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dez
19

A MARAVILHOSA COLEÇÃO DE DISCOS DO DJ MAURO TELEFUNKSOUL

Postado por soteropolis

Mauro Telefunksoul é um dos principais nomes entre os DJs do nordeste. DJ de verdade, que não apenas discoteca, mas sabe como colar batidas, construir mashups e manter uma pista de dança aquecida ao longo da festa. E claro, para isso, conhecimento musical é necessário – e Mauro vem de uma família que soube muito bem consumir música com uma diversidade imensa de referências e hoje faz excelente uso desse background.

 

dj mauro - disco beastie boys

 

A coleção de discos de vinil do DJ é imensa, na casa dos milhares. Possui cds, fitas k-7 e terabytes de mp3, mas claro, os vinis e sua qualidade impecável de áudio e fidelidade de gravação são a verdadeira paixão e motivo de dedicação colecionista.

E como bom colecionador, possui obviamente, aquelas peças apontadas como fundamentais de seu acervo e ao Soterópolis, Mauro apontou dois discos que lhe são muito especiais.

Beastie Boys, Check Your Head – O disco de 1992 do trio Americano que fundiu o rap com o rock e explodiu em sucesso é uma das peças valiosas de Mauro. Influência direta sobre tudo que o DJ produz, este disco dos Beastie Boys une duas paixões do DJ: a música negra e o rock.

 

beastie boys check your head

 

Tim Maia, Tim Maia Racional Vol. 3 – Parte da mítica trilogia de discos da fase em que Tim Maia se dedicou à seita do Racional Superior (apontada por críticos como o momento mais inspirado musicalmente de Tim e sua banda). Mauro destaca este disco porque é dono de uma das 300 cópias lançadas não-oficialmente (foi lançado oficialmente apenas em cd e encartado em um jornal, anos depois da morte de Tim Maia), item raro, valioso e claro, incrivelmente rico musicalmente.

 

tim maia racional vol 3

 

 

 

 

dez
19

EXPO HORIZONTE

Postado por soteropolis

 

Miguel Cordeiro é um artista múltiplo. De desenhos e pinturas, a música e grafite, o artista visual se tornou conhecido no meio urbano local a partir do final da década de 70.

15 anos após a última mostra individual, Miguel Cordeiro leva ao público a exposição “Horizonte”, em cartaz na sala Mario Cravo Jr, no Palacete das Artes.

A exposição, que busca abordar o ambiente das cidades, utiliza, para tanto, o indivíduo como centro das observações.

 

Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação

 

Seu personagem mais famoso é Faustino. Conhecido por habitar os muros da cidade de Salvador, Faustino representa uma crítica social.

 

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

 

Para saber mais sobre o artista acesse www.miguelcordeiroarquivos.blogger.com.br

Exposição Horizonte

Palacete das Artes

Até 22 de fevereiro

dez
19

A DIVERSIDADE DE TALENTOS E TRABALHOS DE ANA PAULA BOUZAS

Postado por soteropolis

Atriz, bailarina, produtora, diretora, preparadora de elenco e com uma agenda que não para de crescer. Baiana nascida em 1971, Ana Paula Bouzas reside no Rio de Janeiro há 14 anos. Como atriz, trabalhou em diversas novelas e seriados pra TV, no cinema e no teatro.

Mas foi a atuação como bailarina que trouxe Ana Paula à Bahia recentemente. O espetáculo Frida-Me, interpretado por ela e por Márcio Cunha foi destaque da última edição da Jornada de Dança da Bahia. A coreografia faz uso da subjetividade e da densidade para ir ao encontro da escolha estética e da biografia impactante da pintora Frida Kahlo (falecida há 60 anos), com um cenário repleto de símbolos que remetem ao inferno, à infância e ao corpo.

