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Festival ‘A Cena tá Preta’ estreia nesta sexta-feira

Foto: Camila Souza

Foto: Camila Souza

Começa nesta sexta a quinta edição do festival A Cena tá Preta. O evento irá movimentar o cenário cultural da cidade com uma programação que envolve espetáculos, show, mostra audiovisual e seminários com foco na discussão e divulgação da produção artística negra. As atividades seguem até o próximo dia 12, no Teatro Vila Velha, com entrada gratuita. Os ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência na bilheteria do teatro.

A abertura do evento acontece na sexta, às 20h, com o show “Inaicyra em 3tempos”. A cantora Inaicyra Falcão se apresenta com os músicos Mauricio Lourenço e Daniel Vieira (Nine) no palco principal do Vila Velha.


Realizado pela primeira vez em 2003, o festival também promove o intercâmbio a partir da troca de experiências de produção, criação e dramaturgias entre os grupos participantes e o público firmando-se como uma estratégia de fortalecimento da arte negra.

No sábado é a vez de conferir o trabalho dos atores da II Oficina de Performance Negra, promovida pelo Bando de Teatro Olodum, com a montagem de ‘Relato de uma guerra que (não) acabou’, às 20h, no palco principal do Vila.

No domingo (7), será apresentado o sarau musical ‘Fala Preta’, às 17h, no Cabaré dos Novos. Com concepção e direção do ator do Bando de Teatro Olodum, Jorge Washington, o sarau conta com a participação dos violonistas Mário Ulloa e Hamilton Almeida; os cantores Duda Diamba e Denise Correia; as poetisas Urania Muzuzum, Suide Kinté; e os atores Valdinea Soriano, Ridson Reis e Ella Nascimento.

No mesmo dia, a programação do palco principal tem início, às 19h, o Cena Dança que traz os espetáculos ‘Um olhar em chamas’– uma homenagem ao dançarino Augusto Omolu – da CIA In-contro e ‘Ìcaro’, espetáculo solo de Dejalmir Melo.

O cinema tomará conta do festival na próxima segunda-feira(8) com o Cine Vila especial ‘Curtas da Cena’, a partir das 19h, no Cabaré dos Novos. Serão três curtas, selecionados em chamada pública, assinados pelos diretores Gabriela Barreto (AcordaLiberdade) e Maise Xavier (Que cabelo é esse? e A herança de Nitorê). Após a exibição o público pode assistir, às 20h, no palco principal, a montagem Sortilégio II-Mistério negro de Zumbi redivivo, da Companhia Abdias Nascimento (CAN).

Na noite de terça-feira (8), às 20h, o Bando de Teatro Olodum, grupo anfitrião do festival, sobe ao palco principal para encerrar a programação teatral do evento, às 20h, com o espetáculo Cabaré da RRRRRaça, peça ícone no combate ao racismo. Nos dias seguintes, a programação segue com o Seminário da Cena.

Seminário
A Cena tá Preta transforma o palco do Teatro Vila Velha no centro de discussões sobre a presença do negro em diversas expressões artísticas a partir da quarta-feira(10). Com a coordenação do diretor do Centro de Estudos Afro-Orientais da Ufba, o antropólogo Jocélio Teles dos Santos  irão ocorrer três mesas-redondas. As inscrições podem ser feitas na sede do Ceao (Praça Inocêncio Galvão,  42 – Largo 2 de Julho. Contato: 3283-5502/04) e os participantes receberão certificado.

No palco principal, às 19h, a mesa ‘Um cinema de Raça’ terá como convidado o cineasta Joel Zito Araújo que também exibirá o documentário ‘Raça: um filme sobre a igualdade’. O evento será mediado pelo antropólogo Jocélio Teles.

Já sexta-feira (12), no Cabaré dos novos, a programação do festival será encerrada com duas mesas-redondas. A palestra ‘O negro no cinema e no teatro’, às 10h, coordenada pelo o doutor em antropologia e professor da Ufba Jefferson Bacelar conta ainda com o doutor em antropologia social Luis Felipe Kojima Hirano, da Universidade Federal de Goiás, e o doutor em história Tiago de Melo Gomes, da Universidade Federal Rural de Pernambuco.

A partir das 14h, acontece a discussão ‘A cena tá Preta na Literatura Afro brasileira?, com a professora da Ufba Florentina Silva, doutora em estudos literários e coordenadora do projeto EtniCidades: escritoras/es e intelectuais afro-latinos e doutora em estudos literários.

O festival é promovido pelo Bando de Teatro Olodum, Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceao) da Ufba, pelo Teatro Vila Velha, e conta com apoio da Fundação Cultural Palmares.

Programação da Cena tá Preta – ano V

Sexta-feira , 5 de dezembro
20h- Palco Principal

Inaicyra em 3 tempos: show com Inaicyra Falcão, Mauricio Lourenço e Daniel Vieira ( Nine): o público poderá conferir uma apresentação com arranjos que integram a ancestral tradição africana e a indígena no Brasil, bem como à africana nos Estados Unidos. Inaicyra é cantora lírica, doutora em educação e foi pesquisadora das tradições africano-brasileiras. Ganhou notoriedade na cena musical brasileira ao lançar em 2000 com o CD Okan Awa (Nosso Coração) em homenagem centenário de nascimento de sua avó, Maria Bibiana do Espírito Santo, a ialorixá Mãe Senhora, figura importante na religião de tradição Nagô/Yorubá no Brasil.  Contato: Josi Acosta – 8148-9693 / 8779- 5707

