da sua cidade e você verá que a maioria absoluta das cópias de filmes em exibição é dublada para o português brasileiro – fato diretamente ligado a uma característica do maior percentual a frequentar os cinemas no Brasil: poder aquisitivo para ir ao cinema do shopping mas deficiente em capacidade de leitura para acompanhar o que está escrito na legenda e prestar atenção na imagem ao mesmo tempo.

Claro, há aquela parcela de pessoas que não abre mão de desfrutar da interpretação original de cada ator nos filmes, além de que, na mudança para a versão brasileira muitas piadas, expressões e termos intraduzíveis se perdem.

Mas o recurso da dublagem não apenas é utilizado para transferência de idiomas. A maioria absoluta dos filmes necessita de que os atores voltem ao estúdio para regravar vozes que não ficaram bem na captação de som direto no set de filmagem – ou que muitas vezes nem tiveram a menor condição de gravação, como é comum em filmes de ação.

Estamos em plena era em que personagens criados por computação gráfica roubam a cena, e a utilização da dublagem dá um passo além. Atores com trajes especiais para captura de movimentos dão vida às criaturas com performances impressionantes. Procure ver por exemplo Andy Serkis fazendo Gollum (trilogia O Senhor dos Anéis) ou Benedict Cumberbatch como o dragão Smaug (trilogia O Hobbit).

Dublado, legendado, seja o que for, nós do Soterópolis recomendamos que você veja filmes. Seja pra pensar, pra refletir ou apenas entreter, a experiência do cinema deve ser proveitosa pro espectador.

 

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Quarteto relembra histórias e canções da MPB

No palco, só artistas experientes. No repertório, canções importantes na trajetória deles. Tudo compartilhado com o público num ambiente descontraído. É assim o espetáculo musical Duas & Dois com Claudia Cunha, Ana Mametto, Alexandre Leão e Yacoce Simões.

O início da temporada foi em março de 2015. O público foi gostando, gostando e eles resolveram esticar as apresentações que seguem às quintas-feiras de maio e ainda nos dias 04 e 11 de junho, no Teatro Módulo, na Pituba.

A tônica do espetáculo é promover junto ao espectador uma licença para ingressar na intimidade da música e dos músicos. É como se o público estivesse na sala de estar de um artista, batendo papo, tomando vinho e relembrando canções de nomes como Batatinha, Gilberto Gil, Caetano, Chico Buarque, Gonzagão e Gonzaguinha.

O Soterópolis conversou com os artistas do espetáculo e também com o diretor artístico Andrezão Simões.

 

Serviço

O quê: Espetáculo musical Duas & Dois

Onde: Teatro Módulo

Quando: 28 de Maio, 04 e 11 de Junho| Quintas-feiras às 20h
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)

Duração: 1h15

Classificação: 14 anos

Ingressos à venda na bilheteria e no site www.compreingressos.com
Informações: Teatro Módulo – (71) 2102-1350

 

 

mai
20

SOTERÓPOLIS HOJE 22H!!

Postado por soteropolis

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No SOTERÓPOLIS desta quinta-feira apresentamos o especial Presença Negra nas Artes. Em amplo e rico campo de referências, convidamos importantes nomes de setores diversos da arte, como Dança, Literatura, Teatro e Cinema, para nos guiar nesse tema.

Além do especial, uma cobertura da exposição “Narrativas Poéticas” que acontece até o dia 31 de Maio!

 

 

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Presença Afro na Dança

A edição do Soterópolis desta semana tem uma reportagem com os coreógrafos Zebrinha, João Perene e Lia Robatto. Eles falam da presença da cultura afro na dança.

Os artistas lembram dos reflexos da miscigenação no nosso jeito de dançar e lembram, apesar da facilidade do gingado dos negros e da força nos pés, outros corpos também podem executar bem os movimentos herdados dos ancestrais africanos.

Também é lembrada a importância de Yanka Rudzka que, na década de 50, já apresentava coreografias com elementos da cultura afro na Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia, recém-fundada.

E para falar de dança afro é essencial abordar a contribuição do Balé Folclórico da Bahia. Apesar das referências à dança folclórica, a companhia se destaca em todo o mundo pelo rigor técnico e beleza estética.

 

 

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Últimos dias para aproveitar o Narrativas Poéticas em Salvador

 

O Soterópolis passeia pela mostra “Narrativas Poéticas” que segue aberta ao público até o próximo dia 31 e apresenta tudo para você!!! A exposição reúne artes plásticas, fotografia e poesia em um passeio histórico pelo modernismo e por múltiplas possibilidades de leitura proporcionada pelas 52 obras de 34 artistas.