Como preparadora de elenco, Ana Paula fez parte de um momento especial: ajudou a florescer para o palco a curitibana Tacy Campos, cantora que debutou como atriz no musical sobre Cássia Eller. A impressionante semelhança de Tacy com Cássia impressionou a toda a equipe de audição de candidatas ao papel – mas coube a Ana Paula Bouzas fazer com que Tacy gostasse de estar no palco como atriz e vivesse o papel com paixão.

A atriz e diretora Beth Goulart convidou Ana Paula Bouzas para ser sua assistente de direção em um monólogo estrelado pela atriz Nicette Bruno (mãe de Beth), a peça Perdas e Ganhos. O texto é uma reflexão sobre a vida em todas as suas fases, desde o nascimento até a velhice.

 

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

 

 

 

dez
18

HOMOSSEXUALIDADE E RELIGIÃO NO SOTERÓPOLIS

Postado por soteropolis

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O Soterópolis vai ao ar nesta quinta-feira, às 21h, na TVE Bahia. Entre os destaques do programa de hoje, está o Quadro Vinil, com o DJ Mauro Telefunksoul que aborda a história por trás do disco “Tim Maia Racional, Vol. 3”. Além disso, nesta semana o Quadro Ponto G apresenta a primeira parte de uma matéria especial sobre homossexualidade e religião. A equipe do programa foi visitar representantes de diferentes religiões para entender um pouco mais sobre os temas. Outro destaque do program de hoje é a entrevista com a bailarina e atriz baiana Ana Paula Bouzas.

Não perca! Você também pode assistir ao programa através do portal do IRDEB (www.irdeb.ba.gov.br).

dez
18

AS NOVIDADES DO I SEMINÁRIO EM MÚSICA CONTEMPORÂNEA DO MAB

Postado por soteropolis

Por Vania Dias

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Definir música contemporânea é uma tarefa difícil, complexa e complicada mas curiosos por este assunto e por saber como anda o cenário da produção musical no Brasil, o Soterópolis realizou uma matéria bem interessante sobre o assunto. Há espaço para esse tipo de produção? Pra entender um pouco mais do que cabe nos palcos baianos no que se refere a diversidade da música produzida agora na Bahia, a equipe acompanhou o I Seminário em Música Contemporânea do MAB (Música de Agora na Bahia). Esse grupo tem ajudado a fomentar a música de orquestra na cidade.

Sabe-se que a música de concerto baiana enriquece e alimenta o cenário da música nacional e até internacional. Durante o evento, o conceituado quarteto de cordas novaiorquino, “The Mivos String Quartet”– em sua primeira viagem ao Brasil – garantiu presença no Seminário e dentre outras composições, executou peças autorais de artistas baianos.

Em nossa conversa com o professor e compositor Paulo Rui Filho, ele afirma ser um erro acreditar que o público não gosta de música de orquestra. Para ele, o consumo musical é, muitas vezes, manipulado de cima para baixo. Um projeto que contrapõe esse tipo de manipulação são as iniciativas promovidas pelo MAB ao longo de seus 2 anos de existência. No acúmulo de cem ações artísticas já realizadas na Bahia, abre-se para a plateia a oportunidade de entrar em contato com outras possibilidades musicais.

Marcos Oliveira, professor da Escola de Música da UFRJ, também fez questão de valorizar a importância da Escola de Música da UFBA como uma das pioneiras do país. Especialmente, nos anos 50 na Bahia, essa mesma Escola já se consolidava em Salvador, ao destacar – sobretudo – os compositores locais.

Tudo isso e um bocadinho mais, você acompanha – logo mais – no Soterópolis!!! A gente vai ao ar, às quintas-feiras, 21h!!! Com direito a bis no domingo, às 16h!! Esperamos por você!!!!!

dez
18

LANÇAMENTOS P55

Postado por soteropolis

No próximo programa vamos conhecer as mais recentes publicações da editora P55. A editora tem uma característica muito interessante, publica pequenos livros com contos e poesias de autores baianos. Uma dessas publicações foi “A noite em que nós todos fomos felizes” e “São Selvagem”. E o Soterópolis foi entrevistar os autores.

