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Jovem universitária promove hábito de ler e escrever para pessoas em situação de rua

Itinerante Próxima ParadaO Projeto intitulado por “Itinerante Próxima Parada”, pensado pela estudante de Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Cetilá Itas, promove e incentiva o hábito da leitura e da escrita para população em situação de rua. De acordo com a realizadora, com esse projeto espera-se reduzir danos decorrentes do uso abusivo de álcool e outras drogas, romper paradigmas a cerca da situação de rua e ressignificar as emoções das pessoas envolvidas, além de atribuir valor não financeiro para adesão de livros.

O projeto se efetiva a cada intervenção realizada em pontos de parada de ônibus, onde há concentração de pessoas em situação de rua e população em geral. Desde 19 de março deste ano, quando inicia o projeto “Itinerante Próxima Parada”, já ocorreram intervenções na região do Aquidabã, Praça Marechal Deodoro, mais conhecida como “Praça da Mãozinha”, localizada no Comércio e na Praça da Sé.

“Geralmente, quem atua junto a população em situação de rua é porque gosta, é por amor. Só o amor nos move contra os endurecimentos das emoções diante desse tempo em que temos que acompanhar o desenvolvimento e avanços da modernidade. É preciso desacelerar e amar mais um pouquinho… respeitando o tempo e as singularidades dos atores envolvidos”, completa Cetilá.

A “primeira parada” do projeto ocorreu no Aquidabã em 19 de março de 2014, e contou com a participação das colaboradoras voluntárias Beatriz Viana e da fotógrafa Loiá Fernandes. Ocorreu uma “parada” na Praça Marechal Deodoro, localizada no Comércio. Aproximadamente 20 pessoas participaram e compartilharam o que há de mais precioso, suas emoções. Nesse período o projeto teve apoio dos colaboradores voluntários, Leo Vittorio, Maria da Conceição Freitas e do fotógrafo Ismael Silva. Além de contar com o apoio de pessoas anônimas doaram livros.

A convite do Museu Afro da UFBA (MAFRO), o “Projeto Itinerante Próxima Parada”, se apresentou como “Case de Inovação”, no EMUNDE (Encontro Mundial de Empreendedorismo Étnico), apresentou também a instalação “Ressignificando as Emoções em Consonância com o Olhar Sobre Situação de Rua” no evento Arte em Paralaxe da Universidade Federal da Bahia, apresentou a mesma instalação no Aniversário do Cine Teatro Solar Boa Vista em que promoveu um Espaço de Leitura Infantil.

No próximo domingo (19/10) às 10h, o Projeto Itinerante Próxima Parada realizará oficina de leitura e escrita para celebrar o mês das crianças na Biblioteca Monteiro Lobato, em Nazaré.

O projeto ainda promove o conceito de sustentabilidade com confecção de porta moedas e documentos feitos de materiais recicláveis. Estes produtos são comercializados em eventos, com objetivo de garantir a continuidade do projeto e deslocamento da equipe voluntária. Também durante as intervenções pelo projeto, alguns dos produtos, como as carteiras são distribuídos gratuitamente para a população em situação de rua, visando preservar os documentos. 

A jovem cientista social argumenta que promover um encontro com pessoas que integram diferentes grupos sociais em um único espaço é bacana demais! Embora haja uma parede que separa a ponto de essas pessoas se olharem, mas não se enxergarem na rua. Mas, o que importa para Cetilá Itas é saber que é possível criar novos espaços de socialização que possibilitem encontros entre essas pessoas. É o que mais motiva a idealizadora do projeto a seguir confiante no direcionamento das transversais.

O projeto conta com o apoio e participação de colaboradores voluntários. Essa participação é de suma importância para realização das intervenções, sobretudo porque a união é motivada pelo afeto. E é esse afeto que torna as missões possíveis!
Para obter mais informações a cerca desse projeto, acesse a fanpage- “Projeto Itinerante Próxima Parada” ou encaminhe e-mail para projetoproximaparada@gmail.com

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Um Comentário para “Jovem universitária promove hábito de ler e escrever para pessoas em situação de rua”

  1. Betel disse:

    Hehe, pessoas assim deveriam existir mais! É por isso que falam da hospitalidade dos nordestinos, aqui no sul é tudo muito frio, até as pessoas heheh. Parabéns pelo projeto.

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