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mar
31

MOSTRA DEDICADA À COPPOLA NA SALA WALTER DA SILVEIRA

Postado por soteropolis

 

Um dos nomes de maior destaque da chamada Nova Hollywood e responsável por uma das trilogias de maior sucesso da história do cinema, Francis Ford Coppola ganha uma mostra dedicada à sua obra na Sala Walter da Silveira. As exibições acontecem de 2 a 8 de abril, com entrada gratuita. Na programação, o público poderá conferir clássicos, como “O Poderoso Chefão”, “Apolcalypse Now” e “A Conversação”. As sessões acontecem sempre às 16h e às 18h.

 

Sala Walter da Silveira – Programação de 2  a 8 de abril de 2015

 

Mostra Francis Ford Coppola

Entrada franca

Apoio: MPLC

 

Programação

 

Dia 2/04
16h  e 18h

Vidas sem rumo (The Outsiders, EUA, 1983)
Direção:
 Francis Ford Coppola
Duração: 92 minutos
Elenco: Matt Dillon, Patrick Swayze, C. Thomas Howell , Rob Lowe, Ralph Macchio, Emilio Estevez, Diane Lane e Tom Cruise.
Classificação:  14 anos

Sinopse -   Em um subúrbio da pequena cidade de Tulsa, Oklahoma, Ponyboy Curtis (C. Thomas Howell) é o caçula de uma turma, formada ainda por Darrel Curtis (Patrick Swayze) e Sodapop Curtis (Rob Lowe). Os três órfãos tentam sobreviver onde tudo se restringe a “mexicanos pobres” e “ricaços”. A trinca descende de mexicanos, amarga empregos em postos de gasolina e sofre com a perseguição da polícia. Também fazem parte da gangue Dallas Winston (Matt Dillon) e Johnny Cade (Ralph Macchio), ainda um projeto de marginal. Eles tentam vencer e amadurecer enfrentando os ricos, mas nem tudo acontece como eles planejam. Os acontecimentos são vistos pela ótica Ponyboy, que gosta de poesia e  assistir filmes românticos como “E o Vento Levou.

 

Dia 3/04
16h
Jardins de pedra 
(Gardens of stone, EUA, 1987)

Direção: Francis Ford Coppola

Duração: 113 minutos

Elenco:  James Caan, Anjelica Huston e James Earl Jones

Classificação: 14 anos

 

Sinopse – Jardins de Pedra foca o Cemitério Nacional de Arlington, as suas intermináveis filas de campas marcando a derradeira morada dos heróis americanos mortos em combate. Este jardim é guardado pela ‘Velha Guarda’, uma unidade de elite do exército comandada por veteranos condecorados que já não se encontram em atividade. Quando o jovem recruta Jackie Willow (D.B. Sweeney) é colocado na unidade, torna-se como que um filho adotivo para o sargento Clell Hazard (Caan) e para o sargento-ajudante ‘Goody’ Nelson (Jones). Os mais velhos têm de preparar o mais jovem para os ambientes mortais da guerra. Entretanto, Hazard inicia uma relação amorosa com uma jornalista pacifista (Huston) e Willow retoma o romance com uma antiga apaixonada da universidade (Masterson). Sob um pano de fundo de protestos, incertezas e violência, a guerra na retaguarda e a guerra na frente se cruzam com consequências inesquecíveis..

18h
Apocalipse Now 
(Apocalypse Now, EUA, 1979)
Direção:
 Francis Ford Coppola
Duração: 153 minutos
Elenco: Martin Sheen, Marlon Brando, Frederic Forrest e Robet Duvall
Classificação: 16 anos

Sinopse -   Capitão (Martin Sheen) tem a missão de encontrar e matar coronel (Marlon Brando), que aparentemente enlouqueceu e se refugiou nas selvas do Camboja, onde comanda um exército de fanáticos.

 

 

Dia 4/04
16h

O poderoso chefão (The Godfather, EUA, 1972)

Direção: Francis Ford Coppola

Duração: 175 minutos

Elenco:  Marlon Brando, Al Pacino e James Caan

Classificação: 14 anos

 

Sinopse -  Nos Estados Unidos dos anos 40 e 50, a família Corleone – chefiada pelo patriarca Don Vito (Marlon Brando) – vive em constante confronto com outros grupos mafiosos pelo controle de vários negócios ilegais

Dia 5/04
16h
O poderoso chefão 2 
(The Godfather: Part II, EUA, 1974)

Direção: Francis Ford Coppola

Duração: 199 minutos

Elenco:  Al Pacino, Robert De Niro e Diane Keaton

Classificação: 14 anos

 

Sinopse - Depois de perder parte da família para o tráfico, Michael Corleone já está no comando dos negócios da família e pretende aumentar o domínio dos Corleone pela América. Agora, o inimigo não é apenas o tráfico, mas também seus supostos aliados. Esta sequência do clássico de Francis Ford Coppolatambém venceu o Oscar de Melhor Filme.