A gente convidou a professora da Escola de Belas Artes, Inês Linke, para nos acompanhar nesta visita e pediu que ela escolhesse três trabalhos de relevância para entender o modernismo brasileiro. Quais trabalhos ela comentou? Quais artistas foram evidenciados nesta conversa? O que se pode entender deste movimento que dominou diversas linguagens artísticas e influenciou as artes durante todo o século XX?

Tudo isso e muito mais você fica sabendo no Soterópolis desta semana! O nosso encontro é às 22h na telinha da TVE-BA ou pelo portal: www.irdeb.ba.gov.br  Até lá!

Por Vania Dias

 

 

 

Dando continuidade à série de reportagens do Soterópolis sobre a presença afro nas artes, a bola da vez agora é a literatura.

Segundo a professora de UFBA,Florentina Souza, o marco  inicial se dá a partir de Henrique Dias, considerado o primeiro negro a redigir um  texto no Brasil.

 

Dias foi um militar com forte influência e presença durante as invasões holandesas do Brasil, entre outros feitos, chegando a ser conhecido como”governador dos crioulos, negros e mulatos.

A carta em questão fora escrita no ano 1650 ao Rei Dom João IV, e foi uma espécie de manifesto de Dias sobre sua participação em batalhas durante anos:

“Senhor, prostrado aos pés reais de Vossa Majestade, com toda a devida submissão, manifesto em como há 20 anos que  sirvo a Vossa Majestade com bom zelo, que é  notório, derramando meu sangue por muitas vezes, e ficando sem uma das mãos que me não faz falta para deixar de continuar na guerra, como atualmente estou fazendo…”

O professor, poeta e ativista Nelson Maca destaca o poeta baiano Luis Gama (1830-1882), líder abolicionista, filho de Luíza Mahin, referência na luta pelos direitos dos negros; Os Cadernos Negros, série de publicações contemporâneas com poemas feitos por autores e autoras afrodescendentes; e também Solano Trindade e Abdias Nascimento,dois cânones da poesia brasileira e da luta pela igualdade racial.

Na Bahia, o coletivo Ogum´s Toques é o nome lembrado pela professora Florentina Souza. A proposta é dar visibilidade à escritores e escritoras negras. A página do Facebook do grupo é bem atualizada, vale a pena curtir e acompanhar as novidades de lançamentos em Salvador.

Machado de Assis, Conceição Evaristo, Cruz e Souza, Oswaldo de Camargo, Carolina Maria de Jesus, Semog, Cutí. Esses são alguns poucos nomes que provam que falar em literatura negra e autores negros é demasiado restritivo, mas infelizmente ainda necessário.

Em tempo: o professor Nelson Maca lançou há pouco tempo seu primeiro livro, intitulado “Gramática da Ira”, através da Editora Blackitude.

 

Por Pedro Muniz

mai
19

Espetáculo homenageia compositor baiano da Era de Ouro do Rádio

Postado por soteropolis

 

Montagem que marca lançamento de coletânea mistura dramaturgia, poesia e música, resgatando a memória e a obra de Humberto Porto

 

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Mais do que apresentar o legado do compositor baiano, que imprimiu sua identidade no cenário nacional dos idos de 1930 e 1940, O Jardim de Humberto Porto transporta o espectador para a Era de Ouro do Rádio. Foi nessa época que as músicas de Humberto, interpretadas por Carmen Miranda, Francisco Alves, Orlando Silva e Dalva de Oliveira, viraram sucessos, como a marchinha “A Jardineira”, pérola do cancioneiro popular. Esta e outras canções, remasterizadas pelo engenheiro de som e produtor musical sueco (radicado na Bahia), Sebastian Notini, foram reunidas em uma coletânea (CD) que será lançada no evento.

 

O espetáculo terá única apresentação no dia 28 de maio, na sala principal do Teatro Vila Velha, às 20h, com ingressos populares - R$10 e R$5 (meia-entrada). A ação integra o Projeto Jardim de Humberto Porto – idealizado pela família do compositor, e conta com o apoio da Secretaria Estadual de Cultura/Fundação Cultural, por meio do Fundo de Cultura, da TVE e da Rádio Educadora, além da parceria com a Multi Planejamento Cultural.

