IRDEB - Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia
TV Rádio Notícias Interatividade
abr
24

Quadro NA REDE

Postado por soteropolis

Por Joris Sao Paulo

VIDEODANÇA+ é um web espaço aglutinador de mídias que investiga as diversas relações entre dança e imagem em movimento.

O site oferece uma seleção de videos sobre temática da dança , incorporado em universos como cinema, arte, cultura e internet. Os videos possuem todas as informações e ficha técnica disponível . O site também é uma grande fonte de links para festivais de mídia dança, revistas, artistas e bibliografias.

Na pagina principal você terá acesso aos arquivos classificados desde de 2008. Acesse Videodancapesquisa para saber mais sobre o site e o seu universo.

abr
24

Chef em Casa e o Pecado da Gula

Postado por soteropolis

Por Zeca de Souza

Vários dos pecados capitais se encontram na prática da gula. Preguiça, avareza e cobiça por exemplo são facilmente identificáveis no exercício de ser guloso.

Claro que, não é aconselhável que você seja um guloso, mas que viva a vida com equilíbrio. Cuide de sua alimentação mas reserve momentos para os prazeres do palato, de preferência reunido com quem você gosta. É com esse princípio que um projeto foi criado em Salvador para unir alta gastronomia, enologia e o prazer de estar em boas companhias, o Chef em Casa.

Criado pela sommelier Patrícia Penha, o projeto dobrou de público desde que começou e o feedback de quem compareceu é muito positivo.

O ambiente é residencial. Música lounge, bom papo, e a cada edição um chef convidado para preparar um menu especial. Já passaram pelo projeto os chefs Kátia Najara e Vini Filgueiras (Cantina du Vini), devidamente harmonizados pela carta de vinhos da sommelier Patrícia Penha.

Chefe em casa

Fique atento à próxima edição do projeto Chef em Casa e reserve sua vaga através dos telefones (71) 9643-2161 e (71) 8811-3561.
abr
23

SOTEATRO – COMPOSITORES I

Postado por soteropolis

Por Edinilson Motta Pará

O  quadro SOTEATRO inicia um novo tema abordando as nuances sobres composições musicais para teatro. Nesta edição, o assunto é discutido como o músico Luciano Salvador Bahia, formado em composição e regência pela Escola de Música da UFBA.

Luciano começou sua carreira como músico em 1986, atuando como violonista, pianista e cantor na noite de Salvador. Acompanhou muitos cantores que na época trabalhavam na noite da cidade como Vânia Abreu, Daniela Mercury, Jorge Zarath e Noeme Bastos.

A partir de 1989, foi convidado para fazer a trilha musical do espetáculo “Apenas Bons Amigos” de Deolindo Checcucci, daí começou a ser requisitado para fazer trilhas sonoras e dirigir musicalmente espetáculos de dança e teatro, atividade que desenvolve até hoje e que o fez trabalhar com os melhores diretores da cidade, como Paulo Dourado, Paulo Cunha e Luís Marfuz, além de alguns de renome nacional, como João Falcão e José Possi Neto.

Na área de dança, fez música para o Dance Brazil, grupo brasileiro radicado em Nova Iorque, e em 2007 compôs a trilha sonora para os 25  anos do Ballet de Teatro Castro Alves, com apresentações no Brasil e na Alemanha.

No SOTEATRO, o compositor fala sobre as características mais importantes que uma composição para teatro deve ter, as diferenças entre uma trilha musical para ser executada ao vivo e uma para ser apresentada em forma de gravação e o trabalho musical que se tem que desenvolver com atores que não são cantores. A entrevista é pontuada com imagens de  alguns espetáculos em que ele participou como compositor da trilha musical.

A carreira solo de Luciano Salvador Bahia como cantor/compositor se iniciou em 1999 quando faz em Salvador seu primeiro show, apresentando exclusivamente canções de sua autoria e gravando seu primeiro especial de TV. Já foram gravados ao todo 4 especiais de TV sobre o trabalho do artista. Três produzidos pela TVE-Bahia e um pela TV Salvador.