No livro “A noite em que nós todos fomos felizes” o amor é retratado através das poesias do autor Márcio Matos conduz a narrativa. A sua epígrafe já dá um significado ao que vamos encontrar durante a leitura, nas primeiras páginas lê-se “Com amor consegue-se viver mesmo sem felicidade” de Fiódor Dostoiévski. No livro, Márcio percorre as mais diversas formas do amor e de diversas formas e contos distintos. No “São Selvagem” Kátia Borges traz nesse mais recente livro poemas densos, que foram gerados a partir da perda de um grande amigo, a quem o livro é dedicado. Os versos que brincam com o real, aproximando amor, humor e dor.

dez
17

DICIONÁRIO SOTEROPOLITANO

Postado por soteropolis

Por Iago Ribeiro

Capa Dicionário amoroso de Salvador

O Soterópolis dessa quinta apresenta uma matéria especial sobre o livro Dicionário Amoroso de Salvador (Editora Casarão do Verbo, 2014). Escrito por João Filho, o livro retrata algumas histórias da capital baiana. O dicionário não pode ser considerado um guia turístico. A obra mostra perfeições e imperfeições soteropolitanas.

João Filho é natural de Bom Jesus da Lapa, na Bahia. Além do dicionário, entre as suas publicações, está o livro Encarniçado (Editora Baleia, 2004).

Para ter um “gostinho” do que vai rolar no programa desta quinta, veja um trecho do Dicionário Amoroso de Salvador:

BROTAS

Brotas não é um bairro. Dizem as boas línguas que é um país que faz divisa com Salvador. Desse modo, você tem que estudar o idioma, trocar o câmbio e tirar passaporte. Abarca oito subdistritos: Acupe, Engenho Velho de Brotas, Matatu, Horto Florestal, Daniel Lisboa, Vila Laura, Cosme de Farias e Campinas de Brotas. Apesar dos geógrafos insistirem, não tem limites, mas ninguém sabe onde começa ou termina. É um mistério. E avança. 

Brotas é a confusão racionalizada. O ovo de Colombo posto de pé. Mas não só. E lá a expressão tem de tudo não é uma metáfora. Não mesmo. Cemitério? Dois. Hospitais. Clínicas. Shoppings. Comércio incontável. Igrejas antigas e novas. Castro Alves morou lá. Mestre Bimba (1900-1974) nasceu. Artur de Sales (1879-1952), o poeta simbolista, veraneava em priscas eras quando ainda fazenda. Em 1718, o Arcebispo D. Sebastião Monteiro da Vide (1643-1722) instituiu a freguesia de Nossa Senhora de Brotas. Ou seja, idade não lhe falta.

Nas tramas do tecido do território urbano até o Google map se perde em ruazinhas, ruazonas, vielas, avenidas, becos, quebradas, e lugares nos quais os peritos ainda não encontraram os termos adequados para nomeá-los. No inextrincável labirinto não há minotauros, mas ao entrar procure uma Ariadne, isto é, um nativo(a). Sem ele você jamais encontrará o caminho de volta. Dificilmente você andará no plano. Brotas é a realidade acidentada.

Segundo o historiador Cid Teixeira, o nome do bairro, quer dizer, do país, vem de Nossa Senhora das Grotas. O autóctone não aceitou e metamorfoseou em Brotas. O bairro possui língua própria. Inventou o acarajé evangélico. O bolinho de Jesus. As figuras típicas são tantas que neutralizaram as figuras típicas. Se você encontrar alguma é porque é um não baiano.

Toda ladeira vai dar em Brotas. 

Totalizante, não totalitário. Dizem as boas línguas que Salvador é uma ilha cercada por Brotas de todos os lados. Não há como resumir o bairro. As figuras de linguagem são impotentes. O autor se exaspera: “Ou um pintor que estrangula a própria tela/na contração das febres redutivas” como sintetiza o poeta Bruno Tolentino (1940-2007), que morou lá. O autor, no caso eu, apanha, esperneia e falha no seu intento. Se deseja captá-lo em poucas linhas, não consegue; se almeja detalhá-lo, é impossível. Sua complexidade elide reducionismos.