 

A proposta é recuperar o acervo do compositor baiano, homenageá-lo, resgatar sua obra e revelar ao público a importância de Porto, que, em parceria com Benedito Lacerda, Herivelto Martins, J. Cascata e Assis Valente, compôs classicos como A Jardineira, Na Bahia, Yaya BaianinhaHistória de Amor  e Este Samba foi Feito pra Você. A famosa marchinha carnavalesca, gravada no final dos anos 30, permanece entre as músicas mais executadas, no período do Carnaval (Em 2014 – 75 anos após o seu lançamento – ocupou a sexta colocação, conforme dados do Ecad – Escritório Central de Arrecadação de Direitos Autorais).

 

Para o diretor artístico do projeto, Thiago Pondé, aproveitar o palco para fazer uma encenação de rádio era inevitável para que o se propuseram a fazer: mostrar a representatividade de Humberto Porto na Era de Ouro do Rádio e sua relevância para a música popular brasileira. “A ideia surge pela necessidade de contar a história de Humberto que dialoga, a todo momento, com o rádio, onde começou sua carreira. Não faz sentido apenas executar suas músicas, sem contextualizá-las”, explica.

 

No elenco, nomes como o da premiada atriz Evelin Buchegger, que atuará como locutora e apresentadora do espetáculo, o jornalista e poeta, Oscar Paris, e os músicos Thiago Pondé (vocal), Lucas Pondé (contrabaixo e voz) -  ambos sobrinhos-netos do compositor – Luís Soares (violão e guitarra), Dainho Xequerê e Ricardo Costa (percussão), Pedro Degaut (trombone) e Rangel Menezes (teclado).

 

A vida e obra de Humberto Porto deve encontrar eco também em outras iniciativas que a família do compositor vem desenvolvendo, como revela Lucas Pondé. “Durante o processo de pesquisa sobre a trajetória dele mantivemos contatos com historiadores, pesquisadores musicais, produtores culturais e artistas, além de visitas aos acervos de diversas instituições. Daí a ideia de dar prosseguimento ao trabalho com um documentário e um portal que permitirão a ampliação do acesso à sua obra”.

 

Memória

 

O Jardim de Humberto Porto vem recuperando o acervo do compositor e prevê doações para instituições voltadas à memória e à música do estado da Bahia. Thiago Pondé destaca o trabalho cuidadoso de pesquisa e catálogo da obra musical: “Além de recuperar os fonogramas, estamos levantando todas as informações possíveis sobre a personalidade e curiosidades de Humberto junto aos nossos familiares e historiadores que enriquecerão o processo criativo do espetáculo em sua homenagem”, conta.

 

O cantor e compositor baiano Rafael Pondé, responsável pela direção musical, ressalta a importância do tio-avô para a música brasileira. “Humberto é considerado o precursor do lamento. Um dos pioneiros na utilização da temática afro-baiana e das expressões em iorubá no universo da música popular. Juntamente com os contemporâneos, Assis Valente e Dorival Caymmi, levou o imaginário baiano para o resto do País”.

 

Serviço:

 

O Jardim de Humberto Porto

Local: Sala principal do Teatro Vila Velha

28 de maio (quinta-feira) / 20 horas

R$10 e R$5

Classificação indicativa: Livre

 

Ficha técnica:

Direção Artística: Thiago Pondé

Supervisão Cênica: Conceição Castro

Direção Musical: Rafael Pondé

Figurino: Carol Diniz

Elenco: Evelin Buchegger

Oscar Paris

Thiago Pondé

Lucas Pondé

Luis Soares

Dainho Xequerê

Ricardo Costa

Rangel Menezes

Pedro Degaut

Produção: Thiago Pondé e Multi Planejamento Cultural

Apoio: Centro Técnico do Teatro Castro Alves e M2 Audiovisuais

 

mai
15

SOTERÓPOLIS, NESSE DOMINGO ás 17h!

Postado por soteropolis

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Pedro Arcanjo fala dos projetos do Museu de Arte da Bahia

O curador, sociólogo, fotógrafo e mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) Pedro Arcanjo é o convidado do Soterópolis desta semana. Desde março, ele assumiu a direção do Museu de Arte da Bahia (MAB), localizado no Corredor da Vitória, em Salvador. Num bate-papo com a jornalista Vania Dias, ele fala dos novos projetos da instituição e também sobre seu lado artístico como fotógrafo e curador.