Ganhou em 2004 em Salvador o Troféu Caymmi como melhor compositor com a canção “Queda”, e em 2005 recebeu o grande “Prêmio Braskem de Cultura e Arte”, gravando o CD “1”, com a participação da diva Elza Soares. Sua canção “Queda”, na voz de Celso Fonseca, chegou a atingir o sexto lugar em execução no Rio de Janeiro e outra gravação da mesma música, com a cantora Márcia Castro, fez parte da trilha sonora da novela “Ciranda de Pedra” da Rede Globo.

Em 2008 produziu o CD da cantora baiana radicada em São Paulo Márcia Castro que é indicado ao Prêmio TIM na categoria “Melhor cantora Pop/Rock”. Este ano lançou seu segundo CD “Abstraia, Baby” pelo selo carioca “Dubas”, com distribuição da Universal Music e participações especiais de Eduardo Dussek e Ava Rocha.

abstraia

abr
23

A experiência da curadoria local

Postado por soteropolis

Por Caroline Vieira

3 Bienal da Bahia

Mesmo quem não viveu os tempos áureos de uma Salvador pré-ditadura militar sabe que habitávamos outro tempo. Além de uma cidade mais bonita, com um planejamento urbanístico progressista, vivíamos um momento criativo e de grande efervescência cultural.

O campo das artes bebeu plenamente desta fonte. Em 1948, Salvador sediou uma exposição de Arte Contemporânea organizada por Marques Rabelo (1907-1973) e idealizada pelo Secretário de Educação e Saúde Anísio Teixeira (1900-1971). Foi nesta década também que surgiu o I Salão Baiano de Belas artes.

O bar Anjo Azul lançou a revista Cadernos da Bahia no final de 1949. Com decoração feita pelo pintor Carlos Bastos (1925-2004), o lugar reuniu artistas modernos como Mario Cravo Junior e Genaro de Carvalho (1926-1971).

A ebulição cultural esteve presente em outras áreas como a dança, o teatro e o cinema. Toda esta inquietação criativa levou ao nascimento da 1ª Bienal da Bahia em 1966.

Diferente da Bienal de São Paulo, o evento realizado na Bahia não tinha o objetivo de se lançar no cenário internacional. Ao contrário, desejava-se olhar para a própria realidade para assim criar conexões e diálogos.

Organizado por Chico Liberato e Juarez Paraíso, a Bienal olhou para o local, sem esquecer o global, recebendo artistas conceituais como Ligia Clarck (1920-1988) e Hélio Oiticica (1937-1980).

Ligia Clarck

 

Juarez Paraíso

 

A segunda edição foi inaugurada em plena ditadura militar. E foi neste clima de terrorismo e repressão que a 2ª Bienal da Bahia foi fechada. O fato marcou um novo tempo – cheio de vazios e abismos culturais. Mas apesar do clima, os artistas continuaram a produzir.

Após um hiato de 46 anos, o formato retorna sob a coordenação de Marcelo Rezende, Diretor do Museu de Arte Moderna da Bahia. Imbuída na proposta de resgate da identidade e mergulho na memória que a 3ª Bienal será aberta ao público no dia 29 de maio.

Ficou curioso? Quer saber mais sobre a abertura da 3ª Bienal da Bahia? Assista nossa entrevista com os curadores locais Ana Pato e Ayrson Heráclito.

abr
22

PROGRAMA ESPECIAL SERÁ EXIBIDO PELA INTERNET

Postado por soteropolis

Por Silvana Moura

Público poderá acompanhar em tempo real, pela Internet, a cerimônia de premiação, que acontecerá nesta quarta-feira (23), no Teatro Castro Alves

A cerimônia de entrega da mais importante premiação do teatro baiano, o Prêmio Braskem de Teatro, poderá ser acompanhada pelo público através de transmissão da TVE. Pelo site da emissora (www.irdeb.ba.gov.br/tveonline), será possível ver em tempo real cada detalhe do evento, que acontece nesta quarta-feira (23), às 20h, no Teatro Castro Alves, em Salvador. Além disso, um programa especial será exibido no próximo sábado, dia 26, às 16h, pela TVE SD canal digital 2-2 e canal 2 analógico, com direção para TV de Edinilson Pará.

