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Amostrão Vila Verão estreia 2014 com três espetáculos inéditos e a reestreia de Cabaré da Rrrrraça

A edição deste ano abre o ciclo de comemorações pelos 50 anos do Teatro Vila Velha, religando o espaço à Escola de Teatro da Ufba

O diálogo entre as quatro peças que integram o Amostrão Vila Verão converge a partir da reflexão do mundo atual, por trazer à cena questões das diversas crises sistêmicas enfrentadas pela sociedade. Em cada uma dessas dramaturgias, os entraves políticos e sociais contemporâneos são incorporados por meio dos conflitos, personagens, mitos, discursos e narrativas. Nesse contexto, a dor da mitológica HÉCUBA se mistura à Indústria do Entretenimento e ao carnaval baiano; A Tróia de Shakespeare se desdobra na representação das instituições de Poder e nos embates dos estratos sociais corrompidos; Frankenstein, a criatura, se volta contra os desmandos e abusos dos tiranos e opressores; e o Cabaré da Rrrrraça volta com muito humor, dança e música a abordar o descaso e a banalização do negro na mídia e na sociedade de consumo.

Nesse sentido, parafraseando o filósofo italiano Antonio Gramsci, O VELHO MUNDO MORRE E O NOVO LUTA POR NASCER: É O TEMPO DOS MONSTROS.

JANEIRO

ESTREIA: POR QUE HÉCUBA
A programação de verão do Vila começa na primeira semana de janeiro, dias 4 e 5, com a pré-estréia do espetáculo POR QUE HÉCUBA: sábado, 20h, e no domingo, 19h. Montada pela primeira vez no Brasi, a peça do dramaturgo romeno Matéi Visniec foi cedida pessoalmente pelo autor, logo após ele ter assistido à leitura dramática do texto (out/2012), dirigida por Marcio Meirelles, na sala principal do Teatro Vila Velha (TVV).

“POR QUE HÉCUBA é uma peça sobre a violência, como “Hécuba” de Eurípedes. Mas na minha peça o olhar vai além, além do sofrimento e da vingança. Eu quis “empurrar” Hécuba para a revolta. Eu quis que essa mulher fruto da mitologia grega interpelasse os deuses, e com isso os próprios fundamentos da nossa civilização. Gostaria de saudar a toda a equipe reunida em torno do encenador Marcio Meirelles, que me fez descobrir o Brasil, a cidade de Salvador e um mundo de pessoas apaixonadas pelo teatro e pelo diálogo”, diz Visniec.

pré-estreia: 04 e 05/01 | sáb  20h | dom: 19h temporada: 13 a 22/01 | seg, ter e qua | 20h
sala principal | R$ 30 e 15

ESTREIA: TROILUS E CRÉSSIDA
No programa do Amostrão Vila Verão, o TVV ainda retoma nesse ciclo de comemorações, por meio do 28º Curso Livre da Escola de Teatro da Ufba, a histórica ligação com essa tradicional instituição de ensino, de onde saíram os fundadores do Vila, em 1959. Foi nessa época que alguns alunos da primeira turma da faculdade recusaram a graduação, romperam com a direção, e, liderados pelo então professor João Augusto (1928-1979), formaram a primeira companhia profissional da Bahia: a Companhia Teatro dos Novos, grupo fundador e residente no teatro até hoje. Desse grupo, há mais de 50 anos, faz parte a atriz e escritora Sonia Robatto, convidada pela  professora e produtora cultural Deolinda Vilhena para ser a madrinha do Curso Livre este ano.

“Ser madrinha dessa edição me alegra muito. Peço ao Vila que batize cada um desses 32 atores, que sobem ao palco para festejar mais uma formatura”, deseja Sonia Robatto.

Dessa história faz parte o atual diretor artístico do Vila, diretor do Bando de Teatro Olodum e idealizador da universidade LIVRE, Marcio Meirelles. Também convidado por Vilhena, Meirelles assina a coordenação artística e a direção do espetáculo de formatura do 28º Curso Livre de Teatro da Ufba.