O poderoso chefão  3 (The Godfather: Part III, EUA, 1990)

Direção: Francis Ford Coppola

Duração: 167 minutos

Elenco:  Al Pacino, Robert De Niro e Diane Keaton

Classificação: 14 anos

 

Sinopse - Na última parte da trilogia, o rico mafioso Michael Corleone revive a mesma situação que seu pai passou ao encarregá-lo dos negócios da família, mas agora com seu sobrinho. Michael tenta resgatar a imagem da família, mas as ambições do jovem o fazem voltar para o mundo do crime.

Dia 6/04

16h
O fundo do coração 
(One from the Heart, EUA, 1982)
Direção: Francis Ford Coppola
Duração: 110 minutos
Elenco: Teri Garr, Raul Julia e Nastassja Kinski
Classificação: 14 anos

 

Sinopse – No dia quatro de julho, Hank (Frederick Forrest) e Frannie (Terri Garr), um casal trabalhador que vive nos arredores de Las Vegas, completam cinco anos juntos. Eles planejam comemorar, só que ao invés disso, brigam e terminam tudo. Mesmo com o recente fim do relacionamento, os dois resolvem sair à procura de novos parceiros: Frannie conhece um cantor e garçom (Raul Julia) e Hank se envolve com uma bela artista de circo (Nastassja Kinski).

18h
A conversação (The Conversation, EUA, 1974)
Direção: Francis Ford Coppola
Duração: 115 minutos
Elenco:  Gene Hackman, John Cazale e Allen Garfield
Classificação: 14 anos

 

Sinopse – Harry Caul (Gene Hackman), expert em vigilância e conhecido nacionalmente por seu grande profissionalismo, é contratado pelo diretor de uma grande empresa para vigiar e gravar a conversa de um casal de amantes. Mas no passado um trabalho dele provocou a morte de três pessoas e agora ele teme que algo parecido aconteça.

 

Dia 7/04

16h  e 18h
Tucker: Um Homem e Seu Sonho (Tucker: The Man and His Dream, EUA, 1988)
Direção: Francis Ford Coppola
Elenco: Jeff Bridges,  Joan Allen e Martin Landau.
Duração: 110 minutos
Classificação: 14 anos

Sinopse - Em “Tucker: Um Homem e Seu Sonho”, baseado em uma história real, vemos um homem, Preston Tucker (interpretado por Jeff Bridges), que planeja construir um modelo de carro mais seguro para os usuários, ao mesmo tempo que mais potente.
O problema é que ele acaba construindo um modelo bom demais, o que acaba atraindo a fúria das Três Grandes (Ford, GM e Chrysler). Essas corporações não medirão esforços para inviabilizar o sucesso desse modelo de carro, obtendo apoio inclusive do governo norte-americano. O filme faz uma crítica bem sutil ao capitalismo monopolista, dominado por cartéis que inviabilizam a concorrência e a livre iniciativa.

 

Dia 8/04
16h

A conversação (The Conversation, EUA, 1974)
Direção: Francis Ford Coppola
Duração: 115 minutos
Elenco:  Gene Hackman, John Cazale e Allen Garfield
Classificação: 14 anos

 

Sinopse – Harry Caul (Gene Hackman), expert em vigilância e conhecido nacionalmente por seu grande profissionalismo, é contratado pelo diretor de uma grande empresa para vigiar e gravar a conversa de um casal de amantes. Mas no passado um trabalho dele provocou a morte de três pessoas e agora ele teme que algo parecido aconteça.

18h
Apocalipse Now 
(Apocalypse Now, EUA, 1979)
Direção:
 Francis Ford Coppola
Duração: 153 minutos
Elenco: Martin Sheen, Marlon Brando, Frederic Forrest e Robet Duvall
Classificação: 16 anos

Sinopse -   Capitão (Martin Sheen) tem a missão de encontrar e matar coronel (Marlon Brando), que aparentemente enlouqueceu e se refugiou nas selvas do Camboja, onde comanda um exército de fanáticos.

 

mar
26

COMO A POESIA CHEGA ATÉ VOCÊ?