A 21ª edição do Prêmio Braskem de Teatro reunirá convidados especiais na cerimônia dirigida por Paulo Dourado. A cantora e atriz Margareth Menezes e o ator Jackson Costa apresentam a cerimônia, que irá homenagear o ator e diretor teatral Lázaro Ramos pelo conjunto da obra e os 50 anos de existência do Teatro Vila Velha.

O Prêmio Braskem de Teatro (PBT), que é coordenado pela Caderno 2 Produções Artísticas, é um evento tradicional já consolidado no cenário cultural da Bahia e tem o objetivo de valorizar, reconhecer e premiar a produção teatral do estado, abrindo espaço para o surgimento de novos talentos. A premiação, que em 2013 completou 20 anos de existência, surgiu como parte da Política de Responsabilidade Social da Braskem, que define como foco de sua atuação a inclusão social, a educação ambiental e promoção cultural com a finalidade de estabelecer as bases da consciência cidadã e estimular o crescimento sustentável.

O PBT destaca anualmente as melhores produções do teatro baiano em oito categorias: Espetáculo Adulto, Espetáculo Infanto-Juvenil, Direção, Ator, Atriz, Texto, Revelação e Categoria Especial. Foram avaliados espetáculos baianos considerados profissionais e inéditos, que estiveram em cartaz no período de 15 de maio a 15 de dezembro de 2013, em Salvador. Além dos troféus, os vencedores das categorias Espetáculo Adulto e Espetáculo Infanto-Juvenil receberão um prêmio no valor bruto de R$ 30 mil, enquanto os demais serão contemplados com um prêmio no valor bruto de R$ 5 mil cada. Confira os indicados :

 

Espetáculo adulto
– Casulo
– Destinatário Desconhecido
– Éramos Gays
– Longa Jornada Noite Adentro
– Três Versões da Vida

 

Infanto-juvenil
– A História Que A Manhã Contou ao Tempo
– Barrinho
– Legal TchanTchanTchan
– O Menino Detrás das Nuvens
– Os Saltimbancos da Esperança

 

Texto
– Ilma Nascimento e Agamenon Abreu, por A Ave
– Paulo Atto, por A Conferência
– Ângelo Flávio, por Casulo
– Fausto Soares, por Eu Sou Um Dom Quixote
– Vinicius Morais, por Solo Almodóvar

 

Diretor
– Ewald Hackler, por Três Versões da Vida
– Fernanda Paquelet, por Barrinho
– Harildo Deda, por Longa Jornada Noite Adentro
– Luis Alonso, por A Conferência
– Zeca de Abreu, por Destinatário Desconhecido

 

Ator
– Ângelo Flávio, por Casulo
– Cláudio Machado, por Destinatário Desconhecido
– Fábio Vidal, por Joelma
– Kadu Veiga, por Nunca Nade Sozinho
– Wanderley Meira, por Longa Jornada Noite Adentro

 

Atriz
– Joana Schnitman, por Longa Jornada Noite Adentro
– Kátia Leal, por FicVeiFicLegal
– Luiza Prosérpio, por Três Versões da Vida
– Márcia Andrade, por Três Versões da Vida
– Simone Brault, por Solo Almodóvar

 

Revelação
– Denise Correia, pelo trabalho de atriz de Legal TchanTchanTchan
– LP Nolasco pelo trabalho de ator em Eu Sou Um Dom Quixote
– João Victor Sobral pelo trabalho de ator em Eu Sou Um Dom Quixote
– Amaurih Oliveira, pelo trabalho de ator em Éramos Gays
– Fausto Soares, pela direção de Eu Sou Um Dom Quixote

 