Pedro Arcanjo substituiu a museóloga Sylvia Athayde, que dirigiu o MAB durante 24 anos. Um dos desafios do novo gestor é fazer com que o espaço cultural dialogue com a sociedade. Uma das atividades já programadas é o projeto “Diálogos Contemporâneos”, no dia 20 de maio, a partir das 19h, com a palestra do professor Renato da Silveira sobre a Fundação do Candomblé da Casa Branca. O evento faz parte da programação da Semana Nacional de Museus.

 Mais informações pelo telefone 71 3117 6902

 

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Dor na arte

Existe arte sem dor? Qual o valor do sofrimento e a sua necessidade para a arte? Nesta edição, o soterópolis apresenta uma matéria especial sobre o tema.

Na primeira parte, a equipe bateu um papo com o artista e jornalista Fabio Salmeron. Conhecido pelo trabalho como documentarista, Fábio investiu no lado conceitual ao criar a obra Inanimador.  A proposta foi questionar o público usando como suporte os objetos inanimados.

Na segunda parte, deixamos o lado experimental para mergulhar no universo da body art e da suspensão. As investidas violentas contra o corpo e a quebra de tabus fazem parte da gramática desta linguagem. O objetivo é chocar o público, o retirando da passividade.

Entre os nomes mais expressivos desta arte está a francesa Orlan. A performer faz intervenções cirúrgicas no corpo e não esconde o viés político de sua obra. Outra figura importante neste cenário é o a do australiano Stelarc. O artista confessou que estes experimentos não podem ser explicados – o corpo é vazio, obsoleto.

Estão todos convidados para esta viagem de transgressão e dor através da arte.

 

mai
12

FRONTEIRAS DO PENSAMENTO

Postado por soteropolis

O Fronteiras do Pensamento, evento que já trouxe conferencistas como Salman Rushdie e Leymah Gbowee à Salvador, volta à cidade em sua nona edição, com o tema: “Como viver juntos?”.

Ao trazer ao alcance do público uma variedade de personalidades que se debruçam sobre questões contemporâneas, a partir de diferentes lugares de fala, o projeto promove uma profunda e eclética reflexão institucional sobre obstáculos do século XXI – momento em que se reconhece o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento  como essencial para a resolução de problemas estruturais.

Hoje, às 20:30, o sociólogo espanhol Manuel Castells abre a série de conferências com uma palestra sobre convivência e cooperação.

As próximas palestras acontecerão em 16 de setembro, com o filosófo francês Luc Ferry, e em 1º de outubro, com o psicanalista Contardo Calligaris.

O evento acontece na Sala Principal do Teatro Castro Alves.

 

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mai
11

MOSTRA PEDRO ALMODÓVAR: LABIRINTO DE PAIXÕES

Postado por soteropolis

A Sala Walter da Silveira apresenta uma mostra, de 15 a 20 de maio, dedicada ao cineasta Pedro Almodóvar, com títulos realizados pelo diretor espanhol entre os anos 90 e os anos 2000. Além disso, o público pode conferir alguns dos filmes prediletos de Almodóvar, “Fuga do Passado” e “O Deserto Vermelho”, de Antonioni. Na lista de trabalhos do diretor, estão filmes como “Ata-me” e “Abraços Partidos”. A entrada é gratuita e as sessões acontecem sempre às 17h e 19h.

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mai
7

BASTIDORES DO VIVADANÇA É DESTAQUE DO SOTERÓPOLIS

Postado por soteropolis

Por Carol Vieira

Quem vê os bailarinos dançando no palco desconhece o laborioso trabalho de produção. No último mês de abril, foi realizado no Estado da Bahia o Festival Vivadança que trouxe figuras expressivas da dança como a Companhia de dança da Cidade de São Paulo, há vinte anos sem fazer apresentação na cidade, além do mestre do Butoh Tadashi Endo, entre outros nomes da dança nacional e internacional.

A idealizadora Cristina Castro nos contou que o processo de pesquisa e organização do evento começa um ano antes. Entre viagens, outros festivais, e muita pesquisa o evento vai aos poucos se formando. Luiz Antônio, co-diretor do projeto, não esconde que os desafios foram muitos, especialmente o de levar o espetáculo para os espaços abertos.

Apesar dos contratempos e do longo processo de produção, Cristina destacou a rodada de negócios. A iniciativa permitiu que os bailarinos discutissem futuros projetos em dança.