Absoluto, mas não exagerado, um filósofo local, de cima de uma laje, vislumbrou o bairro e asseverou: — Tudo é Brotas!

dez
16

ATIREI O PAU NO GATO MAS O GATO NÃO MORREU

Postado por soteropolis

Por Zeca Forehead

Desde os primeiros registros, seja no popular ou erudito, ou mesmo em canções apenas passadas na tradição oral entre gerações, a morte é um tema recorrente na música. A arte, enquanto forma de expressão da realidade humana, coloca a morte em pauta com extrema naturalidade. São incontáveis os tópicos que levam ao tema, direta ou indiretamente, sob perspectivas pessimistas ou otimistas – mas a presença do fatal, do inevitável está sempre lá.

Uma das mais famosas obras de Wolfgang Amadeus Mozart, o Requiem em Ré menor (1791), é uma missa fúnebre – cercada de debates em torno das circunstâncias em que o trabalho foi preparado antes da morte do compositor – e largamente executada por orquestras do mundo inteiro.

Até sucessos radiofônicos ao longo das décadas se acumulam sobre o tema. A lista de artistas que flertam com a morte é imensa. Do rock ao romântico, do brega ao samba e ao heavy metal, são incontáveis os exemplos.

Um exemplo deste fascínio segue abaixo nesta canção de Raul Seixas lançada no disco Há Dez Mil Anos Atrás (1976), Canto Para a Minha Morte:
Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar
Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque,
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?
Vou te encontrar Vestida de cetim
Pois em qualquer lugar
Esperas só por mim
E no teu beijo
Provar o gosto estranho
Que eu quero e não desejo
Mas tenho que encontrar
Vem Mas demore a chegar
Eu te detesto e amo
Morte, morte, morte que talvez
Seja o segredo desta vida
Qual será a forma da minha morte
Uma das tantas coisas que eu nao escolhi na vida
Existem tantas… um acidente de carro
O coração que se recusa a bater no próximo minuto
A anestesia mal-aplicada
A vida mal-vivida
A ferida mal curada
A dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido
Ou até, quem sabe,
O escorregão idiota num dia de sol
A cabeça no meio-fio Ó morte, tu que és tão forte
Que matas o gato, o rato e o homem
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres
Me buscar
Que meu corpo seja cremado
E que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem
Nos meus filhos
Na palavra rude que eu disse para alguém
Que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber / Aquela noite…

dez
16

MORTE NO TEATRO

Postado por soteropolis

Por Danúbia Lisboa

A morte é um mistério para a humanidade, e a arte se alimenta dos mistérios que a vida dispõe. O teatro apresenta e reapresenta as grandes situações da vida, com isso, gera uma influência na relação do teatro com a morte estando também muito ligada as tragédias e atos que fazem a narrativa se movimentar. Abordamos sobre esta relação entre a morte e o teatro, como o palco e a vida são representados através das cenas.

dez
15

DICA SOTERÓPOLIS #CINEMA: FILME “BOA SORTE” NA SALA DE ARTE – MUSEU

Postado por soteropolis

O filme “Boa Sorte”, da diretora Carolina Jabor, está em cartaz na Sala de Arte – Museu.

A obra conta a história do adolescente João (João Pedro Zappa), que tem uma série de problemas comportamentais e é diagnosticado com depressão, sendo internado por seus familiares em uma clínica psiquiátrica. Lá, ele conhece Judite (Deborah Secco), paciente HIV positivo e dependente química, em fase terminal. Em meio ao ambiente hostil, os dois se apaixonam e iniciam um romance que muda a vida de João.

Duração: 90 min
Ano de lançamento: 2014
Faixa etária: 16 anos
Sessão: 20h35
Sala de Arte – Museu – Sala 1

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