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Sambistas se reúnem na noite de premiação do XI Festival de Música Educadora FM


Pandeiro, atabaque, berimbau, viola e chocalho: o samba de roda pede passagem na festa da final do XI Festival de Música Educadora FM, que será realizada na sala principal do Teatro Castro Alves, no próximo dia 07 de dezembro, às 20h30, com uma homenagem ao ritmo brasileiro. RiachãoJuliana RibeiroAntônio Carlos e JocafiRaimundo SodréRoberto Mendes estarão reunidos para evento, queserá transmitido, ao vivo, pela 107.5 – Educadora, pela TVE Bahia (canal 2 e 2.1 – em HD) e online pelo Portal do Irdeb (www.irdeb.ba.gov.br). O espetáculo, sob direção artística do músico e dramaturgo Gil Vicente Tavares, tem, ainda, uma banda-base formada por Ivan Huol – que assina a direção musical –, Ivan Bastos, Luizinho do Jeje, Felipe Guedes, Luiz Nova, Mathias Traut e Diego Rosa. O público pode solicitar convites através do www.irdeb.ba.gov.br/festivaleducadora .

O FESTIVAL E OS FINALISTAS 2013
Entre julho e setembro deste ano, 50 músicas inéditas selecionadas, entre as inscritas no concurso, estiveram à disposição para que o público pudesse ouvir e votar na favorita, assim como o fez um júri especializado, que escolheu outras 14 canções inscritas.  Ao total, vão para a grande noite da premiação, no Teatro Castro Alves, 15 finalistas da edição  2013 do evento. Na categoria Instrumental foram: Pingo no Ó (Messias Brito), com Messias Brito; Na Hora Sai (de Horácio Reis), com Horácio Reis; Valsinha para Mainha (Eric Almeida), com Eric Almeida; Festa em Santo Amaro (Junior Figueredo), com Junior Figueredo; Nas Águas do Subaé (Paulo Mutti), com Paulo Mutti; Enquanto Ela Dormia (Nino Bezerra), com Nino Bezerra; Valsa para Beatrice (Ricardo Marques), com Ricardo Marques. Já na categoria Música com Letra temos: Intuição (Armando Lui e Bruno Maike), com Coro de Cor; Quina do Rodapé (Beto Pitombo), com Beto Pitombo e Matheus Aleluia; Rio Santo (Carlos Vilela), com Carlos Vilela; A Bula (Dinho Nunes), com A Célula; Ôxe ôxe ôxe (Álvaro Lemos e Manuela Rodrigues), com Manuela Rodrigues; Partiu (Peu Tanajura), com Candombá; Nada Novo (Alex Pochat), com Alex Pochat e Os 5 Elementos; Tão Banal (Luiza Brito), com Luiza Brito.

O Festival Educadora premia com R$62 mil. Cada uma das finalistas receberá mil reais, através de seus intérpretes, e o restante do valor total será distribuído para os seis ganhadores, que estarão nas seguintes categorias: “Melhor Música Com Letra” (R$ 12 mil); ”Melhor Música Instrumental” (R$ 12 mil); “Melhor Intérprete Vocal” (R$6 mil); “Melhor Intérprete Instrumental” (R$ 6 mil); “Melhor Arranjo” (R$6 mil) e “Música Mais Votada pelos Ouvintes” (R$6 mil). Os vencedores das categorias de melhor música cantada e de melhor música instrumental irão participar do próximo Festival Nacional de Música da Associação das Rádios Públicas do Brasil (ARPUB).

“O Festival de Música da Educadora FM é um modelo que deu certo. Ele valoriza a diversidade da música baiana e põe, juntos, novos talentos com profissionais renomados. O próximo passo dele é ampliar a participação de músicos do interior do estado”, declara o diretor-geral do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), Pola Ribeiro. “O festival é importante para a produção fonográfica da Bahia, porque estimula as gravações com boa qualidade sonora, já que é um festival de fonogramas, e também provoca o melhor, o potencial criativo dos artistas do nosso estado. O festival é um evento que faz parte do calendário musical da Bahia e é também um evento de divulgação e inovação para novos artistas ou músicos”, reflete a coordenadora da Educadora FM, Daniela Souza

 

É SAMBA, IAIÁ!
No ritmo da viola machete, dos antigos cantos de labor, a identidade brasileira é lembrada em suas raízes nesse XI Festival Educadora. “O samba de roda é o artesanato de música baiana”, diz Pola Ribeiro. Gil Vicente Tavares traz como proposta para esta edição remontar a história do samba e as transformações melódicas do ritmo. “A ideia é fazer um percurso por esse repertório, tentando identificar origem e ramificações”, explica.