Categoria especial
– Igor Epifânio, Jacyan Castilho, Paula Lice e Cacilda Povoas, pela concepção e realização de Um Piano, O Bolero e A Galinha
– Eduardo Tudella, pela iluminação e cenografia de Longa Jornada Noite Adentro
– Gerônimo Santana, pela direção musical de Éramos Gays
– Rodrigo Frota, pela cenografia de A Capivara Selvagem
– Zuarte Jr. e Agamenon Abreu, pela cenografia e figurino de A Ave

abr
22

Agenda Cultural

Postado por soteropolis

Veja as dicas de eventos e projetos culturais que o Soterópolis separou para a sua semana!

abr
17

A dança urbana da Cia. Fusion

Postado por soteropolis

Por Denise Dias

Uma das atrações do Vivadança Festival Internacional foi a Cia. Fusion de Danças Urbanas. O grupo mineiro, fundado em 2002, apresentou em Salvador a coreografia Meráki, que busca referências no cotidiano e também no House Dance, no Hip Hop Dance, no Breaking (Rocking) e o Waacking, além de revelar uma forte influência de Danças Africanas.

O primeiro espetáculo da Companhia Fusion de Danças Urbanas foi “Som”, de 2009. Em seguida, em 2012, veio “Matéria Prima”. No ano seguinte, o grupo montou Meráki, que estabeleceu um diálogo entre dança, música e fotografia, a partir da criação do coletivo Casa Urbana. A coreografia Meráki foi construída coletivamente e tem direção artística de Leandro Belilo.

meraki

Atualmente a Cia está em processo de construção do quarto espetáculo “Quando Efé”, que será pautado na cultura tradicional mineira em diálogo com a cultura do Hip Hop, com estréia prevista ainda para este ano.

Saiba mais em www.ciafusion.com

abr
17

Memórias vivas do centro do terror

Postado por soteropolis

Por Edinaldo Júnior

Localizado no coração de Salvador, Forte do Barbalho abriga lembranças da repressão.

Em 1º de abril de 1964, no dia que os brasileiros estariam acostumados a fazer piadas sobre a mentira, eles mesmo tiveram que engolir uma verdade que ficou marcada durante 21 anos na história do Brasil. Naquele dia, o povo brasileiro via cair um presidente eleito democraticamente. João Goulart, sustentado nas promessas de reformas de base que trariam um mínimo de igualdade a um Brasil ainda desigual, é forçado a deixar o comando da presidência para os militares. O golpe das forças armadas, que prometia ser algo passageiro, não se conteve em manter a ordem política e usou a repressão como ferramenta para manter o controle social.

Entre 1968 e 1977, o terror dominou os quatro cantos do país. Foi a partir do Ato Institucional nº5 (AI-5), em 68, que os militares expressaram toda forma de dominação sobre o povo brasileiro. Os movimentos de resistência eclodiram com força, empolgados pelos ecos da insurreição popular em Paris, e na América Latina, pelas avançadas comunistas da Revolução Cubana.

A partir dessa época, a tortura passou a ser empregada como força policial. O objetivo era conseguir informações de pessoas envolvidas com a luta armada./ Os militares contaram com a ajuda técnica de oficiais do Exército Americano, que ensinavam o jeito mais brutal de torturar um preso. Os momentos de terror eram nas delegacias de polícia e nos quartéis, onde muitas vezes salas de interrogatório eram revestidas com material isolante para evitar os gritos dos presos.

Na Bahia, a repressão também trouxe muito terror aos grupos sindicais, estudantes secundaristas e universitários e ao movimento de luta armada. O Forte de São Pedro, no Campo Grande, foi centro de tortura durante a época. O Forte do Santo Antônio Além do Carmo também foi palco da covardia das forças militares e deixou marcas em milhares de civis baianos envolvidos com a resistência durante a ditadura. O Forte do Barbalho foi construído no século XVII para defender o Brasil de invasões estrangeiras. Duzentos anos depois, se tornou palco de motins em prol da Independência baiana. Paradoxalmente, para se proteger de ‘subversivos’ e representantes de movimentos sindicais e estudantis, se tornou centro de tortura de presos políticos durante a ditadura.