Postado por soteropolis

Signature --- Image by © Royalty-Free/Corbis

Por Zeca Forehead

Muito se discute acerca do papel da poesia nos dias de hoje. Saraus, publicações, encontros e discussões colocam o assunto em pauta e um caminho natural contextualiza o texto poético no século 21. Em Salvador, iniciativas como o Pós-Lida, o Sarau da Onça do Bairro de Sussuarana e o projeto Poesia em Trânsito (intervenções em linha de ônibus da cidade) atualizam a arte da poesia junto à população.

O constante jogo com as palavras é um dos atrativos da arte da poesia. A pedagogia já insere o contato com o texto poético desde cedo nas escolas primárias e os resultados atingem êxito surpreendentes, afinal, crianças interessadas em Manoel de Barros (por exemplo) representam uma excelente porta de entrada para o gosto pela leitura.

A jornalista e poetisa Karina Rabinovitz e a artista Silvana Rezende vão além na concepção do modo como a poesia chega ao leitor. Além das publicações editoriais a dupla criou adesivos que levam poesia a banheiros públicos, orelhões, pontos de ônibus e locais de larga margem de acesso da população.

Blogs, sites e fanpages nas redes sociais pipocam todos os dias na internet. Vá ao autor que mais te agrada e se permita aos devaneios poéticos.

mar
26

NÓS, RATOS, JÁ NASCEMOS LIVRES!

Postado por soteropolis

Por Edinaldo Junior

Espetáculo infantil aborda o tema dos rolezinhos

Três ratinhos que resolveram fazer um ‘rolezinho’ no shopping. O espetáculo musical ‘O Bonde dos Ratinhos’ aproveita o tema polêmico dos movimentos de contestação que marcaram os centros comerciais de São Paulo, no ano passado, para discutir temas sobre a liberdade e o preconceito social. As histórias são construídas através da linguagem musical, uma mistura de ritmos que rendeu a indicação ao premio Braskem de teatro na categoria especial.

Depois da estreia, em outubro do ano passado, o Bonde do Ratinho comemora a indicação para outra categoria também, a de melhor espetáculo infanto-juvenil. A diretora Zeca de Abreu escolheu o caminho da ludicidade para falar de temas como a liberdade de escolha, o preconceito racial e social.

O texto é assinado pelo baiano Isac Tufi e as cenas criam um ambiente leve e engraçado para refletir sobre preconceito, as diferenças e a importância da amizade. O cenário é assinado pelo artista plástico Williams Martins, que faz intervenções em uma mesa e as imagens desses desenhos, que ganham forma na hora do espetáculo, são reproduzidas em telões espalhados pelo teatro. O Bonde dos ratinhos é acessível a pessoas com deficiência visual através do recurso de audiodescrição.

 

mar
24

EX-CURADOR DA PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO, DIÓGENES MOURA VEIO À CAPITAL BAIANA LANÇAR SEU MAIS RECENTE LIVRO.

Postado por soteropolis

Por Caroline Vieira

O escritor e curador Diógenes Moura esteve em Salvador no final do ano passado para lançar seu mais recente livro Fulana Despedaçou o verso.

A obra, editada num formato de livro objeto, e com tiragem de 500 exemplares, seguiu um formato de um pequeno caderno de anotações. Uma mistura de contos e crônicas escritos pelo autor em suas caminhadas pelo Brasil e exterior.

Conhecido pela atividade de curador, Diógenes foi diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo, onde trabalhou entre os anos de 1998 a 2013. Neste período, ele se orgulha de ter ampliado o acervo da instituição para 700 imagens.

No início de 2015, o público pôde visitar a recente exposição sob o olhar atento de Diógenes agora atuando como curador independente. Trata-se da Mostra A Arte da Lembrança Saudade na Fotografia Brasileira, que esteve em cartaz no Itaú Cultural.

Em salvador, o curador foi responsável pela pesquisa e organização de três edições do Festival Agosto da Fotografia, que trouxe entre outros nomes a coleção da Família Chambi. O evento chegou ao fim por falta de patrocínio.