Não perca os bastidores do festival na edição do Soterópolis desta semana.

mai
7

MOSTRA CASA ABERTA – VIVADANÇA

Postado por soteropolis

Por Ticiana Schindler

O Festival VivaDança teve seu início em 2007, em Salvador-BA com o nome de Mês da Dança no Vila. Sua programação acontecia no Teatro Vila Velha, em comemoração ao mês da dança. Com o tempo, o projeto foi tomando outras dimensões e teve seu formato ampliado, tornando-se internacional e agregando algumas ramificações.

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Uma dessas criações, além da Mostra HIP HOP em Movimento e do Prêmio VIVADANÇA, é a Mostra Casa Aberta, onde o festival acontece em sua maior diversidade. Em sua 8ª edição,  o festival abre espaço também para os amadores que têm a oportunidade de trocar experiências com outros grupos inclusive com os profissionais, amadurecendo o seu trabalho e seu fazer artístico.  Este ano, foram mais de 50 espetáculos de diversos formatos (solo, duos, grupos) e estilos (jazz, hip hop, balé, tribal, moderno etc).

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A Mostra Casa Aberta reúne democraticamente escolas, academias, grupos amadores e artistas para celebrar a dança, durante todo o mês em que se comemora essa expressão artística.

mai
7

DA ALEMANHA PARA SALVADOR

Postado por soteropolis

Por Edinaldo Junior

Pelo quinto ano consecutivo, premiados de festival de solos se apresenta no Viva Dança

Quem pensa que a cidade de cidade de Stuttgart,no sudoeste da Alemanha, é somente um pólo automotivo da Europa, precisa conhecer outra tradição importante da cidade – e esta não se enquadra no processo industrial, senão está calcada na produção artística. A tradição em dança em Stuttgart remonta o século XVII. O surgimento do Ballet de Stuttgart foi o gérmen para a construção de um campo forte da linguagem artística na região. Durante muito tempo, a companhia clássica esteve na lista dos 40 melhores grupos de ballet do mundo. Atingiu seu auge na década de 60, com a chegada do coreógrafo inglês, John Cranko, que consolidou novos experimentos na arte coreográfica e renovou o sentido clássico do ballet para a era moderna.

Lá se vão 20 anos de um outro projeto que construiu este lugar de importância para Stuttgart na área da dança: o Internationales Solo Tanz Theater Festival. O projeto consiste em uma competição entre dançarinos e artistas de teatro do mundo inteiro que buscam experimentar linguagens contemporâneas em dança. Além de prêmios em dinheiro para os seis solos vencedores, o grupo viaja pelo mundo apresentando suas coreografias em festivais.

Os seis vencedores da última edição encerraram as atividades do Festival Viva Dança, no Teatro Vila Velha. Uma oportunidade de colocar em contato dançarinos locais, internacionais e dividir com o público soteropolitano vivências e reações.

Veja a sinopse dos solos apresentados no Festival Viva Dança:

O solo holandês THE BEGINNING, da dançarina Mischa Van Leeuwen, “se baseia na luta de decisões durante a vida, como deixar alguém importante, por exemplo, e as consequências que esta decisão pode trazer”.

O israelense NEMEK, de autoria de Tom Weinberger,  “pesquisa a libertação. O solo permite ao movimento dizer o que não se pode dizer em palavras, permite que o corpo seja o poeta. O corpo de forma, som e espaço falam”.

Intitulado TRIKONANGA, trabalho da dançarina indiana Hemabharathi Palani, “explora três dimensões essenciais que mostram a originalidade da expressão corporal e a abordagem da dança por parte de Hemabharathi. A montagem combina vínculos físicos de três estilos de dança: Bharatanatyam, contemporânea e balé, atravessando vários estados emocionais”.

O canadense AM I AM, de Chistina Medina, é uma adaptação livre do conto “A Casa de Asterión”, de Jorge Luis Borges. O minotauro Asterión decide ficar dentro do seu labirinto – um mundo de imaginação e decepção – e espera… O solo explora os vários pontos de vista, desde a Rainha Pasiphaë ao minotauro Asterión e os deuses que decidem seus destinos”.

INSIDE OUT, da húngara Anna Réti, aborda “as grandes e pequenas lutas dentro de uma pessoa. Um trabalho é feroz, vital e cruel. Expõe a humanidade e todas as suas complicações”.

mai
7

JANELA – EKWAPA

Postado por soteropolis

Por Vanice da Mata

Produzido em 2010, o curta-metragem ilustra o surgimento do distrito de Ancuabe, situado na Província de Cabo Delgado, em Moçambique. Narrado por uma espécie de “prefeito” local, conta com a participação de atores do distrito africano na reconstituição da história de seus antepassados.

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