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CESE aprofunda debate sobre questão racial em oficina de formação

Jaime Sodré é o convidado desta edição para falar sobre as religiões de matriz africana

Jaime Sodré
Jaime Sodré

A Coordenadoria Ecumênica de Serviço dá sequência a suas oficinas de formação interna e aprofunda o debate sobre questão racial. Para isso, convida o professor e historiador da cultura negra, Jaime Sodré, que no último dia 25/10 (segunda-feira) visitou a CESE para discutir intolerância religiosa e falar sobre a história e o papel da resistência dos terreiros de candomblé.

Com apresentação bem humorada, regada a casos e crônicas, professor Jaime foi aos poucos costurando sua apresentação, que enfatizou aspectos sobre a pluralidade cultural africana.  Essa diversidade, trazida para o Brasil nos navios negreiros, contemplava práticas religiosas diversas. O respeito à diversidade é um aspecto fundamental nas religiões de matriz africana.  Ou, como explicita o professor, das religiões de matrizes africanas, ressaltando mais uma vez a sua diversidade.


Jaime aproveita a oportunidade para também denunciar o aumento da intolerância religiosa e do fundamentalismo religioso.  Após reconhecer os anos de diálogo e luta conjunta com a CESE contra a intolerância religiosa, Jaime propõe a instituição o desafio de promover um encontro capaz de reunir lideranças de Igrejas cristãs com lideranças religiosas de matriz africana. “Não podemos ficar exclusivamente nos nossos assuntos, discutindo com as nossas pessoas. É preciso criar condição de enriquecer o discurso para ter novas trocas”.

O professor enfatiza a importância da vivência cultural associada com a religião. “A cultura é a forma de se sentar, é a forma de se vestir, é a forma de cada uma e cada um cultuar o seu Deus. Se eliminarmos o elemento cultural ficaremos doentes.Tudo existe por que tem uma história ”, declara o professor que também reconhece a pouca prioridade que é dada ao tema dentro da atual estrutura política. “Cultura é mais que uma secretaria, deve se constituir em uma ampla política de Estado”, afirma.

Jaime encerra o debate defendendo a necessidade de reinterpretar a história do negro, enfatizando a imensa riqueza e sofisticação da herança cultural africana no Brasil. Ao final, através da mitologia africana dos orixás, ressalta a importância e a força do feminino para nas religiões de matriz africana.

Sobre Jaime Sodré

Jaime Sodré é historiador da cultura negra, é professor da UNEB e CEFET é Xicarongoma Ogan do Candomblé. Em 2003, ganhou o 2º lugar do Prêmio Funarte, região nordeste, Ministério da Cultura /Funarte, com a peça teatral “Alufá Licutan Confessa”. Em 2005, recebeu a homenagem Ládurú Òré, do Núcleo de religiões de matriz africana da Polícia Militar (NAFRO-PM) e o troféu Caboclo: os educadores de nosso povo, da Associação Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu (ACBANTU). Recebeu indicação pela Faculdade de Comunicação e pelo Consepe, para integrar a Comissão de Ética da UFBA, em 2003. É Sócio-fundador da Associação Bahia Design (ABDesign).

Mais informações no site http://www.cese.org.br

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Um Comentário para “CESE aprofunda debate sobre questão racial em oficina de formação”

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