“Troilus e Créssida”, peça de Shakespeare escrita em 1602. Nela, um elenco de 35 jovens nos mostra a impossibilidade do amor numa sociedade decadente, sem valores, durante uma guerra. Troilus – filho de Príamo, rei de Tróia – e Créssida, heroína que enfrenta seu destino e se adapta corajosamente à condição de moeda de troca, imposta pelo estado troiano – simbolizam esse casal impedido de amar. O texto impressiona pela crueza com que retrata o caráter duvidoso dos heróis da guerra de Tróia, mais interessados na afirmação dos seus interesses mesquinhos e venais, do que num esforço coletivo de vitória.

9 a 26/01 | qui a dom: 19h
R$ 30 e 15 | sala principal

FEVEREIRO

ESTREIA: FRANKENSTEIN
A partir do romance clássico da escritora britânica Mary Shelley (1797-1851), a universidade LIVRE de teatro vila velha investiga as possibilidades cênicas e narrativas de uma das criaturas mais tenebrosas e poéticas da literatura universal. O processo vem sendo construído há quase 1 ano, sob a coordenação geral de Marcio Meirelles, e a colaboração da atriz e diretora Chica Carelli (interpretação), do dramaturgo Hayaldo Copque, dos diretores teatrais Martin Domecq e Bertho Filho, do orientador de economia criativa em redes digitais, de Pedro Jatobá, manipulação de som e imagem, de João Milet Meirelles, treinamento vocal de Marcelo Jardim, entre muitos outros nomes das artes cênicas mundial, como o bailarino e coreógrafo japonês Tadashi Endo e o maestro francês Jean-Jacques Lêmetre, do grupo Théâtre Du Soleil.

O clássico narra a história de uma criatura produzida em laboratório por um estudante de ciências naturais, que se tornou popular devido a primeira adaptação para o cinema do diretor inglês James Whale, em 1931.

Estreia 11/02 (terça-feira)
Temporada 12/02 a 21/02 | qua, qui e sex 20h
R$ 30 e 15 | sala principal


REESTREIA: CABARÉ DA RRRRRAÇA – BANDO DE TEATRO OLODUM
De volta a cartaz no mês de fevereiro, o Bando de Teatro Olodum reestreia no Amostrão um de seus espetáculos de maior sucesso: CABARÉ DA RRRRRAÇA. A montagem é uma revista musical que aborda o preconceito racial com muito humor, dança e música. Dirigida por Márcio Meirelles, apeça levanta discussões bem humoradas sobre negritude, racismo e a participação do negro no mercado de consumo, por meio de personagens que já caíram no gosto popular, como o “Patrocinado”, a cantora “Flávia Karine” e o “Super Negão”.

“O Cabaré surgiu em um momento de crise. O elenco estava cansado de ser mal interpretado pela mídia, de ouvir coisas negativas e, principalmente, com a falta de dinheiro e de apoio. Conversamos muito e então surgiu a vontade de fazer algo diferente do que vínhamos fazendo”, conta Chica Carelli, co-diretora do espetáculo. A mudança se fez necessária e de certa forma radical. Ao invés de colocar no palco o povo pobre e sofrido do Pelourinho ou de outra periferia da cidade, o Bando queria continuar debatendo o racismo, mas por outro viés. “Marcio Meirelles queria falar do negro como consumidor e objeto de consumo através de personagens que mostram o negro que anda arrumado, sai nas capas das revistas, o negro fashion”, explica Chica.

8 a 23/02 | sáb: 20h | dom: 19h
R$ 30 e 15 | sala principal

 

Serviços
Bilheteria: Segunda a sexta das 15 às 20h quando tem espetáculo. Nos finais de semana 2h antes do espetáculo. A carteira de estudante deve ser apresentada no ato da compra.

Reserva de ingresso: 71 3083-4600

Acessibilidade: O Teatro Vila Velha conta com rampa de acesso e espaços reservados para pessoas com dificuldade de locomoção.

Estacionamento: O Passeio Público conta com um amplo espaço para estacionamento. Acesso pelo Largo dos Aflitos ou, em dias de espetáculo, pela Avenida Sete de Setembro.

Solicitação de pauta: pauta@teatrovilavelha.com.br

Núcleo de Comunicação
Arlon Souza / Kaurocha
(71) 3083-4610/ 4611

comunicacao@teatrovilavelha.com.br

 

 

 

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