“Essa homenagem vinda da Rádio Educadora, que trabalha sempre com essas matrizes da Bahia, me deixou muito feliz, porque só podia partir dela. Eu não falo nem do samba de roda, mas da chula do recôncavo, porque isso que chamamos de samba de roda é a chula do recôncavo”, diz Roberto Mendes. “O samba de roda está pra chula assim como o afoxé está pro candomblé”, completa. Quem também gostou da homenagem foi a cantora Juliana Ribeiro: “Achei de um altruísmo enorme esta homenagem do Festival da Educadora ao samba de roda. O Irdeb sempre sai na frente em se tratando de respeito á cultura popular. Estamos preparando um show lindo e claro com a presença das matrizes do Recôncavo no palco, mas isto é surpresa!”, comenta.

De chula corrida, chula amarrada, chula de estiva e xaréus, as origens do samba de roda e as evoluções do samba estarão na noite de festa. “O samba de roda é uma das matrizes do samba brasileiro e saiu das lavouras do Recôncavo baiano no século XIX para o Rio de janeiro, onde fez escola”, explica a Juliana Ribeiro, que, além de cantora e compositora, é pesquisadora. “Antes de ser um gênero musical, o samba de roda é uma manifestação cultural e sua beleza está em agregar o coletivo em torno de música, comidas, bebidas e da dança. É esplendoroso ver uma roda surgindo a partir do seu canto, e esta força está justamente no seu caráter identitário, onde as pessoas se sentem em casa numa roda de samba”, completa. E quem faz, do samba, casa é um dos mais carismáticos e respeitados sambistas baianos, Riachão: “A vida é alegria. A vida é cantar, sambar. Cada um na sua. Cada macaco no seu galho”, diz, com toda sua espontaneidade.

OS ARTISTAS DO ESPETÁCULO
Roberto Mendes – O cantor, compositor, instrumentista e arranjador, baiano de Santo Amaro da Purificação, foi gravado por grandes nomes, como seus conterrâneos Maria Bethânia e Caetano Veloso e também Gal Costa, Margareth Menezes, Daniela Mercury, Maria Creuza, Raimundo Sodré e Zezé Motta. Tem nove discos gravados e inúmeras composições em parceria com nomes como José Carlos Capinam e Jorge Portugal. Roberto estuda história do Recôncavo da Bahia e a musicalidade oriunda dessa região.

Juliana Ribeiro – Cantora e compositora com formação em canto lírico e também historiadora Juliana Ribeiro nasceu em Salvador. Com um repertório repleto de lundus, batuques, sembas angolanos, maxixes, sambas–de-umbigada, a sambista apresenta também as várias formas e ramificações da riqueza rítmica do samba, muitas delas presentes no seu primeiro disco solo “Amarelo”. Juliana pertence a nova geração de sambistas baianos.

Riachão – O cantor e compositor soteropolitano Riachão é considerado um dos mais importantes sambistas de raiz da Bahia. Ao lado de Batatinha, aos nove anos já se apresentava em festas infantis cantando serenatas. Aos doze, começou a compor seus sambas. Entre os vários intérpretes de Riachão, destacam-se Jackson do Pandeiro, que gravou diversas composições suas, Caetano Veloso e Gilberto Gil que gravaram “Cada Macaco no Seu Galho”, um dos seus maiores sucessos. Nesta lista, inclui-se Cássia Eller e Dona Ivone Lara.

Antônio Carlos e Jocafi – A dupla baiana Antônio Carlos (voz, banjo e violão) e Jocafi (voz e violão) iniciou sua carreira artística em 1969, quando inscreveu no V Festival de Música Popular Brasileira e do VI Festival Internacional da Canção grandes sucessos como “Catendê” e “Desacato”. Logo depois, os cantores e compositores lançaram com êxito o LP “Mudei de Idéia”, que trazia, como maior sucesso, a faixa “Você Abusou”. A dupla também assinou trilhas para cinema e televisão, como as das novelas “Sinhá Moça” e “O Primeiro Amor”. Em 1972, a composição “Catendê” foi incluída no LP “Eu sei que vou te amar”, de Maria Creuza, Toquinho e Vinicius de Moraes. A partir daí, a dupla apresentou-se em vários festivais e excursionou pelo Brasil e exterior. Musicas como “Toró de Lágrimas” e “Dona Flor e Seus Dois Maridos” ganharam o Brasil. Os músicos conquistaram prêmios internacionais com canções como “Diacho de Dor”, no World Popular Song Festival, no Japão. O sucesso “Você abusou”, considerado o maior da dupla, ganhou a França, onde versão passou a chamar “Fais comme l’oiseau”. A obra, feita por Michel Fugain, virou hino do Partido Socialista francês. A mesma música também tem versões em espanhol e japonês, além de gravações de Célia Cruz, Sérgio Mendez e Stevie Wonder. Entre os intérpretes da dupla, destacam-se também Luiz Gonzaga e Gilberto Gil.