O deputado federal e jornalista, Emiliano José, chegou às dependências do Forte do Barbalho sendo chamado por Pedro, seu nome falso, e “na base de muita porrada”, conta o deputado que recebeu o convite do Soterópolis para uma entrevista no local que foi preso no ano de 1970. No depoimento, que você pode ver na reportagem exibida no nosso programa, Emiliano nos conta os detalhes cruéis da tortura. A ideia era tentar arrancar qualquer informação possível sobre o movimento de resistência na Bahia. “Eu fui torturado durante dois dias. Nesses dois dias, fui levado para a cela de maca completamente nú. Acreditavam que eu estava morto. Eu estava consciente, tive febre alta e dormia no chão”, lembra o jornalista.

O professor de história, Zé Carlos Souza, foi membro do MR8, organização de luta armada que praticava guerrilhas, assaltos e sequestros como forma de resistência. Ele chegou ao Forte do Barbalho e foi torturado por Sérgio Fernando Paranhos Fleury, que tornou-se conhecido pelo jeito brutal de repreender os presos políticos. “As celas eram abertas e ficávamos de cueca depois de muita tortura. A era muito frio e não tínhamos sanitário. Todos que iam para o Barbalho sabiam que iam passar momentos difíceis”.

Recentemente, o Forte do Barbalho tornou-se Memorial de Resistência do Povo da Bahia, administrado pela Secretaria da Cultura do Estado da Bahia. Os tanques usados nas torturas e as celas onde os presos foram colocados receberam placas indicativas. Uma placa com 75 nomes de presos políticos mortos ou desaparecidos também foi colocada no lugar, uma forma de registrar na memória o terror vivido pelos civís baianos.

Lista, ainda incompleta, dos baianos mortos/desaparecidos na Ditadura Militar:

MARIO ALVES
CARLOS MARIGHELLA
JORGE LEAL GONCALVES PEREIRA
ADERVAL ALVES
JOEL VASCONSELOS SANTOS
CELIO AUGUSTO GUEDES
LUIZ ANTONIO SANTA BARBARA
WALTER RIBEIRO NOVAES
JOSE CAMPOS BARRETO
NILDA CARVALHO CUNHA
ANTONIO CARLOS M. TEIXEIRA
ROSALINDO DE SOUZA
MAURICIO GRABOIS
NELSON LIMA PIAUHY DOURADO
ESMERALDINA CARVALHO CUNHA
OTONIEL CAMPOS BARRETO
JOSE LIMA
PIAUHY DOURADO
DINAELZA SANTANA COQUEIRO
UIRASSU ASSIS
DINALVA OLIVEIRA TEIXEIRA
SERGIO LANDULFO FURTADO
VANDICK REIDNER PEREIRA
PEDRO DOMIENSE
JOAO CARLOS CAVALCANTI REIS
VITORINO ALVES MOITINHO
JOAO LEONARDO DA SILVA ROCHA
PERICLES GUSMAO REGIS
STUART EDGAR ANGEL JONES

abr
17

PONTO G: É difícil captar recursos financeiros para produções artísticas de temática LGBT?

Postado por soteropolis

Por Marcos William

557268_10151151683093322_224665511_n

O transformista Jean Macedo (Mitta Lux) fala sobre a produção de seus espetáculos | Foto: Arquivo Pessoal