Voltando aos livros. Fulana Despedaçou o Verso é a segunda trilogia iniciada com Ficção Interrompida – uma caixa de curtas, que ganhou o prêmio APCA de contos e crônicas em 2010 e foi finalista no Prêmio Jabuti de Literatura no mesmo ano.

mar
23

GANHADEIRAS DE ITAPUÃ

Postado por soteropolis

Por Ticiana Schindler

“Muita areia sob os pés
roupas pra lavar
Balaio pesado na cabeça
Pedidos pro sol não cessar
Comidas pra fazer
E muita história pra contar”

Assim viveram, por anos, as mulheres de Itapuã, chamadas de Ganhadeiras.
No século XIX, mulheres negras escravizadas, mulheres livres ou libertas lutavam nas ruas pela garantia do sustento próprio e da sua família. As atividades eram diversas, mas o objetivo era o mesmo. Essas atividades foram passando de geração pra geração. Já no séc XX, em Itapuã, antiga vila de pescadores, a atividade do ganho era muito comum entre as mulheres dos pescadores que tratavam os peixes, empalhavam e saiam, a pé, com seus balaios na cabeça até o centro da cidade para vender. Além delas também tinham as lavadeiras, quitandeiras, costureiras, e muitas outras. Para acompanhar esse fardo diário as mulheres cantavam cantigas, sambas de roda e musicalizavam o seu cotidiano.

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Em homenagem a essas mulheres o grupo, batizado com o nome As Ganhadeiras de Itapuã, busca fortalecer a cultura popular da região e reviver as tradições e memórias locais. O Soterópolis foi até o terreiro de dona Mariinha, onde tudo começou, e entrou na roda. Lá, encontramos histórias, sorrisos, lembranças, saudades, riqueza cultural, vontade e muito dendê!

mar
23

SALVADOR É DIVERSÃO O ANO INTEIRO?

Postado por soteropolis

Por Zeca Forehead

Reza a lenda que Salvador é festa o ano inteiro. Se chega um turista na cidade, o cabra chega ávido pela gandaia, mas há imensas chances de chegar em um bairro turístico como a Barra numa noite de sábado e se decepcionar (salvo raras exceções como o Groove Bar ou alguns botecos de caranguejo das redondezas).

Se quer aproveitar a boemia baiana, vá pro bairro do Rio Vermelho: restaurantes, bares, tabuleiros de acarajé, concentração de gente na rua, e o assunto que nos interessa aqui: casas de shows. A quantidade de casas de shows que ofereçam cultura e entretenimento não é tão satisfatória quanto parece, principalmente se você busca atrações que saiam do óbvio oferecido pela grande mídia (axé, pagode, sertanejo, funk, etc). O Rio Vermelho concentra a maioria dessas pautas em locais como o Portela Café, Lalá Multiespaço, Commons Studio Bar, Rhoncus, Dubliners Irish Pub e até um bar que leva nome de personagem do seriado Chaves: Seu Madruga.

Ok, casas que comportam um público de 100 a um máximo de 350 pessoas. Mas e se você quer ver uma atração de um porte um pouco mais elevado de popularidade, que reúna em torno de 2000, 2500 pessoas? Este espaço não existe em Salvador, ou pelo menos não está disponível para um trabalho de curadoria, responde apenas ao mercado. A Concha Acústica doTeatro Alves (atualmente em reforma) atende à diversidade mas é uma casa para 5 mil pagantes, só cabe produção grande.

Os desafios são grandes… se você parasse pra avaliar a quantidade de custos com que um gestor de casa de show tem que arcar, pensaria duas vezes antes de entrar no ramo. Imagine aí: uma casa que só funciona sextas e sábados (praticamente) paga água, luz, telefone, energia elétrica e (em alguns casos) internet todos os dias da semana. Isso sem falar em segurança, funcionários, aluguel do imóvel (em alguns casos). Mas é isso. Se você está em Salvador e quer se divertir na night, procure com carinho que você acaba encontrando coisa legal.

mar
19

QUADRO ROLÉ – ITAPUÃ E CAJAZEIRAS

Postado por soteropolis

Por Ticiana Schindler

Nesta edição, o quadro Rolé foi até um dos bairros mais populosos de Salvador onde mora o jovem Elias que apresentou Cajazeiras e seu cotidiano para Lore e para toda a equipe do Soterópolis. Lá, conhecemos a galera do sk8, slackline e ainda do rap! Também degustamos de um almoço maravilhoso no restaurante de Tia Marli, com comida baiana. Além disso, demos uma volta na famosa feirinha da rótula, comemos acarajé de 1 real e conversamos com moradoras antigas que falaram um pouco da evolução do bairro.