Sábado, 6 de dezembro
20h- Palco Principal

Relato de uma guerra que (não) acabou: com atores da II Oficina de Performance Negra, o trabalho é resultado do curso de formação promovido pelo Bando este ano. O espetáculo é baseado em vivências de moradores da periferia da capital baiana durante a semana de greve das polícias da Bahia em 2001, além de situações ainda presentes no dia a dia da população. A montagem estreou em 2002, com texto de Márcio Meirelles a partir de improvisações dos atores do Bando. Contato: Bando (Valdineia) 3083-4623 – 9944-0916

Domingo,  7 de dezembro 2014
17h-Cabaré dos Novos

Recital Fala Preta: a proposta do recital “Fala Preta” é unir poesia e música em uma ode à negritude com nomes que são ícones da cultura da Bahia. As atuações serão dirigidas pelo ator Jorge Washington, do Bando de Teatro Olodum, em uma tarde de leveza e descontração. Os artistas declamarão composições próprias e também de nomes que são destaque na poesia negra, como “Coração Suburbano” do baiano Landê Onawale, e “Por ser Belo”, do paulista Akins Kinte. Contato: Jorge Washington – 8878-4634

19h- Palco Principal

Um olhar em chamas: produção da ​ In- Contro Cia de Dançaalém de reunir grandes nomes da dança da Bahia, é uma justa homenagem ao Mestre Augusto Omolu com coreografia coletiva. Criada no ano de 2007 pelos bailarinos Dudé Conceição e Clodô Santana, a companhia tem o intuito de reunir e promover intercâmbio com os profissionais da dança criada na Bahia e tem como fundamento as danças populares, regionais, priorizando as danças de matrizes africanas e suas influências religiosas. Contato:  Sivaldo – 8795-0719 ( dançarino) Produtora : Monica Brandi(71) 91336668

Ícaro: tendo como motor criador e fonte de inspiração o mito do herói grego Ícaro, usado como metáfora no imbricamento com o auto-retrato do artista. A montagem propõe o desenvolvimento do mito “Ícaro” a partir do seu fim. Sugerindo a ideia de que após morrer, tendo a cera das suas asas derretidas por ter se aproximado demais do sol, sobrevive carregando em si mesmo a profunda experiência de conhecer de perto o inacessível e seu valor. Contato: Dejalmir  Melo– 8816-9869

Segunda-feira,  8 de dezembro

19h- Cabaré dos Novos

Cine Vila- exibição dos curtas-metragens:

AcordaLiberdade: narrado pelo ator Jorge Washington, o filme costura as memórias fotográficas e depoimentos de personalidades importantes do bairro da Liberdade como Professora Nilza, Vovô do Ilê Aiyê, Gerônimo, Gilson Nascimento, Dona Ninha, Hélio Brandão, além de outros moradores que são referências na comunidade e revelam fatos históricos da região.

A herança de Nitorê: a produção é resultado da II Oficina de Performance Negra, promovida pelo Bando de Teatro Olodum, e conta a história de uma jovem e sua relação com o legado candomblé presente na sua tradição familiar. A direção é deVinicius Carmezim e Taimara Liz. A direção geral é assinada por Maise Xavier.

Que cabelo é esse?: a discussão sobre estética e identidade negras é o foco do documentário realizado durante a II Oficina de Performance Negra, promovida pelo Bando de Teatro Olodum. O questionamento sobre o cabelo serve como base para abordagem dos aspectos da identidade negra. A direção é de  Sulivã Bispo. A direção geral é assinada por Maise Xavier.

20h- Palco Principal

Sortilégio II- Mistério negro de Zumbi redivivo: do texto homônimo de Abdias Nascimento, ícone maior do teatro negro brasileiro, está em cartaz com ineditismo e exclusividade nacional nos palcos baianos. Este clássico foi censurado em sua época e, nunca montado até então, traz questões como deslocamentos identitários, integracionismo culturais, imaginários e comportamentos sociais que nos levam a pensar a construção de um corpo brasileiro erguido através das inquietudes de um personagem atormentado pela culpa. Contato: George Bispo – 8861-2877

 Terça-feira , 9 de dezembro

20h- Palco Principal

Cabaré da RRRRRaça: sucesso de público da companhia, o espetáculo aborda a realidade do negro no Brasil em diversos âmbitos com linguagem direta e mesclando com o humor e levando o público à reflexão.  A peça viajou pelo Brasil, passou por países como Angola e Portugal. Abordando o preconceito racial de forma ousada e com intensa participação do público, o espetáculo volta em cartaz todos os anos atraindo baianos e turistas. Contato: Bando (Valdineia) 3083-4623 – 9944-0916

Quarta-feira, 10 de dezembro

19h-Palco Principal

Abertura do Seminário Cena tá Preta

Coordenação : Jocélio Teles dos Santos
Mesa de abertura : Um cinema de Raça com Joel Zito Araújo
Exibição do documentário Raça

Sexta-feira – Dia 12

 10h- Cabaré dos Novos

Mesa 2: O negro no cinema e no teatro
Coordenação: Jefferson Bacelar (Ufba)
Palestrantes ; Luis Felipe Kojima Hirano (UFG)
Tiago de Melo Gomes (UFRPE)

14h- Cabaré dos Novos

Mesa 3 : A cena tá Preta na Literatura Afro brasileira?
Coordenação : Florentina da Silva (Ufba)

Maiores informações e inscrições:
Ceao: 3283-5502/04

Contatos Produção da Cena tá Preta: acenatapreta@gmail.com

Chica Carelli – 9998-9133 chicacarelli@gmail.com
Geise Oliveira – 9292-8702
Valdineia  Soriano –  9944-0916
Jorge Washington– 8878-4634

Assessoria de imprensa do festival:

Meire Oliveira
(71) 9995 5308
meireoliveirafreitas@gmail.com

Assessoria de imprensa do Teatro Vila Velha:

Eduardo Coutinho
(71) 88794189 / 30834617

comunicacao@teatrovilavelha.com.br

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