Através da arte podemos refletir sobre diversos assuntos. Algumas produções artísticas pretendem discutir o universo LGBT para torná-lo mais visível na sociedade. Essas produções esclarecem dúvidas, reforçam identidades e com isso, podem reduzir o preconceito. Mas será que é fácil a tarefa de realizar trabalhos como esses? Desde o início de exibição do PONTO G no Soterópolis, notamos que alguns profissionais que abordam a diversidade sexual em seus trabalhos enfrentam certas dificuldades na hora de captar recursos financeiros. Alguns artistas acabam realizando suas produções com dinheiro do próprio bolso, é o caso do escritor e diretor João Figuer, que lançou o livro “De amor, Desamor e uma Pitada de Sal” de maneira independente.
Na hora de captar recursos há poucas alternativas, as principais são o financiamento público através da política de editais e o apoio de empresas privadas ou públicas. Tudo se torna difícil, porque as empresas, normalmente, não querem associar a sua marca ao público homossexual. E os editais não conseguem suprir a demanda criativa desses artistas. O que as pessoas não sabem, é que o Governo Federal criou a Lei de Incentivo Cultural (Lei nº 8.313), conhecida popularmente como Lei Rouanet. A iniciativa permite que parte do imposto de renda devido por essas empresas, seja revertido em ações culturais. Com isso, essas Instituições podem investir em trabalhos que reforcem não só as identidades LGBTs, mas também as negras, indígenas e outras minorias sociais. Assim, a lista de concorrentes em editais diminuiria consideravelmente.
Percebendo toda essa problemática, convidamos alguns artistas e produtores para refletir o assunto. Será mesmo difícil conseguir grana para financiar uma produção? Se sim, qual o motivo de tanta dificuldade? Para conhecer também o outro lado da moeda, conversamos com Celmar Batista, gerente da Caixa Cultural em Salvador. A empresa apoia constantemente projetos do gênero e considera importante esse auxílio à comunidade LGBT.

Ficou curioso? Veja o PONTO G nesta quinta, 17/04, às 22h, no canal 2.2 (TVE Bahia). Também temos exibições alternativas no domingo, às 19h e na terça, às 23h30. Fique ligado!
abr
17

No princípio era a Dança, e a Dança estava com Deus, e a Dança era Deus

Postado por soteropolis

por Silvana Moura

anderland_CTL_2

Formada em 1996 pela coreógrafa e performer grega Toula Limnaios e pelo compositor alemão Ralf Ollertz, o que mais impressiona na companhia Toula Limnaios, não é a incrível noção de espaço e movimento, nem a sabedoria em lidar com os recursos cênicos ou a qualidade dos intérpretes. Isso se espera de um bom espetáculo, mas Toula potencializa a capacidade expressiva da dança, como se a dança fosse o verbo. A primeira vez que assisti à companhia, lembrei-me do primeiro capítulo do Evangelho de João: “ No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus”.

Para a turnê brasileira (Londrina, Salvador, Belo Horizonte, Florianópolis, Foz do Iguaçu e Natal), Toula escolheu “anderland”{outraterra}, um ensaio coreográfico que reflete sobre o tempo, como nós o percebemos e sentimos sua passagem. São sete dançarinos em cena, criando movimentos e discursos sobre a vida. Às vezes com delicadeza, outras vezes com violência como na sequência em que todos os dançarinos da companhian se voltam contra uma dançarina, desprezam-na e agridem-na com chutes e empurrões numa movimentação precisa e surpreendente.Toula abre espaço para refletirmos sobre nosso isolamento, sobre a incomunicabilidade atual, sobre a distância entre nós.

anderland_CTL_8 No início do espetáculo ouvimos diversas emissoras, trechos de  programas, entrevistas e reportagens, algum tempo depois, os  dançarinos apanham jornais e atiram para o alto. Estamos cercados  de notícias e informações, mas quão profundamente elas nos  tocam?

“anderland”indaga-nos sobre como podemos estar no país dos  outros, como podemos ser leves em tempos pesados, como  podemos flutuar.

Ver uma apresentação do grupo, não é só assistir aos dançarinos, mas olhar para dentro de si, refletir sobre os conflitos e enigmas da existência. Toula nunca coloca respostas no palco, ela nos sacode com suas indagações, sempre com destreza técnica impecável e criatividade. Ela consegue provocar sensações nos espectadores através de movimentos e imagens poéticas com uma dança que amplia as possibilidades da linguagem corporal, por isso Toula Limanaios firma-se como umas das grandes criadoras da dança contemporânea e sua companhia é uma das mais expressivas da atualidade.

Serviço

“anderland”

cie Toula Limnaios

www.toula.de

quinta, 17/04/2014 às 20 horas

Teatro Vila Velha

 

 

 

Governo da Bahia  ©2014 | IRDEB - Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia. SECOM - Secretaria de Comunicação Social