Depois de apresentar o seu bairro a Lore foi a hora de Elias conhecer um pouco mais de Itapuã, bairro da colega. Muito se ouve falar das belezas cantadas por Caymmi e do mar que não tem tamanho lembrado por Vinicius. Mas, durante o Rolé, conhecemos também outras opções de lazer, atividades e culinária da região.

mar
12

MUSAS

Postado por soteropolis

Por Marília Randam

MUSAS

Museu de Street Art Salvador. Um projeto que nasceu a partir da amizade. Naturalmente, este museu se formou com a intenção de fomentar e reunir os trabalhos de grafiteiros de todo Brasil em Salvador. Além de promover a arte de rua, o MUSAS também se preocupa com a permanência dos trabalhos nas ruas da cidade. Instalada inicialmente no Solar do Unhão, a sede do MUSAS se deslocou e passou por algumas transformações. Para saber mais, assista ao Soterópolis desta semana!

 

mar
12

TEATRO PARA SENTIR: UM PROJETO ENGAJADO E COMPROMETIDO COM A ACESSIBILIDADE

Postado por soteropolis

Por Vania Dias

Teatro Para Sentir

Que contribuição a arte pode ter na vida das pessoas? E quem pode ter acesso a tantos bens culturais que são produzidos no nosso estado? Se a arte e a cultura são direitos que devem ser acessados por todos, na prática como isso acontece? Curiosos por este assunto, a equipe do Soterópolis assistiu e acompanhou a vivência de quem foi ao teatro para participar do projeto “Teatro para Sentir”.

Esse é um projeto criado em 2014 pelo “coletivo diverssa” que, ao longo do ano, produziu diversas iniciativas voltadas para a ideia da diversidade e dos direitos culturais. Ao todo, foram 10 apresentações de duas montagens adultas e uma infantil. Os espetáculos garantiram com recursos de audiodescrição e tradução em libras (linguagem brasileira de sinais) a inclusão do público de cegos e surdos.

Pra dimensionar a importância deste projeto, experimente vendar os olhos ou tapar bem os ouvidos e assistir a uma peça de teatro. Como você iria se sentir? Será que conseguiria captar o que se passa no palco? Bem difícil, né? Assim acontece com as pessoas cegas e surdas que se aventuram em muitos espaços culturais baianos. Neste contexto, o “teatro para sentir”, dá um passo importante no fortalecimento de uma cultura acessível e inaugura em salvador uma maneira possível de fazer do teatro uma arte – verdadeiramente – capaz de abraçar a diversidade.

Ficou curioso? É só ligar a sua TV no canal 2 ou acessar o nosso site: www.irdeb.ba.gov.br para saber mais sobre o projeto e sobre o espetáculo que acompanhamos. O nosso encontro é às 22h, no melhor da programação cultural da TVE-BA. Esperamos você!!!

mar
12

A DIFÍCIL TAREFA DE ESCOLHER OBRAS – O SOTERÓPOLIS DEBATEU O TRABALHO DO CURADOR DE GRANDES FESTIVAIS BAIANOS

Postado por soteropolis

Por Edinaldo Júnior

No mundo das artes, uma figura importante desempenha um papel primordial na montagem de uma exposição. O curador é o responsável não só pela escolha das obras. Cabe a ele criar um contexto possível para as peças expostas, construindo, através de uma linha temática, a proposta do artista. É ele quem vai dar destaque a certo tipo de característica ou ressaltar alguma obra ou proposta.

A palavra curador faz referência ao ato de cuidar. Por isso, ele tem o desafio de criar uma ponte entre o público consumidor e a crítica. Uma ligação que tem como objetivo final a circulação dos bens culturais. Desta forma, o curador é visto como um educador, que tem o papel de transpor conhecimentos do trabalho do artista e fazê-lo consumível por que consome os produtos culturais.

Quando falamos de grandes festivais nas mais diversas linguagens artísticas, o trabalho do curador, neste sentido, se abre para pensar em outros elementos que ultrapassam a carreira de um artista. A curadoria se apóia na programação para selecionar o que fica e o que sai. E os desafios aumentam…

Para Felipe de Assis, curador do Festival Internacional de Artes Cênicas (Fiac-Bahia), em 5 anos de festival, o principal desafio do projeto é criar uma ponte entre os mais de 40 espetáculos que estão programados com o eixo temático de cada edição. Uma atividade árdua de selecionar obras que se encaixem no contexto criado pela organização para perpassar todo o festival. “Nossa programação é interessada em interferir ou interagir com seu contexto, buscando uma reação de sedução, de retorno, de provocação em nossos espectadores”, conta.

Seja uma pequena mostra ou um grande evento, cabe ao curador pensar no seu público e na obra que propõe apresentar. Assim, viabilizar a circulação da obra, a reflexão a partir dela. Por vezes, o curador também é chamado de tradutor do mercado, que consegue sentir aquilo que pode causar reações no consumidor.

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