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Espetáculo “Casulo: uma intervenção trans…” está de volta em frente ao Espaço Cultural da Barroquinha

Ao longo deste ano o espetáculo se apresentou em espaços inusitados como bares e a Estação de Lapa e até ocupou espaços privilegiados como o TCA , também  integrou o Festival Internacional de Artes Cênicas (FIAC)  com  grande sucesso  de crítica e público.

O espetáculo Casulo: uma intervenção trans…. apresenta o universo simbólico da população LGBT, tem concepção, direção e encenação de Ângelo Flávio e realização da Cia Teatral Abdias do Nascimento (CAN). O espetáculo estreou em abril de 2013 nos bares e oficialmente na Estação da Lapa,  também fez temporada na sala principal do Teatro Castro Alves (TCA) atingindo sucesso de público e crítica, gerando grande repercussão nas mídias e na cena teatral baiana. A ousadia e irreverência do espetáculo levou a programação do Festival Internacional de Artes Cênicas (FIAC) até a Estação da Lapa.  Após vários pedidos do público nas redes sociais, o espetáculo retornará  em cartaz com duas únicas apresentações nos dias 20 e 21 de dezembro, em frente ao  Espaço Cultural da Barroquinha (ao lado do Cine Itaú Glauber Rocha), às 20h. Uma novidade desta temporada é que parte da bilheteria será vendida, com ingressos a R$ 24 (inteira) e R$12 (meia) e entre os dias 16 e 20 de dezembro a outra parte da bilheteria será trocada por 2Kg de alimento, das 10h às 17h, no Espaço Cultural da Barroquinha.

O diretor e ator, Ângelo Flávio, comenta sobre o conceito da montagem, “o espetáculo trás como bandeira os direitos humanos e sua livre liberdade sexual, para isso é preciso educação, resignificar imaginários e romper barreiras, chegar até a Barroquinha é fazer com que a Borboleta que rompeu o Casulo em Intervenções trans por esta cidade, possa ter asas para ir a qualquer lugar com a exuberância das suas cores e a garantia da sua dignidade”  diz o diretor e ator, Ângelo Flávio. O espetáculo Casulo: uma intervenção trans…, propõe essa ressiginificação de lugares, de olhares, de estereótipos.

A FÁBULA
Na fábula Zsolo, um cantor de rock viril se apaixona pelo seu companheiro de trabalho, o músico Dhila, no entanto, o parceiro diz que a única forma dele ter ao seu amor correspondido é se o mesmo se transformar em mulher. Zsolo atende ao pedido do seu amor e se transforma na travesti Marion, causando no parceiro estranhamento e espanto, despertando, assim, a dialética da estranheza que o universo LGBT causa na sociedade.

O CONCEITO
A montagem problematiza uma discussão transversal entre direitos humanos, identidade, diversidade, cidadania, afirmação e negação dos gêneros através de uma linguagem que funde ficção e depoimentos verídicos da população LGBT.

Para desenvolver o roteiro foram realizadas pesquisas de campo e análise de conteúdo midiático sobre a população LGBT. Também foi realizado um levantamento através de entrevistas, fotografias e filmagens nos pontos de prostituição noturna da cidade de Salvador, das casas noturnas e dos profissionais da área temática.

ELENCO
Através da narrativa de uma dramaturgia contemporânea, o autor, diretor e ator do espetáculo, Ângelo Flávio mergulha no desafio de interpretar duas personagens totalmente antagônicas, Zsolo e Marion, ambas, acompanhadas por uma banda ao vivo, sob a precisa direção musical de Maurício Lourenço. No elenco, os dançarinos e a transformista Mita Lux dão contornos ao universo trans, junto às exibições de curtas documentários criados especificamente para a montagem. Os atores Diogo Teixeira e Telma Souza também cantam e interpretam personagens, o primeiro Dhila e a segunda A Noite, amparados sobre o belíssimo suporte das backing vocals, e Alexandra Pessoa, Nara Couto e Émile Lapa.

PEQUISA
Para o diretor e ator, Ângelo Flávio, que saiu travestido no carnaval de Salvador este ano e, visitou boates do público LGBT para fazer o laboratório do personagem, inovar a estética teatral com elementos audiovisuais, possibilita “a integração do público e do vídeo como elementos que misturam ficção e realidade, em um formato de doc-ficção em teatro composto por intervenções verídicas de pessoas do universo LGBT”.