Raimundo Sodré – O baiano de Ipirá começou sua carreira nacional na década de 80, no Festival da Nova MPB 80, da Rede Globo. Mestre do samba-chula, violonista de primeira, aprendeu tocando chulas na sua cidade natal. Em Santo Amaro, conheceu Roberto Mendes e Jorge Portugal e criou o grupo Sangue e Raça, que misturava música e teatro, trabalhando em Salvador e na França, onde fez carreira internacional. Morou em São Paulo e, hoje, um dos mais respeitados músicos da Bahia mora em Salvador.

Gil Vicente Tavares – O diretor, dramaturgo e compositor Gil Vicente Tavares, doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (UFBA), com uma pesquisas voltadas à dramaturgia nasceu em Salvador. Colaborou no roteiro do filme “Cidade Baixa”, de Sérgio Machado, e foi coautor da comédia musical “Vixe Maria, Deus e o Diabo na Bahia”. Após passagem por Roma, na Itália, funda, nos anos 2000, o grupo Teatro NU, ao lado da atriz Jussilene Santana; mantém o site do projeto com notícias sobre a companhia, acervo de peças e biografia dos autores e discussões sobre arte, cultura e sociedade. Realizou o Teatro NU Cinema, que levava peças curtas ao Cinema Sala de Arte da UFBA. “Sade”, peça de sua autoria, foi laureada com o Prêmio Fapex de Teatro 2010. No aniversário de cinco anos do Teatro NU, estreou a peça “Sargento Getúlio”, a partir da obra de João Ubaldo Ribeiro. Ainda como dramaturgo, Gil Vicente Tavares voltou aos palcos através do seu texto “Alugo Minha Língua: um Cabaré Erotragicômico”, em 2011. Além de sua companhia, dirigiu inúmeros eventos, como a festa de 30 anos da Rádio Educadora FM e dos 10 anos do Cedeca, com a presença de grandes nomes como o pianista Ricardo Castro, Carlinhos Brown, Regina Dourado e Daniela Mercury. Multifacetado, Gil Vicente é também compositor e poeta; conquistou prêmios como o de melhor canção no III Festival Educadora FM, em 2005, com um samba de roda. Como poeta, teve alguns de seus poemas publicados pelas Edições Sempre-em-Pé, de Portugal.  Na edição 2013 do Festival da Educadora, assina a direção artística do espetéculo.

Ivan Huol – o diretor musical do XI Festival de Música Educadora FM é membro-fundador do grupo “Garagem”: o baterista Ivan Huol. Ele é, também, criador e mestre de cerimônias das jams sessions do Museu de Arte Moderna da Bahia, o evento JAM no MAM. Também capitaneia o projeto Microtrio no carnaval de Salvador, que sai pelos circuitos do carnaval da cidade tocando o melhor da música “pra pular brasileira”, como costuma apresentar, para os foliões pipoca, dentro de uma minivan tecnologicamente adaptada. Criou também grupos como “Os Melódicos” e “ÍMÔ. Ganhou o Troféu Caymmi de melhor baterista e foi compositor, arranjador e percussionista no disco “Feijão com Arroz”, de Daniela Mercury, com quem também atuou como baterista do CD e DVD “Clássica”.

COMO COMEÇOU O FESTIVAL

A história desse festival começou em 2003, quando o maestro Tom Tavares e o jornalista Humberto Sampaio, inspirados no programa da Rádio Educadora “Outros Baianos”, criado também naquele ano, pensaram numa forma de dar visibilidade a cantores e músicos. Tom, então, buscou nos grandes festivais demúsica que agitaram a década de 60 – e lançaram nomes como Ivan Lins, Chico Buarque, Milton Nascimento e Gilberto Gil – a inspiração para criar o regulamento de um concurso que abrisse espaço para a produção contemporânea de música na Bahia Unindo esta necessidade de um maior espaço para as novas gerações à marca da rádio 107.5 FM, nasceu o Festival de Música Educadora FM. De 2003 a 2013, o concurso já veiculou 550 músicas inéditas na Rádio Educadora.

 

SERVIÇO:
O QUÊ: Noite de Premiação do XI Festival de Música Educadora FM
ONDE: Teatro Castro Alves, Campo Grande, Salvador.
QUANDO: 07 de dezembro, às 20h30
REALIZAÇÃO: Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Secretaria de Comunicação Social da Bahia) e Educadora FM.

ENTRADA: EVENTO GRATUITO. OS CONVITES PODEM SER SOLICITADOS ATRAVÉS DO WWW.IRDEB.BA.GOV.BR/FESTIVALEDUCADORA (Cada convite dá direito a dois ingressos, que devem ser trocados na bilheteria do TCA entre os dias 04 e 07 de dezembro. Sujeito à lotação da sala).

Informações: (71) 3116 7300

 

CONTATO DE ASSESSORIA PARA O EVENTO:

CARLA BAHIA (71) 9166 0938, 3116 7443

 

ASCOM – Assessoria de Comunicação

IRDEB / TVE Bahia / 107.5 Educadora FM
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Tel. (71) 3116-7443

 

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