“Um dos objetivos do espetáculo é despertar o sentimento de cidadania e respeito às diferenças, é dar visibilidade ao discurso da população LGBT, por isso, o lúdico vem acompanhado do verídico,” afirma o diretor.

É nesse universo imagético e cheio de poesia que o espetáculo foi montado. Trazendo à cena memórias de pessoas que tem uma ligação direta com o tema. Estas histórias irão compor a estória central da obra realizada pela Cia Teatral Abdias Nascimento (CAN), que este ano completa 10 anos de formação.

O cenário foi idealizado pelo cenógrafo e artista plástico Marcos Costa, incorporando na cena ambientes, como o lar, as ruas, o palco…espaços onde a poesia da lembrança e a solidão concreta se encontram e ganham vida. A concepção do figurino é de Rino Carvalho e de Luis Fordon, que na mesma tangente poética fazem uma releitura do universo trans utilizando o barroco como elementos inspiradores.

Sobre a intenção do espetáculo, o diretor e ator, Ângelo Flávio, diz que pretende despertar nos espectadores o sentimento de cidadania e a consciência de que todos podem transitar e serem respeitados pelas diferenças, “se eu conseguir multiplicar essa consciência podemos ter um país melhor, ainda mais na Bahia que lidera pelo sexto ano consecutivo o ranking dos mais homofóbicos”.

ÂNGELO FLÁVIO
O ativista dos direitos humanos, ator e diretor baiano, Ângelo Flávio, é bacharel em direção teatral pela Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia e já participou de diversas montagens do Teatro, Televisão e Cinema. Em 2002, funda a Cia Teatral Abdias Nascimento na UFBA, primeiro grupo negro de teatro de formação superior na Bahia. Sua trajetória passa ainda pelos espetáculos O evangelho segundo Maria, onde recebeu o Prêmio Braskem como ator,  na direção dos espetáculos As irmãs de Brecht, A casa dos Espectros , O Dia 14 , todos premiados. No cinema, atuou em Fora do Rumo, Eu me Lembro, Quincas Berro D’água, O Fim do Homem Cordial, Trampolim do Forte, Estranhos ( favorito a prêmio como ator) e A beira do Caminho. Na televisão, marcou presença em Dona Flor e seus dois maridos e a Grande Família.


ESTATÍSTICAS LGBT
Segundo informações do Grupo Gay da Bahia (GGB), onze homossexuais foram mortos no estado nos dois primeiros meses do ano de 2012. Em todo país, foram registrados 81 homicídios no mesmo período. No ano passado, foram 272 assassinatos de LGBT no Brasil. Destes, 29 aconteceram na Bahia, que lidera pelo sexto ano consecutivo o ranking de estados mais homofóbicos, com o índice de 10,66% do total de casos no país. O Governo Federal já registrou em 2012, 3.692 violações contra a comunidade LGBT. O serviço Disque 100, do Governo Federal, contabilizou neste ano pelo menos 1088 denúncias de violência contra pessoas LGBT em todo o Brasil.

SINOPSE –  Um cantor de rock viril se apaixona pelo seu companheiro de trabalho, o músico Dhila, no entanto, o parceiro diz que a única forma dele ter ao seu amor correspondido é se o mesmo se transformar em mulher. Zsolo atende ao pedido do seu amor e se transforma na travesti Marion, causando no parceiro estranhamento e espanto, despertando, assim, a dialética da estranheza que o universo LGBT causa na sociedade.

 

SERVIÇO
Espetáculo Casulo | 20 e 21 de dezembro (SEXTA / SÁBADO)
Local | Espaço Cultural da Barroquinha
Horário | 20h
Ingressos R$24 (inteira) R$20 (meia)

Obs.: primeiro lote dos ingressos poderão ser trocados por 2kg de alimento de 16 a 20/12, encerrando a cota restam os ingressos para venda.

 

 

Dayanne Pereira
Assessora de Comunicação
Jornalista – MTb 3727 DRT-BA
71 9633-8394 ou 71 8737-3857

 

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